23 maio 2017

Envelhecer


Ainda dizem que envelhecer não é bonito...

19 maio 2017

!

"Olha o George Markl! Não, é o George. Ai, é o Markl..."


(Caleb, no dia em que fez 7 anos, a apontar para este cartaz.)

Verdadeiros amigos são difíceis de encontrar.

Qual a essência da amizade cristã? Será que o nosso conceito de amizade, baseado na empatia e semelhança de gostos, que esfria rapidamente com desencontros, é uma amizade cristã, ou uma amizade traçada pelos padrões do mundo?. Este artigo ajuda a esclarecer.
São mais chegados do que família, e geralmente, são quem te conhece melhor. Oram por coisas maiores para ti do que tu mesmo. Acreditam em ti quando a tua fé é fraca. Arranjam sempre um espacinho para ti quando a vida desmorona, e alegram-se contigo quando tudo está bem. Mais importante ainda, os verdadeiros amigos lembram-te constantemente quem e o quê é o mais importante.

A essência da amizade cristã é um relacionamento forjado no fogo por duas convicções:

1) Só Jesus pode satisfazer a alma
e
2) O reino de Deus é a única coisa para a qual vale a pena viver.

INIMIGOS DISFARÇADOS?

A amizade cristã é um tesouro porque nos ajuda a  apegarmo-nos ao nosso maior tesouro.

Jesus é o nosso pão da vida, a nossa água viva, a nossa pérola de grande valor, a nossa luz, a nossa ressurreição, a nossa própria vida. O maior perigo para as nossas almas é que possamos abandonar a nossa permanência nele , que deixemos de o seguir, que deixemos de procurar a nossa alegria nele.
Portanto, o melhor presente que um amigo nos pode dar é um compromisso de lutar pela nossa alegria e comunhão com Cristo.

Por outro lado, a pior distorção da amizade surge quando um amigo nos encoraja, consciente ou inconscientemente, a colocar as nossas afeições noutro lugar. O apóstolo Pedro, sem querer, representou esse tipo de distorção em Mateus 16. Jesus diz aos discípulos que irá morrer e ressuscitará (Mateus 16:21). Pedro repreende Jesus com o que certamente foi um comentário bem-intencionado de um amigo sincero: "Longe disso, Senhor! Isto nunca te acontecerá!"(Mateus 16:22).

Parece a mais profunda, mais genuína e mais bela forma de amizade, mas as palavras de Pedro colocam Jesus e a sua obediência ao Pai em causa. A ignorância de Pedro transformou um amigo em inimigo, pelo menos por instantes. "Para trás de mim, Satanás! Tu és uma pedra de tropeço"(Mateus 16:23). O que Pedro achou útil, Jesus chamou de obstáculo. O que Pedro assumiu como uma amizade piedosa, Jesus chamou de oposição satânica.


CINCO MARCAS DA AMIZADE CRISTÃ

Então, como podemos evitar o erro de Pedro nas nossas amizades? Como podemos ser um amigo que preserva e fortalece a fé dos outros? Aqui estão cinco maneiras distintas como verdadeiras amizades cristãs podem reforçar o nosso amor por Cristo através do nosso amor uns pelos outros.

1. Os verdadeiros amigos aumentam a nossa alegria em Deus.

A companhia aprofunda sempre a alegria. O meu filme favorito é bom quando o vejo sozinho, mas é melhor com um amigo. De alguma forma, uma grande refeição é mais saborosa ainda quando compartilhada. Naturalmente arrastamos os nossos amigos para o que gostamos: "Tens que ver este filme!", "Tens de vir a este restaurante comigo!"

Mas de todas as alegrias da vida, Deus é a maior delas todas! Fomos feitos para ele - para desfrutá-lo e centrar os nossos corações e vidas nele. E, como qualquer outra alegria, a nossa alegria em Deus será mais plena quando a compartilharmos com outras pessoas. Amigos cristãos ajudam-nos a desfrutar de Deus, desfrutando-o connosco.

