19 dezembro 2017

Advento, dia 19



As coisas não estavam famosas para o povo de Deus. Tinham sido capturados e levados para longe de casa – agora eram escravos na Babilónia. Mas Deus não tinha abandonado o seu povo. Ele estava com ele e a cuidar dele.
Daniel amava a Deus e obedecia-lhe. Deus deu a capacidade a Daniel de compreender muitas coisas complicadas, e não tardou a que o rei da Babilónia reparasse nisso. O rei Dario apreciava a inteligência de Daniel. Então, tornou Daniel num ajudante importante, e colocou-o responsável por um grupo de criados. Mas os outros criados não achavam muita graça a isso. Queriam ser os preferidos do rei, e por isso queriam-se ver livres de Daniel.
Então, espiaram Daniel, e tentaram encontrar coisas que o pudessem acusar, coisas que pudessem contar ao rei e arranjar-lhe problemas. Mas eles não encontravam nada que lhe pudessem apontar.
À excepção de uma coisa: todos os dias, três vezes ao dia, Daniel ia para o seu quarto, fechava a porta e orava. Isso era a única coisa que saberiam que poderiam dizer dele. Escaparam-se e foram dizer ao rei: “Ó grande, magnificente e maravilhoso rei. A lei não diz que as pessoas só te podem adorar a ti?”
“Sim.” – disse o rei.
“Ó Majestade, então corrige-nos se estamos enganados… mas parece-nos que Daniel ora a um outro Deus, que não tu.”
O rei ficou triste. Tinha caído numa rasteira. Ele gostava de Daniel e não tinha intenção nenhuma de o magoar, mas ele não podia alterar a lei. Então, tal como previsto, Daniel foi atirado numa cova cheia de leões. “Que o Deus a quem tu amas tanto te ajude e te salve!” – disse o rei.


O rei regressou para o palácio mas naquela noite não conseguiu dormir nem um bocadinho. Deu voltas e voltas na cama, até que surgiu um pequeno raio de luz, levantou-se rapidamente, e correu para a cova. “Daniel?” chamou o rei,
emocionado, “Será que o teu Deus te salvou?”

“SIM!!!” – gritou Daniel. “Deus enviou um anjo para tapar as bocas dos leões!”

E ali, descansando a sua cabeça no colo de Daniel, estava um enorme leão, ronronando como um gatinho.
O rei tirou Daniel da cova. “Vejam!” disse ele. “Daniel não tem um único arranhão!”
E foi assim que o rei fez uma nova lei: “O único Deus verdadeiro é o Deus de Daniel. O rei que salva! Vamos orar apenas a ele!”

Deus continuaria sempre a salvar o seu povo. E o tempo chegaria, em que Deus enviaria um outro herói muito corajoso, como Daniel, que amaria também a Deus e faria o que Deus mandava – não importando o preço a pagar, mesmo que significasse arriscar a própria vida.
E com ele, o mundo conheceria o maior acto de resgate que alguma vez foi feito.