12 dezembro 2016

Jesus, o filho perfeito.

Quando o Natal está para chegar, não consigo evitar tentar imaginar como terá sido tudo. Não vale a pena contrariar os pensamentos com um "se não está na Bíblia é porque Deus não considerou que fosse importante saberes, Ana Rute", porque vou lá parar sempre. A verdade é que fico sempre intrigada com a forma como Deus escolhe fazer acontecer os seus planos, e no final reclino-me satisfeita. Já sei o final da história, que também é acerca de mim.

Bom, mas começando pela minha imaginação, penso sempre em Maria. Estima-se que seria uma adolescente. Como é que uma menina noiva confia mais do que os seus olhos podem ver, deixando que a sua reputação possa ser questionada por todos, é uma lição de tudo o que é a fé. É o que basta para a minha vida. Se Deus está comigo e sabe o que é melhor para mim, vou temer o quê?

Depois, estar grávida sem nunca ter tido um marido. Bem sei que os tempos eram outros e não havia grandes contemplações para as grávidas, mas como terá sido sentir um corpo todo em transformação sem em nada ter participado nisso? Como foi parir Jesus? Terá sido um parto com muitas ou poucas dores? Ganhou logo peso e mamou até que idade? Deu "boas noites" ou estava sempre a acordar?

E ser mãe de Jesus? É nesta parte que me detenho mais. Jesus foi um filho perfeito porque ele nunca pecou. Ah, quase sinto inveja de Maria. Uma mãe pecadora com um filho obediente! Alguém consegue imaginar? "Jesus, arruma o teu quarto!" - e ele arrumava. Um sonho. "Jesus, está na hora de tomar banho!" - e ele ia, sem protestos. Ma-ra-vi-lho-so! (Também penso naquela parte em que ninguém sabia dele e que o acharam no templo. Ele quase que parece indelicado. Mas não, ele dá os seus motivos e os tempos eram outros, as crianças não andavam atreladas aos pais).

Também penso me dava imenso jeito assistir a algumas cenas da infância de Jesus por uma razão: Jesus terá feito as coisas típicas de uma criança da idade dele, certo? Mas nunca errou. Portanto, podendo ver como Jesus se comportou facilmente poderíamos distinguir entre o que é típico da idade (e que devemos deixar passar) e o que é desobediência (os tempos de hoje não distinguem estas duas, e é tramadíssimo para quem quer educar um filho partindo do princípio que a sua natureza é má).

Um dos versículos que gosto mais, quando penso em Maria, é aquele em Lucas que fala de como Maria ouvia tanta coisa que os outros diziam mas que as guardava (ponderava) no seu coração. Fala-me sobre serenidade. Confiança. Certeza.

E vocês, o que pensam ou imaginam sobre esta história do Natal?