É tentador inverter e distorcer esta fórmula usando Deus como um meio de desfrutar mais as pessoas. Se nós só vamos a ele para pedir que desfrutemos mais os nossos cônjuges, amigos ou filhos, isto revela que vemos Deus como um meio para chegar a outra pessoa. Devemos fazer o contrário: procurar mais dele nas outras pessoas. Ironicamente, gostaremos mais dos nossos amigos, mais das nossas amizades se eles ou elas se tornarem um meio de desfrutar mais e melhor de Deus.

2. Os verdadeiros amigos expõem o pecado em nós e que nos mantém afastados de Deus.

"Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos." (Provérbios 27: 6)

O pecado engana-nos. Escurece o nosso entendimento e  torna-nos tolos. Tanto que podemos estar  em pecado e convencidos de que estamos a obedecer a Deus (lembra-te dos fariseus). É por isso que precisamos desesperadamente de amigos.

Precisamos de amigos para nos mostrar amorosamente o nosso pecado. Precisamos de amigos para nos ajudar a ver os nossos pontos cegos. Precisamos de amigos para falar com honestidade brutal (Mateus 18:15) e terna compaixão (Gálatas 6: 1), dizendo-nos a verdade sobre nós mesmos, mesmo quando não queremos ouvi-la (Efésios 4:15).

Esta é uma função vital da comunidade que poucas pessoas querem. Geralmente preferimos ter amigos que nos dizem o que queremos ouvir, que nos mostram a falsa graça de desculpar o pecado e nos dão a falsa esperança de que podemos aproximar-nos de Deus sem arrependimento. Mas porque o pecado é um veneno para as nossas almas e um ladrão da nossa alegria em Deus, não podemos permitir-nos abandonar esse tipo de amizade.

3. Os verdadeiros amigos encorajam-nos a obedecer a Deus.

"E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras" (Hebreus 10:24, ver também Hebreus 3:13)

Embora seja verdade que precisamos de amigos para nos ajudar a ver a desobediência, também precisamos deles para nos encorajar à obediência. Muitas vezes, a obediência a Deus exige mais coragem do que que aquela que conseguimos ter sozinhos. Sem a palavra animadora e fiel dos amigos cristãos, facilmente nos encolhemos numa apatia, não querendo deliberadamente desobedecer, mas também com muito medo de avançar.

O incentivo que nos é dito para dar não é elogio fácil, ou inspiração superficial. Encorajar é dar coragem e força aos outros para a tarefa intimidante que têm de enfrentar. Como amigos, damos-lhes uma visão ampliada da importância que a sua obediência tem para o reino de Deus. Afirmamos que a sua obediência glorifica a Deus e conta na eternidade.Seja qual for a forma, o incentivo motiva os outros a continuarem a correr a corrida específica que Deus traçou para eles.

4. Os verdadeiros amigos levam-nos a Deus no meio da nossa fraqueza.


"Vieram alguns homens trazendo um paralítico numa maca e tentaram fazê-lo entrar na casa, para colocá-lo diante de Jesus.
Não conseguindo fazer isso, por causa da multidão, subiram ao terraço e o baixaram em sua maca, através de uma abertura, até o meio da multidão, bem em frente de Jesus."
(Lucas 5: 18-19)

Caminhar pela vida num mundo que despreza Deus, com a nossa carne dominada pelo pecado, contra um inimigo dominado pelo inferno, torna-se muito difícil viver as tentações sozinho. Sozinhos, acreditamos facilmente nas mentiras de Satanás. Sozinhos, nós nos curvamos sob o peso do nosso pecado. Sozinhos, ficamos desanimados e cansados. Como o paralítico, precisamos da ajuda de outros crentes para sermos levados a Deus.

Então, como podemos trazer outros a Deus? Ouvimos uma irmã confessar um pecado oculto e ajudamo-la a ser lavada com a verdade que Cristo a purificou e a fez completa. Podemos satisfazer as necessidades práticas daqueles que sofrem um sofrimento intenso, em nome de Jesus. Ou podemos simplesmente trazer os nossos amigos a Deus em oração, pedindo-lhe para fazer coisas maiores nas suas vidas do que nós podemos fazer por eles.

