06 abril 2016

Falemos de morte.


Bem no começo do meu dia de aniversário sabia que a Joey tinha partido para o céu. Tinha 40 anos. Há cerca de um ano partia a Kara. Tinha 38 anos. No início de 2010 partiu a Lhasa. Tinha 37 anos. E mais de uma década antes de eu nascer morria a Flannery. Tinha 38 anos.

Quatro mulheres que admiro. Eu acabei de fazer 39 anos. Penso, especialmente quando mulheres destas desaparecem, quantos dias deste lado escreveu Deus para mim no livro da vida.

Não é coisa mórbida pensar e escrever assim sobre a morte, pelo contrário: imaginar que Deus me deve o direito de me deixar chegar à velhice é de uma arrogância enorme. Deus não me deve nada e todos os dias faz nascer e morrer pessoas, como bem lhe apetece. Não sei quantos dias Deus decidiu que tem para mim aqui deste lado, mas o exercício de me recordar disto mais constantemente pode ser o segredo para me ser aumentada a paciência, o amor, a misericórdia, a paz, o perdão.

Tudo pode ganhar um novo sentido quando pensamos na nossa insignificância. Juntamente com isto, um coração que deseje mais e mais conhecer Jesus, talvez seja mesmo a fórmula para o equilíbrio entre este mundo aqui e o mundo que está para chegar.