20 julho 2011

Há 9 anos não foi o dia mais feliz da minha vida.


Tinha 25 anos acabados de fazer e a cabeça cheia de teorias, concebidas por mim e socialmente impostas pelos outros. Tinha namorado 2 anos e meio, cujo tempo as pessoas consideravam razoável para um casal se conhecer e poder casar, tinha um emprego que parecia garantir alguma estabilidade de futuro, casava na Igreja, seguida da tradicional quinta com comida servida à mesa, tinha comigo a família e amigos que queria ter.

Há 9 anos, eu pensava que estava preparada para casar. Mas na verdade, é quase como ser mãe: podemos ler muitos manuais de instruções mas nunca estamos preparados. Aquilo que eu pensava que era o casamento, afinal não é. Há 9 anos, depois do tradicional namoro, eu achava que se devia esperar pelo menos 2 para se pensar ter filhos. "Para se conhecerem melhor", é o que toda a gente diz. Mas nós só nos conhecemos muito melhor depois de virem os filhos.

Hoje, quase uma década depois, agradeço a Deus porque o meu casamento não é aquilo que eu projectei na minha cabeça que deveria ser. Agradeço a Deus, porque à luz da Bíblia, tenho chegado à compreensão de que o casamento é muito mais do que o amor, embora as pessoas nos digam que "desde que haja amor, tudo se resolve".

O compromisso, esse é que nos ajuda a ficar nos dias menos bons, é que faz com que o amor aumente. Porque nos votos dizemos não só "até que a morte nos separe", mas também "na saúde e na doença" e "quer sejas rico ou pobre".
Há 9 anos, foi um dia de festa. Não foi o dia mais feliz da minha vida. Mas foi por causa dele que tenho vivido, depois disso, os dias mais felizes da minha vida.