5. Os verdadeiros amigos amam-nos para a glória de Deus.

"Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus." (1 Coríntios 10:31)

A ideia do mundo de intimidade na amizade é criar muita dependência uns dos outros: "Eu não posso viver sem ti!" Cumprimentos e promessas de devoção rapidamente dão uma breve e falsa adrenalina destituída de importância e significado. Certamente, precisamos encorajar-nos uns aos outros, mas os amigos cristãos devem estar muito mais concentrados no peso e no significado de Deus - não no seu próprio ou dos seus amigos.

Como tudo mais, o objetivo final das nossas amizades deve ser Deus e a sua glória. Uma vez que os nossos corações são propensos a vaguear e adorar outras coisas, precisamos desses lembretes constantes da sua glória e do seu valor nas nossas amizades.

Artigo de Kelly Needham, traduzido livremente por mim.

18 maio 2017

Presentear

Temos uma conversa recorrente cá em casa sobre o grau de critério que um presente deve ter. Há quem ache que não faz sentido dar algo que não gostemos mesmo. Pois eu prefiro que aquilo que vou dar seja do meu agrado também, mas nem todos gostamos das mesmas coisas e portanto, desde que não choque com nenhum princípio ou valor, o meu critério ao escolher ou fazer um presente é mesmo quem o vai receber.

No meu aniversário recebi um presente exactamente com estes critérios. Uma amiga mesmo querida que tenho, mas que não partilha da mesma fé que eu, fez este quadro para me oferecer. Não é tão bonito? Eu gosto muito, muito, muito.




16 maio 2017

Mamã

(Mamã)

Vivemos numa época tão corrida que parece que os dias especiais têm de ser altamente comemorados. As festas temáticas, os eventos inesquecíveis, um sem fim de memórias que parece que se vão como vieram. Não sei se é assim, mas aos meus olhos parece-me um bocadinho que esta obsessão com o "tempo de qualidade" seja muito derivado do sentimento de culpa de não haver "tempo normal" mas muita falta dele.

Já disse antes que sou uma pessoa de datas, e gosto de comemorações. Mas não necessariamente as muito tradicionais. Gosto de recordar de formas diferentes cada data e ano específico, e - imaginem! - até alturas em que por algum motivo a comemoração não foi comemoração nenhuma e estivemos apenas.

Portanto, quando há obrigação do "tem de ser", ofereço alguma resistência. Talvez também por ter crescido sem valorizar muito as datas que se institucionalizaram. O dia da mãe (ou das mães, que isto dava pano para mangas) não ganhou uma carga por aí além quando me tornei mãe. Mas se é para agradecer, quero estar lá com prontidão. E sou muito agradecida pela mãe cristã que Deus me deu, e porque ainda a tenho comigo e é avó dos meus netos.

15 maio 2017

Trazer beleza para dentro de casa






O Caleb fez 7 anos

Quando lhe perguntámos o que gostaria de fazer como comemoração do aniversário, respondeu que queria ir connosco ao cinema. E à pergunta: "Há alguma prenda que gostasses de ter?"
respondeu:

"Não. Pensas assim: o Caleb ia gostar muito disto! E compras!"



08 maio 2017

Conhecer, ouvindo as histórias em primeira mão.

Na Igreja da Lapa temos uma tradição, já com algum tempo, de ouvir histórias de vida. Tantas vezes nos conhecemos mal e temos ideias acerca do presente que não têm assim tanto a ver com o passado.

Quando ouvimos o percurso de alguém, testemunhamos não apenas o que aquela pessoa é, mas sobretudo o que Deus tem feito com ela, tanto nos momentos em que não quis saber de Deus, como nos momentos em que se rendeu a ele. Os testemunhos são poderosos por isso mesmo. Conferimos o sentido de humor divino e acreditamos que qualquer coisa é possível, basta Deus querer.

Ouvir acerca da graça, da misericórdia, da correcção e do amor do Pai na vida da Hannah foi o que fizemos o sábado passado.






