20 dezembro 2017

Advento, dia 20.

Deus deu uma tarefa a Jonas, mas Jonas não a quis fazer.
“Vai a Nínive”, disse Deus, “e diz ao povo de lá que eu os amo.”
“Não!”, disse Jonas, “são pessoas más que só fazem coisas horríveis!”
“Precisamente”, disse Deus, “estão longe de mim. Mas eu amo-os e quero dar-lhes um novo começo. Quero perdoar-lhes.”
“Não!” disse Jonas. “Eles não merecem!” Vou fugir!, pensou Jonas. Para bem longe – tão longe que Deus não me poderá encontrar. Assim não terei de fazer o que Deus me pede. É um bom plano.

Achava Jonas que esta escolha era um bom plano. Mas claro que não era uma boa escolha de todo. Era um plano tolo. (Porque como já deves ter percebido, nós podemos fugir de Deus mas ele consegue sempre encontrar-nos). Mas Jonas avançou com o seu plano absurdo.
“Quero um bilhete para um destino que não seja Nínive” e assim embarcou para uma viagem na direcção oposta de Nínive.

Bom, não tardou muito que começasse a soprar um vento forte, e o barco começasse a balançar, e a balançar cada vez mais – e todos começassem a ficar muito nervosos. Jonas sentou-se na cama. Como podes ver, a primeira coisa que aconteceu logo a seguir a Jonas ter prosseguido com este plano, foi uma tempestade. Os marinheiros não conseguiam controlar o barco.
“Vamos afundar-nos!”, gritavam, enquanto atiravam tudo o que aliviasse a carga, como malas, roupas, comidas, o que calhava.

Mas Jonas sabia que aquela tempestade era por sua culpa. “Atirem-me antes a mim!” gritou ele para os marinheiros. “Assim a tempestade vai parar.” Os marinheiros não tinham assim tanta certeza.
“É a única forma de vocês se salvarem…” dizia Jonas a chorar. E então… um… dois… três… SPLASH! Mal Jonas entrou dentro de água, as ondas acalmaram, o vento deixou de soprar e a tempestade acalmou.

E aí nesse momento em que Jonas pensava que iria afogar-se, Deus enviou um grande peixe para o salvar. O peixe engoliu Jonas de uma vez só. Jonas terá pensado, provavelmente, que tinha morrido, porque quando deu por si estava numa gruta escura.
Mas quando começou a sentir o cheiro da comida a decompor-se, ele sabia que não podia estar morto. Estava na barriga do grande peixe! E lá ficou sentado, durante três longos dias, tendo tempo para pensar, chegando à conclusão de que o seu plano era muito tonto. Arrependeu-se de ter fugido. Pediu a Deus perdão, de dentro da barriga do peixe.

 Ao fim de três dias, o peixe cuspiu Jonas inteirinho para terra. E nesse instante, ouviu uma voz a dizer: “Jonas, vai a Nínive”. “Já?” “Sim, já!” E lá foi ele a Nínive contar às pessoas a mensagem que Deus tinha enviado. “Atenção, vocês andam longe de Deus. Mas ele ama-vos! Ele quer perdoar-vos de todas as coisas más que têm feito!” As pessoas de Nínive, os ninivitas, ouviram Jonas, arrependeram-se e começaram a amar Deus. Aprenderam a segui-lo e a deixar de fugir dele, tal como Jonas.

Muitos anos mais tarde, Deus iria enviar um outro mensageiro com a mesma mensagem maravilhosa. Tal como Jonas, ele passaria três longos dias na maior escuridão. Mas este mensageiro seria o filho de Deus. Ele seria chamado de “A palavra” porque ele próprio seria a mensagem de Deus.
A mensagem de Deus traduzida para a nossa própria linguagem. Tudo o que Deus queria dizer ao mundo inteiro – pessoalmente.