02 janeiro 2017

Adeus 2016, bem-vindo 2017!


Escrevia há mais ou menos um ano que sabia que 2016 traria tempestades mas de facto não sabia o que vinha aí. Foi um ano tão doce quanto difícil. A conclusão no final é sempre a mesma: Deus é bom, Ele só sabe ser bom, Ele não tem como não ser bom.

2016 não trouxe respostas fáceis, até porque não há nada de fácil na vida de um cristão. O sofrimento é um facto (a primeira carta de Pedro retirou-me todas as dúvidas de que é possível ser crente e ter uma vida tranquila); um facto que se vive com outros, e se é difícil sofrer e ver sofrer!

Mas Deus é bom e é no sofrimento que se revela melhor. Em 2016 aprendi a ficar calada mais vezes (ainda tenho de ficar calada muitas mais) e a não encontrar nem dar respostas simplistas. O sofrimento não é light e vive-se com muitos "não sei" e bastantes lágrimas. Jesus não as evitou, e essa é a grande consolação: não há sofrimento que ele não tenha conhecido.

Ainda assim, entrámos em 2017 em paz, na nossa Igreja. Uma paz que tantos cristãos não podem ter, a paz de saber que vamos terminar as nossas orações sem termos a vida em risco. A paz de podermos chorar os nossos "sofrimentozinhos" com tanto sofrimento por esta causa maior! E é esta perspectiva que precisamos continuar a ter todos os dias, para que consigamos olhar além do nosso umbigo.

Sei que em 2017 Deus continuará a ser bom (e espero nunca deixar de o repetir) e não sei que mais trará para vivermos, mas sei que não dará nada que não seja o melhor para nós. O desafio é permanecer firme e não duvidar. Que Ele nos ajude!