A Hannah é americana, mas cresceu no Quénia, e veio para Portugal em 2008, juntamente com o Mark e as três filhas, com a visão de colaborar com a evangelização em Portugal. Servem na Igreja da Lapa e têm sido preciosos no apoio, visão, amor, crescimento.

 Fotos de Patrícia Leal.

03 maio 2017

Maria Ana

Foi-nos dada uma filha há 13 anos. Na verdade, ela foi-nos emprestada por quem a inventou e um dia nos pedirá contas. Se é verdade que a Bíblia promete coisas bonitas a quem educa bem os seus filhos, por outro reforça que nada está nas nossas mãos. Difícil, este equilíbrio entre responsabilidade e descanso. Dependemos sempre mais, mais, mais. As noites já não nos são interrompidas nem nos doem as costas com o peso a carregar. Mas pesa-nos a incerteza do que virá, numa mistura de alegria pelo que já é, e espanto do tanto que já se viveu. Agarramo-nos a quem nos sustenta, dia após dia. A gratidão é muita.








28 abril 2017

27 abril 2017

Saudade, Silêncio e Simplicidade.

Sou uma pessoa de datas. Ficam-me na cabeça e é difícil passar algumas datas sem me recordar o que a elas se ligam. Às vezes os números ficam-me a martelar na memória e demoro algum tempo a relacionar factos, mas chego lá. Outras vezes não resisto e digo-o em voz alta, mas na sua maioria sinto-me ridícula por ocupar a base de dados da minha cabeça com coisas que já lá vão, porque umas não são assim tão importantes como outras.

Abril será sempre um mês de saudade e serve para relembrar do que já lá vai e de como passa. A avó que tive até à idade adulta era uma pessoa não me convém esquecer, não apenas porque era minha avó e do meu sangue mas porque me relembra de simplicidade e silêncio. Simplicidade e silêncio, duas coisas tão raras e urgentes nestes dias. Silêncio. Simplicidade.
Simplicidade. Silêncio.

Ficam o aparador e os pratos, relembrando outros dias em Santos-o-Velho, com o som do eléctrico a passar, os cortinados a esvoaçar, a varanda minúscula, o mosaico hidráulico, os quartos interiores, a despensa escura.

24 abril 2017

Cenas de início e fim de dia.

 

 



Igreja perseguida

"Lembrem-se dos que estão presos como se estivessem na cadeia com eles. Lembrem-se dos que sofrem maus tratos como se vocês sofressem o mesmo no vosso corpo." Hebreus 13:3


Quando o autor da carta aos Hebreus escreve, os seus destinatários são judeus que se cristianizaram. A perseguição estava mesmo à espreita e ele dá uma série de instruções a estes crentes: mesmo que não estejam a sofrer nenhum tipo de discriminação, é dever deles lembrarem-se dos que sofrem na pele a sua conversão.

Por isso, ser cristão é não ter alternativa senão estar minimamente a par do que se passa noutros lugares do mundo. Por um lado, exercita a nossa gratidão, por outro a nossa compaixão. Também quero crer que prepara o nosso coração para uma realidade que poderá vir a ser a nossa um dia. Não sabemos.

Assim, não escondemos das nossas crianças a realidade da igreja perseguida. Com as devidas cautelas e, tantas vezes saltando pormenores gráficos (incompatíveis ainda com a idade e compreensão), mas enfatizando-lhes que seguir a Cristo pode custar a vida.

Esta Páscoa, gastámos algum tempo a conhecer os hábitos de vida, as características do meio físico e social, entre outros, para depois conhecer quem são os cristãos na China, na Nigéria e no Egipto, que ocupam o 39º, o 12º e o 21º lugar na lista mundial de perseguição da Open Doors.

E começámos por:

Como definimos perseguição? A perseguição aos cristãos ocorre quando: 

- são negados os direitos à liberdade religiosa;
- a conversão ao cristianismo é proibida pelo governo ou outros grupos da sociedade; 
- são forçados a deixar suas casas ou empregos;
- são agredidos fisicamente ou mortos por causa de sua fé; 
- são presos, interrogados e, muitas vezes, torturados por se recusarem a negar Jesus.

