16 julho 2018

Ponto de situação

A minha agenda é feita de anos lectivos. Quando o tempo começa a melhorar, anseio os dias menos corridos de viagens, de horários (o dia em que deixo de ter o despertador a tocar às 6h50 deveria ter direito a uma festa, a ver se penso nisso para o ano), de parar. Mais do que as férias, anseio pelo descanso mental, rever aquilo que passou e o que desejo fazer melhor ou diferente para o ano que vem.

As férias são pouco mais do que três meses. As férias dos filhos, entenda-se. Noutros tempos, pareceria quase impossível tanto tempo juntos 24 horas; hoje sei que tudo não só se faz como convém que se faça: cada ano é irrepetível e o tempo passa muito mais rápido do que achamos.


Estive fora de casa uns dias, do lado de lá do Oceano, a aprender. O pai ficou com os filhos, e o melhor de sair (preferia ir com todos, sim) é regressar a casa. Ainda estou a processar e a registar tudo o que não quero esquecer.


De seguida, mergulhámos em 11 dias num paraíso chamado Culatra, onde os dias se resumem a areia, mar, pés na areia. Que descanso para a alma.



Regressámos para ter mais um filho a prestar exames de final de ciclo (provas obrigatórias para quem está em ensino doméstico) e a enfrentar com responsabilidade, coragem e alegria o que tem de ser feito (mais do que as notas, para mim esses são os verdadeiros exames: os do carácter).