06 dezembro 2016

Fazer questão de parar. E esperar.

Tentamos abrandar o passo a caminho do Natal, mas parece que o tempo voa. Precisamos parar e voltar sempre ao mesmo início, e para isso não vamos ao anúncio do anjo a Maria. Vamos ao Éden. Relemos uma e outra vez e nunca parece o suficiente, a forma como fomos criados e a forma como nos perdemos.

Não abrandar o passo para meditar no Advento, é voltar a cair no mesmo erro que foi cometido no jardim: queremos ser como Deus, queremos ser donos do nosso tempo, queremos entreter-nos com coisas que - achamos nós - nos vão trazer felicidade. Precisamos mesmo inverter o processo. Precisamos perceber a urgência da chegada do Messias, e do privilégio que é termos a certeza de que ele veio e que já cumpriu tudo o que era necessário para nos libertar.

Não são as prendas, o bacalhau, ou até mesmo os que amamos ao nosso redor que tornarão esta época especial, mas ao contrário. Só nos juntamos e comemoramos porque esta época é especial. Marca o início de uma nova vida e uma esperança que é uma certeza.

Ou como diria Dietrich Bonhoeffer: "Uma cela de prisão, na qual alguém aguarda - e depende completamente no facto de que a porta para a liberdade só pode ser aberta do lado de fora, é uma boa imagem do que é o Advento".