24 dezembro 2017

Advento, dia 24.



Muito longe, três homens sábios viram a mesma estrela. A estrela que Deus tinha colocado no céu quando Jesus nasceu. Eles sabiam ser um sinal. O rei bebé tinha nascido.
Eles aguardavam esta estrela. Sabiam que apareceria.
 “Ele está aqui!” gritaram.

Ao anoitecer, fizeram as malas e embrulharam presentes para o bebé. Embrulharam os presentes mais preciosos de todos: ouro, incenso e mirra. Presentes dignos de um rei.
Então, os três homens sábios partiram (na verdade, se os visses, pensavas que eram reis, de tão bem parecidos que eram).


Montaram os camelos, atravessaram o deserto, subiram montanhas, desceram vales, passaram rios, dia e noite, dia e noite, durante horas que se transformaram em dias, e mais tarde em meses, até que chegaram… a Jerusalém.

Jerusalém era, de longe, a cidade mais importante nas redondezas. Era lá que o palácio estavam e era lá que os reis nasciam. E foi lá que eles foram. E lá tiveram uma surpresa.
Foram ter com o rei Herodes. Seguramente ele saberia onde estava este bebé.
Mas ele não sabia. Na verdade, ele não gostou nada da ideia de haver um novo rei. Não queria que existisse outro rei que não ele.
Mas os conselheiros de Herodes alertaram para os homens sábios o que estava escrito nos seus livros – o que Deus tinha anunciado: “Vão a Belém, é lá que está o rei.”

De repente, a estrela que estava para Este começou a mover-se, mostrando-lhes o caminho. Seguiram a estrela pelas ruas de Belém, até chegarem a uma pequenina casa.
Não se assemelhava nada com um palácio. Não tinha guardas. Nem criados. Nem bandeiras, trombetas ou passadeiras vermelhas. Será que era mesmo este o lugar?

Foi mesmo neste lugar que encontraram o bebé. Os três homens ajoelharam-se perante ele. Retiraram das suas cabeças os turbantes, inclinaram as suas cabeças e entregaram-lhe os seus presentes.
A viagem que tinha começado há tantos, tantos anos, tinha conduzido os três homens sábios até aqui. Mas esta criança era um novo tipo de rei. Mesmo sendo o príncipe do céu, tinha nascido pobre. Mesmo sendo o único Deus, tinha chegado na forma de bebé. Este rei não tinha chegado para reinar. Tinha chegado para servir.