Cristão perseguido 

De acordo com o Pew Research Center, quase 75% da população mundial vive em áreas com graves restrições religiosas. A perseguição aos cristãos consiste em qualquer oposição vivenciada como resultado da identificação de uma pessoa com Cristo, incluindo palavras e atitudes hostis, dirigidas contra elas unicamente por causa da sua fé em Jesus.

Hoje em dia são aproximadamente 215 milhões de cristãos perseguidos nos 50 países que compõem a Lista Mundial.

Como é que o cristão é perseguido? 

A Lista Mundial da Perseguição mede a liberdade que um cristão tem para praticar a sua fé nas cinco esferas da sua vida: na individualidade, na família, na comunidade, na nação e na igreja.

1. INDIVIDUALIDADE
A pessoa não é livre para escolher qual a religião que quer seguir, orar a Deus dentro de casa ou num lugar público, ter a Bíblia e outros livros cristãos para uso pessoal, etc.


2. FAMÍLIA
A perseguição vem através de pais, irmãos, tios, avós, primos e outros. O convertido é coibido de praticar a sua fé em casa e enfrenta problemas em assuntos civis como casamento, enterro de familiares, herança e outros.


3. SOCIEDADE
O cristão sofre pressão através de atitudes preconceituosas, leis, casamento forçado, dificuldade de aceder a recursos, pressão para renunciar a fé, discriminação no trabalho, etc.


4. NAÇÃO
O cristão enfrenta oposição, pois não há leis que garantam liberdade de culto e prática da fé. É considerado crime a prática da evangelização e, em casos mais extremos, a conversão. Enfrenta problemas para tirar o passaporte, realizar reuniões entre cristãos, entre outros.


5. IGREJA
Quando há perseguição para realizar actividades comunitárias, como um culto, ma reunião de oração, baptismo, aula bíblica, entre outros. A opressão pode vir de diversos lados: dos vizinhos, do governo, da polícia. Também acontece quando a comunidade cristã não tem acesso às Escrituras e a outros materiais religiosos.

No final deste estudo, falámos um pouco sobre o país que lidera o top da perseguição mundial há já 15 anos: a Coreia do Norte. Neste país, o trabalho cristão é praticamente impossível e ser portador de uma Bíblia é arriscar a vida.

Todos os dias, temos notícias actualizadas no site Open Doors, uma organização internacional que trabalha nestes países, dando todo o tipo de apoio a estes cristãos. Não percam a possibilidade de estar informados e intercederem por qualquer parte do mundo.



18 abril 2017

Amanhecer de Páscoa com uma certeza inabalável

A morte foi derrotada, e graças a essa vitória alcançada por Jesus, temos verdadeira vida e uma esperança cheia de certeza num futuro eterno.

Vivermos num país em que podemos ir para a rua cantar, recordando as mulheres que encontraram o sepulcro vazio, é uma dupla alegria e enorme responsabilidade. Em países como a Coreia do Norte, Egipto, China, Nigéria, Afeganistão e muitos mais, há cristãos que não podem sequer ter uma Bíblia. Nós podemos, por isso acordar às 5 da manhã é um privilégio, um enorme privilégio!




15 abril 2017

Somos livres hoje, e continuaremos a ser livres amanhã.

A nossa liberdade foi comprada na cruz.
"Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. "

Isaías 53:3-5



21 março 2017

Caminhada para a Páscoa


Há 6 anos, numa igreja pequenina em S. Domingos de Benfica, em plena caminhada para a Páscoa, fizemos um cd para oferecer aos nossos amigos.

Já só me resta um exemplar desse cd (que ouço sempre por esta altura). Uma edição caseira, com as pessoas da altura e com os nossos filhos bem pequeninos (ainda hoje nos rimos com uma das músicas em que eles participam, mas que ficou propositadamente, porque já na Bíblia diz que "da boca dos pequeninos sai o perfeito louvor").

O nosso louvor, ainda que tão imperfeito, deve ser contínuo, e na caminhada para a Páscoa convém que ele seja vivido com seriedade, tristeza, confissão, e muita gratidão!

