28 janeiro 2016

Stop.

Poderia dizer que não me custa rigorosamente nada acordar pelas 6h50, mesmo quando me deito pelas 22h. Mentiria. Também poderia dizer que gosto de conduzir e que por isso levar e trazer miúdos, ir ali, voltar acolá não me cansa. Mas cansa bastante. Também ficaria muito bem dizer que a serenidade é uma característica que me acompanha de manhã à noite a que poucas vezes perco a paciência. Errado.

Mas ainda assim, parando e pensando, sei que cada dia que coloco os pés fora da cama e é mais um dia destes, cheio de tanta coisa, é um dia que Deus nos dá. E no caminho que me cansa, nos momentos em que perco a paciência, quase sempre é só olhar em frente para ser constantemente relembrada disso.






Fotos tiradas com o telemóvel.

25 janeiro 2016

Melhorzinha.


Tenho uma doença crónica - ler isto com ironia - que consiste em dar muitas justificações, até demais, acerca de tudo e mais alguma coisa. É uma doença porque, em primeiro lugar, não precisamos dar justificações a quem não precisamos que nos entenda (quem precisamos que nos entenda raramente precisa de muitas explicações) e em segundo, porque a base das justificações é querermos que os outros nos percebam, concordem até connosco e não nos avaliem mal. Isso nunca vai acontecer na totalidade e nunca teremos os nossos índices de aceitação intactos.

Mas isto para dizer que Deus me anda a ajudar, neste exercício de não me desdobrar em argumentos e aceitar com maior tranquilidade a possibilidade de nem sempre ficar bem nos retratos.

"Então não dá para...?" Resposta: "Não, lamento."

Fim.





21 janeiro 2016

18 janeiro 2016

criação, criatura e Criador divertido.


Olhei para o funcho, ainda a pensar no que ia fazer dele, e tive de o trazer. Mesmo no meio de todas as outras coisas que o mercado biológico tinha e que a minha carteira pensa muito bem se as deve trazer. Ficámo-nos pelos tomates cereja, os mirtilos e os cajus. O funcho mergulha hoje na panela da sopa, mas não sem antes o contemplar mais uma vez. Deus criou isto tudo, e continua a fazer nascer todos os dias coisas simples como esta, que nos sussurram: "Eu existo, estou aqui, tenho prazer no que invento. Tudo me pertence e sou eu que faço tudo girar. Não me ignores".

E esta?
Foto da Sara Amado, que me relembrou dela enquanto escrevia este texto.

12 janeiro 2016

Clássicos.

Cá em casa há apenas duas opções para os bolos, em termos de coberturas: chantilly ou chocolate. Tudo o resto, a maioria não liga ou não come mesmo. Os clássicos serão sempre clássicos.

08 janeiro 2016

Home is where your heart is.


Gosto muito do sítio. Gosto que esta casa seja já um bocadinho velha, gosto da tranquilidade, da varanda. Da entrada das traseiras para um passeio sem trânsito, da entrada da frente. Do comércio todo à distância de alguns passos. Dos vizinhos, que em 9 anos de aqui estarmos nunca se queixaram de nada, nem nunca nos causaram transtorno.

Mudava-lhe as portas, ou pintava-as de mais claro. E o chão também precisava de ser arranjado, mas ficava tal como ele é (madeira). As janelas também já precisavam vedar melhor. E uma divisão extra para hóspedes também era algo útil.

Dizem que casa é onde o nosso coração está. Se for aconchegante, perfeito.

05 janeiro 2016

Até aqui nos ajudou o Senhor... e sempre ajudará!

A história de ontem era sobre aquele episódio em que Jesus acalma a tempestade. Os amigos de Jesus já o tinham visto fazer coisas fantásticas: curar pessoas, multiplicar comida. Mas na hora em que o barco começou a querer virar - com Jesus a dormir lá dentro - entraram em pânico. Deixaram que os seus medos fossem maiores do que a fé que tinham nele.

Provando-nos que a fé é algo constantemente a ser colocado à prova e que a nossa natureza é de fuga, de dúvida, e de medo -  esse grande paralisador em conseguir ver mais além. Em 2016 sei que irão existir tempestades (embora não as deseje). Mas quero confiar em quem está mesmo ali, a sustentar tudo. Nunca achando que Deus dorme. Ele tem o seu tempo.