09 fevereiro 2017

Era uma vez dois feijões


Recordo-me do dia em que, na escola primária, fizemos experiências com os nossos feijões. Um ficava exposto ao sol, outro dentro do cacifo da professora (que tinha umas frinchas no cimo), outro no corredor. Todos eram regados da mesma forma e o objectivo era ver como se desenvolviam. Foi engraçado perceber como reagiam, consoante o meio onde estavam e a quantidade de água que recebiam.

Em Dezembro passado, os nossos rapazes também trouxeram dois feijões da escola, e ficaram de tratar deles, junto à janela da cozinha, para ver como se desenvolviam. A preocupação diária em os regarem era tanta, que acabaram por encharcá-los umas quantas vezes, em dias em que o sol não espreitou propriamente.

A dada altura colocámos uma estaca no feijoeiro que crescia a maior velocidade, e esperei pelo dia em que os deitaria no lixo, que já não se desenvolveriam mais. Mas eles continuaram e tive, até de trocar os pequenos recipientes de vidro e acrescentar mais terra. Estão, agora, com umas florinhas amorosas e simples, que comovem até corações descrentes como o meu, no que toca a plantas dentro de casa.


Recordo aquele versículo que nos lembra sobre a ansiedade que tantas vezes temos com o amanhã. Que se Deus cuida dos lírios do campo, que não trabalham, quanto mais não cuidará de nós?

O da esquerda é do Caleb e o da direita é do Joaquim. Parece-me que escolheram crescer em função da estatura dos respectivos donos.