Este cd está disponível online e desejo que possa ajudar-vos também na vossa caminhada (contém  testemunhos, músicas e leitura).



09 março 2017

Penteados

 Estamos numa fase em que quase 13 anos e 10 anos e meio, tudo o que é "infantil" (este conceito é algo assim a coisa mais relativa que possamos imaginar, mas siga), não pode ser, é passado, "já não somos criancinhas".

Portanto, já há muito que se penteiam e aqui a chata da mãe entra em cena quando temos ninhos de ratos instalados e é preciso fazer alguma coisa ("Ai, eu pus amaciador mas tenho nós!").

Sugestões para soltar mais o cabelo ou colocar algo que favoreça o rosto nem sempre são lá muito bem aceites, até porque me habilito sempre a ouvir que eu ando quase sempre igual, o que é a verdade. Mas volta e meia consideram que sim, a mãe até tem um gosto acessível e um aliado chamado Pinterest, o que lhe confere alguma credibilidade.

E pronto, tudo isto para dizer que elas me pedem, volta e meia, para lhes fazer penteados,"mas por favor, nada infantis!".

Ok, miúdas.


(Fotos do telemóvel, que a minha bela máquina deu o berro de tanto uso, e o mealheiro ainda não encheu o suficiente para tirar novamente fotos decentes)

07 março 2017

40 anos

Cheguei a este número bonito.

Numa fase da vida em que sinto o peso da responsabilidade como nunca antes (é isto a maturidade, pessoas maduras?), em que aquilo para que vivo foi algo que veio ter comigo e não uma escolha. Sim, deixei de trabalhar fora de casa. Sim, faço trabalhos em casa ocasionalmente, mas aquilo a que sou chamada a ser, em primeiro lugar (tapem os ouvidos as capazes deste Portugal), é a ser mulher e mãe. Depois, vem a vocação que Deus tem alargado, num misto de muito trambolhão, cabeçadas, cansaço, noites mal dormidas, horários fora do normal.

Vivo, com o meu marido, para servir Deus em todo o tempo. Servimos na nossa família, servimos ao nosso redor, servimos na Igreja, e a Igreja são pessoas. Servir pessoas e estar com elas não é necessariamente ter intimidade, empatia, constância com todas, mas é cuidar de formas diferentes, é saber ter de lidar com expectativas que criam acerca de nós e que nunca se poderão concretizar, é gastar tempo a carregar os seus fardos, é orar. Isto é cansativo e vive-se com muito recato, porque o sigilo assim exige.

A Bíblia bem que ensina mas foi preciso aprender por mim que ter um sentimento constante de incapacidade é essencial (e não uma fraqueza) para poder depender cada vez mais de Deus e menos  nas minhas forças para estas coisas todas acontecerem. Tenho um marido que, mesmo que se abale, não vacila neste amor pelo nosso Deus, e isso traz-me muita confiança e segurança, é para isto que existimos e somos chamados. Isso não me retira a fragilidade, mas fortalece-me (o apóstolo Paulo sabia bem quando escrevia que quando estava fraco, então era forte) e é a essa esperança que me agarro.

Não sei quantos dias tenho deste lado de cá. Mas quero saber gozá-los bem e ansiar pelo dia em que poderei ver o rosto de Jesus, o meu querido Salvador. Deus me ajude a "contar os meus dias, para que possa alcançar um coração sábio" - Salmo 90:12

A gratidão é muita.





02 março 2017

A caminho

Estamos a caminho da Páscoa. Hoje, a recordar o momento em que Noé sai da arca, pode parecer que Jesus não se encontra em parte nenhuma desta história, mas está. A arca é uma representação da forma como Jesus nos salva do castigo de Deus. Noé ficou a salvo do dilúvio, dentro da arca, e nós estamos a salvo da santa ira de Deus, por Jesus.

Nós não vivemos dentro de Jesus da mesma forma que Noé viveu dentro da arca. A forma como nos escondemos em Jesus é acreditando nele e confiando que ele morreu por nós quando morreu na cruz. 


