21 março 2017

Caminhada para a Páscoa


Há 6 anos, numa igreja pequenina em S. Domingos de Benfica, em plena caminhada para a Páscoa, fizemos um cd para oferecer aos nossos amigos.

Já só me resta um exemplar desse cd (que ouço sempre por esta altura). Uma edição caseira, com as pessoas da altura e com os nossos filhos bem pequeninos (ainda hoje nos rimos com uma das músicas em que eles participam, mas que ficou propositadamente, porque já na Bíblia diz que "da boca dos pequeninos sai o perfeito louvor").

O nosso louvor, ainda que tão imperfeito, deve ser contínuo, e na caminhada para a Páscoa convém que ele seja vivido com seriedade, tristeza, confissão, e muita gratidão!

Este cd está disponível online e desejo que possa ajudar-vos também na vossa caminhada (contém  testemunhos, músicas e leitura).



09 março 2017

Penteados

 Estamos numa fase em que quase 13 anos e 10 anos e meio, tudo o que é "infantil" (este conceito é algo assim a coisa mais relativa que possamos imaginar, mas siga), não pode ser, é passado, "já não somos criancinhas".

Portanto, já há muito que se penteiam e aqui a chata da mãe entra em cena quando temos ninhos de ratos instalados e é preciso fazer alguma coisa ("Ai, eu pus amaciador mas tenho nós!").

Sugestões para soltar mais o cabelo ou colocar algo que favoreça o rosto nem sempre são lá muito bem aceites, até porque me habilito sempre a ouvir que eu ando quase sempre igual, o que é a verdade. Mas volta e meia consideram que sim, a mãe até tem um gosto acessível e um aliado chamado Pinterest, o que lhe confere alguma credibilidade.

E pronto, tudo isto para dizer que elas me pedem, volta e meia, para lhes fazer penteados,"mas por favor, nada infantis!".

Ok, miúdas.


(Fotos do telemóvel, que a minha bela máquina deu o berro de tanto uso, e o mealheiro ainda não encheu o suficiente para tirar novamente fotos decentes)

07 março 2017

40 anos

Cheguei a este número bonito.

Numa fase da vida em que sinto o peso da responsabilidade como nunca antes (é isto a maturidade, pessoas maduras?), em que aquilo para que vivo foi algo que veio ter comigo e não uma escolha. Sim, deixei de trabalhar fora de casa. Sim, faço trabalhos em casa ocasionalmente, mas aquilo a que sou chamada a ser, em primeiro lugar (tapem os ouvidos as capazes deste Portugal), é a ser mulher e mãe. Depois, vem a vocação que Deus tem alargado, num misto de muito trambolhão, cabeçadas, cansaço, noites mal dormidas, horários fora do normal.

Vivo, com o meu marido, para servir Deus em todo o tempo. Servimos na nossa família, servimos ao nosso redor, servimos na Igreja, e a Igreja são pessoas. Servir pessoas e estar com elas não é necessariamente ter intimidade, empatia, constância com todas, mas é cuidar de formas diferentes, é saber ter de lidar com expectativas que criam acerca de nós e que nunca se poderão concretizar, é gastar tempo a carregar os seus fardos, é orar. Isto é cansativo e vive-se com muito recato, porque o sigilo assim exige.

A Bíblia bem que ensina mas foi preciso aprender por mim que ter um sentimento constante de incapacidade é essencial (e não uma fraqueza) para poder depender cada vez mais de Deus e menos  nas minhas forças para estas coisas todas acontecerem. Tenho um marido que, mesmo que se abale, não vacila neste amor pelo nosso Deus, e isso traz-me muita confiança e segurança, é para isto que existimos e somos chamados. Isso não me retira a fragilidade, mas fortalece-me (o apóstolo Paulo sabia bem quando escrevia que quando estava fraco, então era forte) e é a essa esperança que me agarro.

Não sei quantos dias tenho deste lado de cá. Mas quero saber gozá-los bem e ansiar pelo dia em que poderei ver o rosto de Jesus, o meu querido Salvador. Deus me ajude a "contar os meus dias, para que possa alcançar um coração sábio" - Salmo 90:12

A gratidão é muita.





02 março 2017

A caminho

Estamos a caminho da Páscoa. Hoje, a recordar o momento em que Noé sai da arca, pode parecer que Jesus não se encontra em parte nenhuma desta história, mas está. A arca é uma representação da forma como Jesus nos salva do castigo de Deus. Noé ficou a salvo do dilúvio, dentro da arca, e nós estamos a salvo da santa ira de Deus, por Jesus.

Nós não vivemos dentro de Jesus da mesma forma que Noé viveu dentro da arca. A forma como nos escondemos em Jesus é acreditando nele e confiando que ele morreu por nós quando morreu na cruz. 


(...) Já pensaste que Deus salvou Noé para que um dia nos pudesse salvar a nós?


(Começámos em Génesis, em Janeiro, com o "Long Story Short" de Marty Machowski)