29 março 2016

O dia mais importante de uma vida

 Domingo foi um dia para lá de feliz. Assistimos a 9 (nove!) baptismos. Nove vidas que decidiram dar testemunho público da fé em Jesus. Nove vidas que acreditam que foram compradas pelo sangue derramado na cruz, e que - cada uma a seu tempo - manifestaram esse desejo.

Duas destas vidas são as das nossas filhas mais velhas. Cada uma delas decidiu em momentos diferentes que era chegada a hora. Cada uma com a sua história, cada uma com a sua sensibilidade. Quis Deus que acontecesse no mesmo dia, e que felicidade!

Para nós, cristãos evangélicos, o momento do baptismo é resultado de uma decisão única do indivíduo. Apesar de educarmos os nossos filhos na fé cristã, em momento algum os forçamos a assumir esta fé, até porque sabemos que não somos nós que convencemos os seus corações, é o Espírito Santo.

A Maria e a Marta, ao decidirem que queriam descer às águas do baptismo, não tiveram o caminho facilitado. Pelo contrário, tiveram de nos explicar o porquê de o quererem fazer. Claro que com 11 e com 9 anos, as palavras não são repletas de teologia nem têm as respostas todas completas, mas ambas encerravam o assunto com uma clara afirmação: Jesus morreu um dia por elas, elas tiveram a consciência que são pecadoras e que precisavam arrepender-se disso e tê-lo nas suas vidas. O baptismo vinha como desejo de obediência a uma ordenança de Jesus (quem crê, seja baptizado). Foram acompanhadas pelo Pastor (neste caso, o pai), a Igreja ouviu esta decisão e apoiou.

Desde o momento em que nasceram pedia a Deus que transformasse as minhas filhas em minhas irmãs. Esse dia chegou, e somos muito gratos a Deus. Que Ele nos ajude a fazer esta caminhada com as meninas e com todas as irmãs que se baptizaram este domingo, é o nosso desejo.

Deus é bom!









28 março 2016

Amanhecer

Acordar pelas 5h30 da manhã (na realidade eram 4h30, a hora adiantou nessa noite) não é propriamente fácil, mas confesso que passados os primeiros dez minutos de choque com a realidade de ter de sair da cama, é com alegria que o fazemos. Deve ser o único dia no ano em que os miúdos acordam cedo sem queixumes, e chegar junto ao rio ainda de noite e lembrar aquele maravilhoso dia em que as mulheres chegaram ao sepulcro e não encontraram o corpo de Jesus, é emocionante.

Ele vive, e o melhor desta mensagem é que é uma certeza todos os dias do ano!








26 março 2016

Amor


Aquele que veio e demonstrou que o amor não é um sentimento, mas um acto de obediência. Escolhendo não descer da cruz porque assim tinha sido acertado desde o início, com o seu pai. Aquele que carregou sobre si todos os nossos pecados, ficando só e abandonado, amou-nos desde o princípio e foi fiel até ao fim. 

O meu salvador. Obrigado, Jesus.




25 março 2016

22 março 2016

A caminhada serve para lembrar de que não somos mais escravos.


Há uma história do tempo da Guerra Civil americana que conta de um homem que comprou uma escrava num leilão. Assim que deixaram esse leilão, o homem virou-se para a mulher e disse-lhe: "És livre!"

Ela virou-se para ele espantada: "Queres dizer que sou livre para fazer o que me apetecer?"

"Sim", disse o homem.

 "E de dizer o que quiser?"

"Sim, qualquer coisa."

"E de ser como desejar?"

 "Sim!"

"E até ir aonde me apetecer ir?"

"Sim!" riu-se o homem. "És livre de ires onde te apetecer!"

 Ela olhou o homem atentamente e respondeu: "Então eu irei contigo."


[Thoughts to make your heart sing, Sally Lloyd-Jones]

16 março 2016

Não há nada tão tóxico como a comparação


Não há nada que nos derrube mais do que a comparação.

Não a queremos fazer, mas fazemos. E quando nascem os filhos é que são elas. Começamos pelas parecenças físicas e depois encaminhamo-nos para encontrar explicações de todos os tipos de defeitos e qualidades. Se não é ao pai que sai naquele defeito, será certamente à mãe, ou ao avô, à avó, ao tio e à tia.