(...) Já pensaste que Deus salvou Noé para que um dia nos pudesse salvar a nós?


(Começámos em Génesis, em Janeiro, com o "Long Story Short" de Marty Machowski)

22 fevereiro 2017

De outros Fevereiros


Há dez anos, estávamos quase a mudar de casa. Tinha duas bebés (uma de 2 anos e outra de 3 meses). Os dias eram passados a desejar que a mais nova não precisasse de ginástica respiratória (mas precisava quase diariamente), e a pensar no que seria o meu futuro em breve, sem perspectiva de escola para as duas e uma empresa em mudança. Havia, algures, uma ideia de uma igreja a começar, mas nada de concreto acerca do que isso seria na nossa vida. Tinha umas amigas, também na mesma fase de maternidade, com quem almoçava religiosamente uma vez por semana.

Às vezes gostava de perguntar a essa pessoa aí da fotografia o que ela pensava estar a fazer daí por 10 anos. O que gostaria de manter e o que não gostaria. É que não faço a mínima ideia. Estava a dias de fazer 30 anos e, sabia, apenas que a vida ia acontecer. Algures na minha imaturidade, não me demorava em muitos sonhos ou projectos. Talvez tenha sido bom. Não sei. Nada do pouco que imaginei foi o que Deus trouxe. Ainda estou a aprender, e quase sempre com muitos encontrões e esforço, que não sou eu que sei o que é bom para mim. É Deus. Ele está a cuidar de nós, mesmo quando nem sempre estamos tão atentos, e mesmo quando estamos em vigilância.

Dias depois engravidava do Joaquim. Adormeci muitas vezes de cansaço nesta posição no sofá, no tempo em que os desenhos animados cumpriam um papel de sobrevivência nesta casa. Adormecia encostada, adormecia na carpete, adormecia.

Hoje adormeço de outras formas (já é seguro deitar-me sem estar por perto da miudagem). Quero adormecer sempre com a segurança de que Deus está a cuidar. Adormecer cansada e acordar com forças. Deus trata de tudo em todo o tempo.

"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno." - Hebreus 4:16

18 fevereiro 2017

E se?



Pedimos-te bênçãos.
Pedimos-te paz,
Conforto para a família,
Protecção durante o sono.
Pedimos-te cura,
E prosperidade.
Pedimos o alívio
Da tua mão poderosa.

E tu ouves sempre
Cada pedido,
Mas o teu amor é tão vasto,
Não cabe em coisas tão pequenas.

E se as tuas bênçãos
Chegarem com a chuva?
E se a tua cura
Chegar com lágrimas?
E se forem precisas
Mil noites em branco
Para sentirmos a tua presença?
E se os obstáculos da vida
Forem misericórdias disfarçadas?

Pedimos-te sabedoria
O som da tua voz
E choramos, irados, 
Se não te sentimos perto.
Duvidamos da tua bondade
E do teu amor
Como se não bastasse
A promessa da tua palavra.

E tu ouves sempre
Cada súplica desesperada
E esperas que tenhamos
A fé de acreditar.

E se as tuas bênçãos
Chegarem com a chuva?
E se a tua cura
Chegar com lágrimas?
E se forem precisas
Mil noites em branco
Para sentirmos a tua presença?
E se os obstáculos da vida
Forem misericórdias disfarçadas?


Quando os amigos nos traem
E as trevas parecem vencer 
Sabemos que a dor 
Relembra ao coração
Que este não é o nosso lar.

E se as tuas bênçãos
Chegarem com a chuva?
E se a tua cura
Chegar com lágrimas?
E se forem precisas
Mil noites em branco
Para sentirmos a tua presença?
E se os obstáculos da vida
Forem misericórdias disfarçadas?


E se as maiores desilusões,
E os sofrimentos desta vida 
Revelarem uma sede maior
Que este mundo não sacia?
E se as provações desta vida 
A chuva, as tempestades, as noites mais duras 
Forem misericórdias disfarçadas?



16 fevereiro 2017

Pormenores

No meio do caos de um quarto em reorganização (fotografei a parte que não parece caótica, claro), um dos meus filhos rapazes passa e comenta: "Compraste essa caixa com a flor? É bonita".

