29 fevereiro 2016

No meio do rebuliço

Deviam ser umas 7h30. Frio. Uma confusão pegada para a semana que começa. Um sem fim de coisas para fazer. Mas consegui parar e pegar na máquina. O sol invadia insistentemente os quartos e corredor, e lembrava-me de como nos precisamos contrariar nesta correria e inevitabilidade dos dias.

26 fevereiro 2016

25 fevereiro 2016

Tinha-me esquecido deste prato.

28 cm diâmetro

10€ - entrega em mão
15€ - envio em correio registado  



Ao comprarem, estão a contribuir para as obras da Igreja da Lapa.

Aceitamos encomendas, e esclarecemos dúvidas através do e-mail: anarutecavaco@gmail.com

23 fevereiro 2016

"Já há algum tempo que me interesso por arte."


Recordo bem o deslumbramento de descobrir que a primeira bebé já adormecia sem mim. Que acordava, se agarrava à Minnie, e continuava a dormir. "Está a crescer", pensava. Mais tarde, a primeira vez que brincou sem companhia, e se entreteve. "Uau!", pensava, "ela está a brincar". Ao longo do tempo, todas as outras conquistas, o começar a juntar as letras, perceber conceitos, descobrir coisas. Sempre o espanto.

Aos quase 12 anos, ainda fico boquiaberta com muitas coisas, como por exemplo: o interesse de se misturar em conversas de adultos, e a forma como se tenta encaixar no contexto. Ou quando numa exposição, lhe fazem uma pergunta e a pronta resposta é: "Já há algum tempo que me interesso por arte".

22 fevereiro 2016

Pratos para a Lapa

Amigos, tenho pratos para venda. Ao comprarem, estão a contribuir para as obras da Igreja da Lapa.

Aceitamos encomendas, e esclarecemos dúvidas através do e-mail: anarutecavaco@gmail.com

10€ - entrega em mão
15€ - envio em correio registado

Ser livre


O salmo 73 é acerca de liberdade. A liberdade de quem não faz depender a sua felicidade no seu próprio sucesso, quando comparado com o sucesso dos outros, ou na riqueza alheia, ou até na prosperidade fácil. É acerca de ser livre mesmo quando sentimos que não somos tratados de forma justa, ou que ao nosso redor esta justiça não é bem distribuída.

É acerca de ser livre por sermos filhos de Deus. Por último, também é acerca de misericórdia e de ter os olhos postos na eternidade e no destino de cada um. É acerca de desejo, e de todos os nossos desejos terem um fim último: o desejo por conhecer Deus e estar para sempre com ele.

Outros pensamentos mais antigos, aqui.

19 fevereiro 2016

Cadernos


Tens um caderno com uma nuvem. Uma amiga que não sabe que tens um caderno com uma nuvem vê-o à venda e compra para ti. Outra amiga que sabe que tens um caderno com uma nuvem compra igual porque calcula que o teu está a chegar ao fim. E no espaço de uma semana recebes estes dois novos cadernos.




Motivação extra

Já fazem as camas quando se vestem pela manhã, e nessa parte já não temos propriamente uma batalha. Mas quanto a coisas espalhadas pelo chão, secretária e companhia, a coisa não é assim tão simples, e se fossem gravadas as frases mais ditas por mim na azáfama matinal, uma delas seria com certeza: "Estou a ver coisas por arrumar!"

Na semana de Carnaval foram, como habitual nestes períodos, matar saudades das educadoras do jardim de infância, passar lá o dia. Tínhamos de sair pelas 9h da manhã, mas eram perto das 8h quando me levantei e o quarto estava assim:




17 fevereiro 2016

Volta!

“Voltem para mim, porque eu paguei o preço para vos libertar.” – Isaías 44:22


"Durante a segunda guerra mundial, um avião estragado caiu no mar. A tripulação não tinha rádio para pedir ajuda, mas tinham um equipamento muito precioso: uma pomba chamada Winkie.

A Winkie voou o caminho todo de volta à base – cerca de 207 quilómetros – alertando as pessoas e salvando toda a tripulação. Foi condecorada com uma medalha muito especial, pelo seu heroísmo.

Mesmo estando muito longe de casa, os pássaros conseguem encontrar o caminho de volta, vezes sem conta. Mas os filhos de Deus não – os filhos de Deus nem sempre têm saudades da sua verdadeira casa, do seu Deus. Deus é a nossa verdadeira casa. Sem ele, estamos perdidos.

Será que estás longe? Deves ser como a Winkie. No instante em que perceberes que estás longe, deves encaminhar-te imediatamente para casa. "



- Thoughts to make your heart sing - devocionais para crianças, Sally Lloyd-Jones

16 fevereiro 2016

Menos.

Passaria ao lado, se na etiqueta o preço não fosse quase dado (saldos a 80% de uma loja já por si barata). Depois de perceber o conforto, estudámos (eu e as miúdas) possibilidades de minimização.

E assim foi:





12 fevereiro 2016

Aos colegas de trabalho que há 14 anos me perguntavam se tinha mesmo a certeza se queria passar a ser Cavaco, devia ter respondido: "De segunda a sexta Cavaco, ao fim-de-semana Guillul".








11 fevereiro 2016

5 anos e meio.

"Então, mamã, ainda tens muita tosse? Temos de orar mais por ti."

10 fevereiro 2016

Caminhada para a Páscoa


Voltamos sempre ao mesmo. De como nos perdemos há tanto tempo naquela árvore no meio do jardim. E de como não podíamos, sozinhos, regressar a casa. Relembramos e voltamos a espantar-nos com o plano maravilhoso, cumprido no nosso lugar. O plano que nos conta que não foram os pregos que prenderam o filho de Deus lá na cruz. Foi o seu amor.

Silêncio.




09 fevereiro 2016

O longe, perto.


Em dias em que sentimos mais a ausência dos nossos que vivem longe, nada como relembrar com outros queridos - que em breve também partirão- o sonho que foi revelado a João: um dia Jesus voltará, fará tudo novo. Nunca mais teremos doenças, morte, tristeza. As lágrimas serão passado, só haverá espaço para alegria nos nossos rostos. Queremos ansiar esse dia, cada vez mais!



04 fevereiro 2016

Convite!

Amigos do Porto: 6f pelas 20h30;

Amigos de Coimbra: Sábado pelas 10h30.

 Apareçam!


01 fevereiro 2016

Primeira casa.


Não sei como é crescer de outra forma, embora saiba o que é ter muitas dúvidas como se permanece, como se é. O meu percurso nisto da fé não foi linear, e foram muitas as vezes em que desejei não ser a minoria que era de uma seita qualquer, mas que não era bem dos "jeovás" ou dos "mórmones".

Lisboa é a capital de Portugal mas nem por isso teve - durante a minha infância - a maior das tolerâncias à diferença. A memória mais antiga é a de ir para uma sala ao lado quando a minha turma na primária tinha educação moral católica. "Ela é daqueles que só se baptizam quando querem!" - que ousadia, esses protestantes.

Oscilar, na adolescência, entre o descaramento de afirmar o que era a fé, ou a de a ocultar mesmo. Duvidar se este seria sempre o caminho, ou se estaria à altura de lá ficar.

Quis que o hábito - essa coisa tantas vezes relativizada se não for feita de coração - me tivesse feito permanecer, para ao fim de 20 anos no mesmo lugar, mudar. Para fora daí perceber melhor a incapacidade de crescer sem o alimento.

Mais quase 20 anos depois destes, voltar é como visitar a casa dos nossos pais:

já não é nossa, mas é parte de nós.

 - O futuro no passado. Filhos e sobrinhos -