Damos connosco a querer encontrar tantas vezes explicações, maravilhados que ficamos com talentos deles: "Mas de onde vem isto?" e a suavizar aquilo com que não sabemos lidar com um: "Mas o pai quando era novo também era assim". Crescemos a tentar encontrar um legado genético que nos explique enquanto pessoas, e a estar destinados a ser igual a este ou aquele; ou até pode ser que não, que as oportunidades hoje são outras.

As comparações, justificações e outras coisas acabadas em "ões" só servem para teorizar e esquecer que Deus tem um plano para cada um. Um plano que vai muito além da carga genética, da educação, das circunstâncias sociais, dos traumas. E não há nada mais libertador do que isto. Não sermos escravos dos genes ou do ambiente.

A comparação de nada serve. Na verdade, só destrói.

Ah, o mar!




15 março 2016

Matar saudades



A cunhada Marta esteve por cá uns dias. Foi bom!

14 março 2016

O Manel e a Mariana casaram!

Entusiasmo. Responsabilidade. Alegria. Obediência.

Quatro ingredientes bem misturados e tão raros de encontrar.






08 março 2016

07 março 2016

Room


Ma: [about the mouse] He's on the other side of this wall.
Jack: What other side?
Ma: Jack, there's two sides to everything.
Jack: Not on an octagon.
Ma: Yeah, but... An octagon has eight sides. But a wall, okay, a wall's like this, see? And we're on the inside and mouse is on the outside.
Jack: In outer space?
Ma: No, in the world. It's much closer than outer space.
Jack: I can't see the outside-side.
Ma: Listen, I know that I told you something else before, but you were much younger. I didn't think that you could understand, but now you're so old, you're so smart. I know that you can get this. Where do you think that old Nick gets our food?
Jack: From TV by magic!

Ma: You're gonna love it.
Jack: What?
Ma: The world.

 Jack: When I was small, I only knew small things. But now I'm five, I know everything!


- E não coloco aqui outras das minhas falas preferidas porque estaria a desvendar o que acontece neste filme. Vão ver! -


Fiz 39.

Quero ser mais à medida da graça que me traça os dias. A graça que me permite ser muito, muito agradecida por fazer 39 anos. Ser bom dizer - e viver -  a idade que Deus me completa.

04 março 2016

Típico

Marta, fechada no quarto, depois de a chamar: "Já vou mas não entres no meu quarto, por favor!"

Segundos depois, ao longe, a gritar:

"Mamã, não te importas que embrulhe a tua prenda num saco da Nespresso, pois não?"



03 março 2016

Olá e adeus, Fevereiro!

Não sei como foi esta história do mês de Fevereiro, mas para mim foi uma espécie de olá e adeus.





- Fotos tiradas com o telemóvel.-

01 março 2016

Ver mais.


Sempre que não tenho vontade de estar em algum lugar onde me chamam a estar - pelo facto de não me ir sentir à vontade ou não saber com o que posso contar - lembro-me de algumas pessoas por quem tenho admiração e que, apesar das suas dificuldades de feitio fazem o esforço de se contrariar. Por isso, muitas das coisas que faço não são coisas que eu deseje mas que têm de ser. No final, nem sempre existe a sensação de ter valido a pena, mas existe o sentido de ter feito aquilo que era chamada a fazer.

Dou comigo, muitas vezes, fora do meu habitat. Fora das conversas que me deixam confortável, fora da forma de estar, fora de qualquer empatia. Penso sempre para mim que não desejo dizer nada que não deva, só numa de simpatia (porque é horrível acedermos a dizer coisas só para nos enturmarmos) e cada vez lido melhor com o silêncio.

Não há muitos dias, numa situação dessas, dei comigo sem ter como acrescentar a uma conversa que me deixava particularmente desconfortável. Apercebi-me que a qualquer momento poderia ser confrontada com uma pergunta directa acerca de coisas acessórias, o que me ia deixar bastante desenquadrada. Não aconteceu. Suspirei de alívio. Mas numa conversa que não era sobre coisas importantes, apercebi-me de como é fácil não vermos além daquilo que é o nosso habitat. Além do nosso umbigo. Não ver mais do que o nosso jardim. Que me sirva de lição quando estiver no meu... habitat.