10 dezembro 2017

Advento, dia 10.

José e os seus irmãos morreram, mas os filhos dos seus filhos permaneceram no Egipto, e lá se tornaram uma enorme família. Mais tarde, um novo rei começou a reinar, este Faraó não se recordava de José e nem sequer gostava do povo de Deus. Tornou-os escravos, torturando-os e obrigando-os a trabalhar cada vez mais.

O povo de Deus chorava e suplicava por socorro. E Deus ouviu-os. Lembrou-se da promessa feita a Abraão. Iria estar a cuidar do seu povo. Iria libertá-los.

Um dia, Moisés estava a cuidar do rebanho quando algo lhe chamou a atenção: um arbusto ardia, mas as chamas não o consumiam. Até que ele se aproximou para ver melhor.
“Moisés!”, ressoou uma voz bem alta. Moisés recuou. O arbusto estava a falar com ele!
“Tenho ouvido o choro do meu povo”, disse Deus. “Todos os dias observo as suas lágrimas. Decidi ir em socorro dele. Vai ao Faraó e ordena-lhe que liberte o meu povo.”

Moisés tinha medo. Mas Deus disse-lhe: “Eu serei contigo.” Então Moisés foi ter com o Faraó. “Faraó, “ disse Moisés, “Deus disse…”
“Deus?” respondeu Faraó. “Nunca ouvi falar dele.”
Mas Moisés continuou: “Deus disse para libertares o seu povo.”
“Por que deveria libertá-lo? Não me apetece. Não!”

Então Deus enviou dez avisos, chamados “pragas”.
O primeiro aviso foi transformar o rio Nilo em sangue. Ninguém podia beber água. Mas mesmo assim, o Faraó não libertou ninguém. Então, Deus mandou rãs. Rãs saltando pelas ruas, pelas camas, pelo cabelo, pela comida, por todo o lado havia rãs.
“Acaba com isto agora!”, gritou o Faraó. “Depois eu liberto o povo!”
Então, Deus fez as rãs desaparecerem. Mas o Faraó mudou de ideias. “Não, não podem ir embora!” Então, Deus enviou milhões de mosquitos. E mesmo assim, o Faraó gritou: “Não!”
Então Deus mandou enxames de moscas sem fim, zunindo por todo o lado.
Depois disso, doenças. Bolhas horríveis por todo o corpo. Choveu até granizo. E gafanhotos.
Até ficou de noite quando era de dia, até parecer que tudo na terra ia desaparecer.
De cada vez que estas coisas aconteciam, o Faraó prometia libertar o povo se tudo isto parasse.
E de cada vez que parava, o Faraó mudava de ideias.

Por fim, Moisés avisou o Faraó: “Se não obedeces a Deus, ele vai enviar-te a pior praga que alguma vez imaginaste ser possível”. E o Faraó riu-se.
Então Deus disse: “O filho mais velho de cada família irá morrer. Mas isto não acontecerá com o meu povo.” Deus ordenou ao povo que matasse uma ovelha, e que pintasse as ombreiras das portas com o sangue dela. Assim, quando Deus passasse pela casa, veria o sangue e saberia que naquela casa, a ovelha teria morrido no lugar do filho mais velho.”

E nessa noite, aconteceu o que Deus tinha dito. De repente, o palácio transformou- se num enorme e doloroso grito. O filho do Faraó tinha morrido!
Finalmente, o Faraó cedeu: “Saiam daqui. Saiam daqui já!”
Imediatamente, o povo – juntamente com Moisés – saiu do Egipto e foi libertado da escravidão.

Finalmente eram livres! O povo de Deus iria lembrar-se sempre desta grande libertação, a que chamariam “Páscoa”. Mas uma libertação ainda maior iria acontecer mais tarde. Muitos anos depois, Deus iria fazê-lo novamente. Iria descer à terra mais uma vez para libertar o seu povo.
Mas desta vez, eles iriam ser livres para todo o sempre.