14 fevereiro 2017

Tremeliques

Fico sempre impressionada com a segurança com que algumas pessoas falam perante outras, mesmo quando o que têm para dizer não é assim tão importante. Parece que a facilidade é tanta, que falar mais uma vez não custa nada. É uma coisa que aborrece um bocadinho a quem pensa duas vezes antes de falar, porque quem usa o tempo de antena livremente parte do pressuposto que o tempo dos outros se pode usar assim. Não tenho essa opinião. Acho, até, que há uma grande vantagem em não se ter esse à vontade para falar: pensa-se duas vezes (ou vinte) se aquilo que vamos dizer é assim tão importante. Muitas vezes, não é. Quando é, e se ganha coragem, corre-se o risco de nem sempre dizer as coisas com a mesma certeza. Mas não faz mal. Se é para dizer a verdade, ou algo importante, diz-se na mesma, ainda que a voz trema.

09 fevereiro 2017

Era uma vez dois feijões


Recordo-me do dia em que, na escola primária, fizemos experiências com os nossos feijões. Um ficava exposto ao sol, outro dentro do cacifo da professora (que tinha umas frinchas no cimo), outro no corredor. Todos eram regados da mesma forma e o objectivo era ver como se desenvolviam. Foi engraçado perceber como reagiam, consoante o meio onde estavam e a quantidade de água que recebiam.

Em Dezembro passado, os nossos rapazes também trouxeram dois feijões da escola, e ficaram de tratar deles, junto à janela da cozinha, para ver como se desenvolviam. A preocupação diária em os regarem era tanta, que acabaram por encharcá-los umas quantas vezes, em dias em que o sol não espreitou propriamente.

A dada altura colocámos uma estaca no feijoeiro que crescia a maior velocidade, e esperei pelo dia em que os deitaria no lixo, que já não se desenvolveriam mais. Mas eles continuaram e tive, até de trocar os pequenos recipientes de vidro e acrescentar mais terra. Estão, agora, com umas florinhas amorosas e simples, que comovem até corações descrentes como o meu, no que toca a plantas dentro de casa.


Recordo aquele versículo que nos lembra sobre a ansiedade que tantas vezes temos com o amanhã. Que se Deus cuida dos lírios do campo, que não trabalham, quanto mais não cuidará de nós?

O da esquerda é do Caleb e o da direita é do Joaquim. Parece-me que escolheram crescer em função da estatura dos respectivos donos.

03 fevereiro 2017

Joaquim, 9 anos



O Joaquim desenha estas coisas num piscar de olhos.
Tudo na vida dele tem Lucky Luke, de há um ano - ou mais - para cá.

30 janeiro 2017

Sinais dos tempos


Até há muito pouco tempo, a ideia de ficar em casa num dia de folga parecia-me sempre ser um desperdício de tempo (a menos que fosse para dormir, que eu sempre gostei muito de dormir). Quando casámos, perspectivar um dia de descanso sem colocar os pés a caminho de um passeio (e não confundamos com centros comerciais, eu não gosto particularmente da ideia de ir passear para ver montras, nem nunca gostei) era como se o dia fosse um autêntico desperdício.

Quando me tornei mãe, a coisa não mudou: era mesmo necessário sair e fazer alguma coisa, a comprovar que não era a rotina dos dias que nos tomava, mas nós que tomávamos os dias. Com vários filhos pequenos, ir para o parque era uma espécie de manutenção de sanidade mental, também.

Pois eles cresceram, e dou comigo numa conquista que tem já algum tempo, mas que vai ganhando um sabor cada vez maior. É algo tão simples como isto: eles acordam e ficam no quarto até nós acordarmos também (isto só é possível ao sábado ou de férias) e ficamos em casa sem planos de maior. Eles voltam a ler ou descansar depois do almoço e nós descansamos também. O dia todo dentro de portas, assim.

Se dissessem que a Ana Rute a roçar os 40 anos ia amar dias assim, a Ana Rute de 25 atirava-se para o chão a rir.