09 dezembro 2017

Advento, dia 9.



Jacó tinha 12 filhos, mas de todos os filhos, José era o seu preferido.
Um dia, Jacó deu a José uma túnica muito bonita. Era uma túnica cheia das cores do arco-íris. Este presente deixou os irmãos de José cheios de ciúmes. Eles também queriam uma túnica como aquela. Só para piorar as coisas, José insistia em contar aos irmãos os sonhos que tinha: “Sonhei que era o maior! Era rei! E que vocês todos se prostravam diante de mim!” Tal como deves imaginar, contar este tipo de coisas aos irmãos não foi lá muito boa ideia. Eles odiavam-no cada vez mais. Nos seus sonhos, só imaginavam matá-lo.

E foi isso que tentaram fazer um dia. Tiraram-lhe a túnica e venderem-no por apenas 20 moedas de prata. José foi levado para o Egipto e tornado um escravo. Os irmãos regressaram a casa e mentiram ao pai, dizendo que José estava morto. “Acabaram-se os sonhos!” pensaram os irmãos. Mas estavam errados. Deus tinha um sonho magnífico para a vida de José, e mesmo que no imediato parecesse que José estava numa situação complicada, Deus iria usar estes acontecimentos para tornar os seus sonhos realidade. Contudo, o presente não sorria para José. Estava longe de casa e do seu pai. A dada altura foi acusado injustamente por algo que não fez, foi castigado e colocado na prisão. Mas Deus não tinha abandonado José.

Uma noite, o Faraó (que era o rei do Egipto), teve um sonho assustador, em que vacas magras comiam vacas gordas. O que é que este sonho quereria dizer? José conseguia interpretar sonhos e explicou: “Quer dizer que vêm tempos de fome. A comida que temos não chegará”. O Faraó ficou tão agradado com a interpretação de José que o tirou da prisão e tornou-o um príncipe.

O tempo de fome chegou e os irmãos de José procuravam comida, correndo o risco de morrer à fome. Então, viajaram para o Egipto em busca de comida. Quando chegaram, ajoelharam-se diante do novo príncipe. Os seus irmãos não o reconheceram. Mas José reconheceu-os. Lembrou-se do sonho que tinha tido, naquele momento a tornar-se realidade. “Sou eu!” – disse José, a chorar. Quando viram que era José, os irmãos tiveram medo. Tinham cometido um grave pecado contra ele e sabiam-no. Agora, certamente que José os iria castigar.

Mas José ficou muito emocionado por reencontrar os seus irmãos. Mesmo sabendo que os irmãos o tinham odiado, e magoado muito, ele amava-os muito. O seu coração magoado encheu-se de amor, e José perdoou-os. José abraçou os irmãos.

“Não tenham medo. No meio de tudo o que vocês fizeram, Deus estava a agir para transformar isto tudo numa coisa boa”. José não castigou os irmãos, ele resgatou-os. Trouxe toda a sua família para perto dele, para viverem consigo no Egipto.

Um dia mais tarde, Deus enviaria outro príncipe. Um príncipe jovem cujo coração também seria magoado. Tal como José, ele também deixaria a sua casa e o seu pai. Os seus irmãos iriam também odiá-lo e querê-lo morto. Seria castigado, mesmo não tendo feito nada de errado. Mas Deus iria usar tudo o que aconteceria ao jovem príncipe – mesmo as coisas más – para fazer coisas boas. Os pecados do mundo inteiro iriam ser perdoados.