22 dezembro 2017

Advento, dia 22.



Estava tudo pronto. Deus vinha ajudar o povo, tal como tinha prometido no início. Mas como é que ele o iria fazer? Como é que ele seria? O que faria?
As montanhas poderiam ter-se curvado. Ou os mares rugido. As árvores poderiam bater palmas. Mas em vez disso, a terra conteve a sua respiração. Tão silencioso como a neve que cai, assim chegou ele. E quando ninguém estava a prestar atenção, ele chegou.

Havia uma jovem moça que estava noiva de um jovem chamado José. (José era filho de um filho de um filho do rei David.) Uma manhã, um estranho vulto de luz apareceu no seu quarto. Era Gabriel, um anjo, um mensageiro enviado do céu.
Quando viu aquele homem luminoso, Maria ficou assustada.
“Não tenhas medo”, disse Gabriel, “Deus está muito satisfeito contigo”. Maria olhou em redor, para ter a certeza se era com ela que o anjo falava.
“Maria, vais ter um bebé. Um pequenino rapaz. Chamar-lhe-ás Jesus. Ele é o filho de Deus, o prometido salvador!”
O mesmo Deus que tinha inventado planetas a girar pela galáxia, que tinha criado o universo apenas com a sua palavra, aquele que podia fazer qualquer coisa, iria tornar-se pequeno. E apresentar-se na forma de um bebé.
Espera. Deus iria enviar um bebé para resgatar o mundo inteiro?
“Mas isto é demasiado maravilhoso” disse Maria, sentindo o coração a galopar. “Como pode ser verdade?”
“Há alguma coisa demasiado maravilhosa para Deus?” perguntou Gabriel.
Então, Maria confiou em Deus mais do que os seus olhos podiam ver. E acreditou no que iria acontecer. “Sou uma serva de Deus”, disse. “O que quer que Deus diga, eu faço.”

Em pouco tempo, aconteceu tal como o anjo tinha dito. Uns meses depois, Maria estava já no fim da gravidez. Maria e José tinham de fazer uma viagem até Belém, a terra do rei David. Mas quando lá chegaram, não havia sítio onde dormir, estava tudo cheio. “Está tudo lotado, lamentamos!”, diziam-lhes as pessoas.
Onde é que eles iriam ficar? O bebé de Maria estava a dar sinais de querer nascer. Não encontraram nada além de um velho estábulo. E então lá ficaram, juntamente com os cavalos, os burros e as vacas.

E mesmo ali, no estábulo, onde as galinhas, os cavalos, os burros e todos esses animais estavam, nessa noite calma, Deus ofereceu ao mundo o presente mais precioso de todos. O bebé que iria transformar o rumo do mundo, o seu bebé.

Maria e José embrulharam-no e aqueceram-no. Fizeram uma cama fofinha com a palha que se usa para alimentar os animais. E contemplaram-no com ternura, ali enrolando em panos, deitado na manjedoura.
Maria e José chamaram-lhe Jesus, Emanuel – que significa: Deus veio para viver entre nós, Deus está connosco.
  
  Porque de facto, ele estava.