23 dezembro 2017

Advento, dia 23.



Nessa mesma noite, no meio de todas as outras estrelas, uma estrela mais brilhante apareceu. De todas as estrelas no céu escuro, esta brilhava muito mais.
Deus colocou esta estrela no céu quando o seu filho bebé nasceu – para ser como um holofote, a brilhar apontado para ele. Iluminando a escuridão. Mostrando às pessoas o caminho até ele.
Sabes, Deus era como um recém papá – não conseguia guardar estas boas notícias para si próprio. Tinha esperado por este momento, e agora queria partilhá-lo com todos.
Então, emitiu alertas. Tinha enviado um anjo para avisar Maria. Colocaria uma estrela especial no céu, por cima do sítio onde o bebé nasceria. E agora iria enviar um coro de anjos para anunciar ao mundo esta boa notícia: “Ele chegou, está aqui! Venham vê-lo, o meu pequeno bebé!”

Onde enviaria Deus o seu coro magnífico? A um auditório? Ao palácio? Deus enviou-o a um campo, fora da grande cidade, no meio da noite. Enviou os seus anjos para cantar a um grupo de pastores que guardavam os seus rebanhos longe de tudo e todos.
Não sei se sabes, mas naqueles dias era comum as pessoas fazerem troça dos pastores, dizendo que eram mal cheirosos e outras coisas que nem vale a pena mencionar agora. Sabes, as pessoas não tinham grande consideração pelos pastores. Era uma profissão que ninguém queria ter. Mas Deus terá pensado que os pastores eram mais importantes do que os outros julgavam porque foi a eles quem Deus escolheu para contar esta notícia em primeiro lugar.
Nessa noite, alguns pastores estavam pelos campos, quando descansavam e se aqueciam junto a uma fogueira, de repente uma ovelha fugiu. Parecia estar assustada com algo. As oliveiras sussurraram. O que era aquilo? Um bater de asas? Os pastores viraram-se. Na frente deles estava uma luz enorme, brilhando no escuro. “Não tenham medo! Venho trazer-vos notícias alegres. Hoje, na cidade de David, em Belém, nasceu o filho de Deus! Vão lá vê-lo. Dorme numa manjedoura.”

Atrás do anjo, uma estranha nuvem surgia… não era uma nuvem, mas um coro de anjos, cheios de luz! E cantavam uma linda canção: “Glória a Deus! A Deus toda a glória!”
E de repente, da mesma forma que apareceram, desapareceram.
Os pastores desataram a correr, deixando o rebanho, descendo as colinas, atravessando os portões de Belém, até que finalmente chegaram… recuperaram o fôlego, e calmamente entraram no estábulo. Ajoelharam-se no chão sujo. Tinham ouvido falar da criança prometida, e ali estava ela! O filho do céu. O criador das estrelas. A dormir nos braços da sua mãe.
Este bebé seria como uma estrela brilhante no céu escuro. Uma luz para iluminar o mundo. Afastando a escuridão. Ajudando as pessoas a ver.
  E à medida que a noite escurecia, a estrela brilhava cada vez mais.