18 setembro 2018

As férias já acabaram! - parte 2, Vila Nova de Santo André

Surgiu a oportunidade de passar uma semana em Santo André. Gostamos da diversidade de praias que a costa alentejana tem, da tranquilidade que Santo André mantém em pleno mês de Agosto (nunca vamos para fora nesta altura, não só por ser mais caro, mas também pela confusão. Ficámos rendidos). O comércio está por todo o lado e algumas caras conhecidas também. Deu, até, para ir ao cinema a Sines, à estreia do novo "Missão Impossível".

Batemos o nosso recorde de horas na praia, e nos dois dias de grande calor, dedicámo-nos a ver "Downton Abbey" (consegui converter a família completa, yes!) e jantámos piquenique na areia, com mergulhos já quase de noite.



















14 setembro 2018

As férias já acabaram! - Parte 1, Ilha da Culatra


Bom, não sei como isto se deu, mas as férias de 3 meses da miudagem estão mesmo a acabar. Gostava de ser daquelas mães desejosas que a escola comece e que o despertador passe a tocar, mas não sou! Gosto muito da liberdade dos dias em que eles estão em casa sempre, mesmo que isso implique estarmos o tempo todo juntos.

As nossas férias de família propriamente ditas, dividiram-se em 2 períodos e meio, vá. 10 dias na ilha da Culatra, 8 dias em Vila Nova de Santo André e 4 dias em Água de Madeiros. Gostamos destas férias repartidas, e devo dizer que de todos estes períodos, Junho é sempre um mês essencial para nós. Esperar por Agosto para ter descanso fica demasiado longe, e Junho tem-nos sempre presenteado com bom tempo, óptimo mar e passeios maravilhosos.

Começando pela ilha da Culatra. Nós somos fãs incondicionais das ilhas do Algarve. Achamos mesmo que são o melhor do sul. Nunca se tinha proporcionado ir passar mais do que um dia à Culatra, mas este foi o ano. Se tivermos de comparar com a Armona, onde estivemos há 3 anos, a Culatra consegue ter igual - ou mais - beleza, mas com a capacidade de reunir três polos distintos na mesma ilha: Culatra, Farol, Hangares. São todas localidades da mesma ilha, embora exista a ideia que não. Percorremos a ilha de uma ponta à outra mais do que uma vez, visitámos o Farol, e deliciámo-nos com a paragem no tempo dos Hangares. Seguem fotos e pequenas explicações.

 Chegamos à ilha de barco, numa viagem que pode demorar entre 20 a 40 minutos, consoante as marés. O barco parte de Olhão e o nosso carro ficou em frente à polícia, tal como quando viajámos para a Armona. Levámos abastecimento para largos dias, a contar que os bens essenciais fossem tão caros como na Armona. Qual não é o meu espanto quando descubro que os dois mini-mercados não só tinham preços muito acessíveis, como até mais baratos. Só por isto, a Culatra tem muitos pontos a favor. Se forem para o lado do Farol, os preços já não são nada simpáticos, até porque é o lado mais turístico da ilha. Diria que a Culatra é dos pescadores e o Farol para os turistas. Nós gostamos de ser turistas, mas simpatizamos muito com a simplicidade dos pescadores, portanto acho que ficámos do lado certo!


 Hangares - durante a Primeira Guerra Mundial, o pequeno enclave na Ilha da Culatra-Farol foi um centro de aviação naval destinado à luta anti-submarinos.  Permanece com o arame farpado, sem electricidade e com alguns habitantes, a quem o dia parece durar bem mais que 24h.




A nossa praia de todos os dias estava sempre desafogada, e uma das grandes vantagens de termos filhos já um pouco mais crescidos é podermos praticar a total ausência de horários. Acabámos por passar grande parte do dia na praia, com as devidas protecções. Lemos livros, dormimos, os miúdos jogaram à bola, e mergulhámos muito, já que o mar parecia estar sempre à nossa espera.





Uma das grandes vantagens de uma ilha em pleno Junho, para quem quer descansar e desligar a mente, é o anonimato. Não ter de socializar, para nós que a vida é feita de estar com pessoas, é um grande descanso. Diria que é necessário, no geral, saber e desfrutar só da família. Andar descalços, sempre com as mesmas roupas, e sem preocupações, são as nossas férias preferidas. 
Ainda assim, tivemos visita de amigos por um dia, o que nos dá também prazer, mostrar aquilo que nos deslumbra a vista.


Visitámos o Farol no único dia em que está aberto ao público, quarta-feira à tarde. Muito bonito!




















Na hora de ir embora, o barco teve uma avaria. Ficámos presos na ilha umas duas horas, não me recordo bem, até ser enviado um táxi marítimo de susbtituição. Durante esse tempo, alberguei a esperança de termos de ficar retidos mais uns dias, mas ainda não foi desta. Talvez para o ano!





16 agosto 2018

Voltar a onde fomos felizes

Rua S. João da Mata, Santos-o-Velho, Lisboa. Dá para perceber porque amo tanto casas antigas?









16 julho 2018

Ponto de situação

A minha agenda é feita de anos lectivos. Quando o tempo começa a melhorar, anseio os dias menos corridos de viagens, de horários (o dia em que deixo de ter o despertador a tocar às 6h50 deveria ter direito a uma festa, a ver se penso nisso para o ano), de parar. Mais do que as férias, anseio pelo descanso mental, rever aquilo que passou e o que desejo fazer melhor ou diferente para o ano que vem.

As férias são pouco mais do que três meses. As férias dos filhos, entenda-se. Noutros tempos, pareceria quase impossível tanto tempo juntos 24 horas; hoje sei que tudo não só se faz como convém que se faça: cada ano é irrepetível e o tempo passa muito mais rápido do que achamos.


Estive fora de casa uns dias, do lado de lá do Oceano, a aprender. O pai ficou com os filhos, e o melhor de sair (preferia ir com todos, sim) é regressar a casa. Ainda estou a processar e a registar tudo o que não quero esquecer.


De seguida, mergulhámos em 11 dias num paraíso chamado Culatra, onde os dias se resumem a areia, mar, pés na areia. Que descanso para a alma.



Regressámos para ter mais um filho a prestar exames de final de ciclo (provas obrigatórias para quem está em ensino doméstico) e a enfrentar com responsabilidade, coragem e alegria o que tem de ser feito (mais do que as notas, para mim esses são os verdadeiros exames: os do carácter).