Em pleno Carrefour, eu escolhia uns tapetes e a Maria mexia na prateleira ao lado, de roupa embalada. Indecisa entre o verde seco e vermelho e o azul e verde seco, demorei mais uns dez segundos a fazer o ponto de situação.
Resultado: a pequena tinha "vestido" um soutien almofadado tamanho 48, a tiracolo. Olhou para mim com ar de quem finalmente tinha conseguido vestir qualquer coisa (passa a vida a tentar com camisolas) e eu respondi-lhe, com ar sério: "Ficas muito gira com esse soutien pendurado ao pescoço, filha." E voltei a colocar tudo no sítio. Peguei-lhe na mão e levantei o olhar. Um senhor, agarrado ao seu carrinho, observava-me com grande ar de espanto.
30 dezembro 2005
O verdadeiro significado do Natal
Desde quarta-feira, dia em que li este post que me relembrei dele várias vezes. Está muito bom.
29 dezembro 2005
Hoje é o meu último dia de trabalho do ano. A maior parte das pessoas tirou férias esta semana e eu tive de ficar, juntamente com mais meia dúzia. Cheguei eram 8h15m, um pouco mais cedo que o habitual, e desliguei o rádio da ficha. Trouxe cds. Já que o ano inteiro tenho de gramar com o único posto de rádio que a aparelhagem apanha num quarto interior, hoje é o meu dia e toca neste momento este cd.Já na minha licença de maternidade, quando me lamentava com a minha incapacidade de reagir perante os mil e um palpites do resto do Mundo, o meu marido me dizia: "Faz-te uma mulher e responde." É isso mesmo, hoje impus-me. Está-me a saber bem.
Minnie
Os avós maternos não faziam ideia que esta Minnie, trazida directamente da Disneyland Paris quando tinha apenas um mês de idade, se tornaria na sua boneca preferida. Ontem chegámos a casa, tarde. Eram horas de ir dormir e cumprimos todos os rituais: muda de fralda, aquecer o colchão, preparar a roupa para o dia seguinte, brincar um bocadinho às comidas. Quando se abeira das grades e não vê a Minnie, corre a casa toda a chamar: "Nini!" e nada de boneca. Revirámos tudo. Chegou o papá, com a dita na mão. Sorriu, fechou os olhos quando lhe pegou, deu-lhe um beijo e voltou a olhar para ela e disse: "Niniiiii!"E foram dormir.
Hoje de manhã
28 dezembro 2005
Músicas que cantamos todos juntos
Havia um homem chamado Nicodemos
Ele amava a Deus mas não entendia nada.
Nicodemos, oh!oh!oh!
Nicodemos, oh!oh!oh!
Nicodemos, ó tens que nascer outra vez!
Ele amava a Deus mas não entendia nada.
Nicodemos, oh!oh!oh!
Nicodemos, oh!oh!oh!
Nicodemos, ó tens que nascer outra vez!
Meninice
Brinco às comidas, aos tachos e panelas numa cozinha miniatura. Usamos espirais tricolores reais dentro das frigideiras de plástico. A parte fantástica de se ser mãe de uma menina, é que posso reviver todas as brincadeiras de pequena sem ninguém dar por nada. Ela observa atentamente os meus gestos e imita-os numa perfeição espantosa. Vamos ser grandes amigas.
A 28 de Dezembro
A Segurança Social continua sem me pagar a baixa por assistência à família, pelo internamento da Maria em Outubro.
O pai ensina a filha a ser macaquinha
(quando condenava isto nos outros pais, antes de ele próprio ser pai)
Pai: "Maria, quais são os teus sentimentos perante a vida?"
Maria: (em tom de suspiro) "Ai, ai, ai..."
Pai: "Maria, quais são os teus sentimentos perante a vida?"
Maria: (em tom de suspiro) "Ai, ai, ai..."
27 dezembro 2005
Momentos únicos
26 dezembro 2005
23 dezembro 2005
Gosto tanto desta música
Já nasceu o Deus Menino
E as vaquinhas vão mugindo
Blim, blom Blim, blom
Blim, blom, laiá
Mary, Mary, Mary, Cristo Cristo,
Cristo, Mary, Mary
Esta noite olham por vós
Anjos cantam de lá do céu
Carneirinho me dá lã
Passarinhos de manhã Cantam (assobio)
Tudo tão bom Papai Noel momo do céu
Mary Cristo
Tribalistas
Composição: Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown
E as vaquinhas vão mugindo
Blim, blom Blim, blom
Blim, blom, laiá
Mary, Mary, Mary, Cristo Cristo,
Cristo, Mary, Mary
Esta noite olham por vós
Anjos cantam de lá do céu
Carneirinho me dá lã
Passarinhos de manhã Cantam (assobio)
Tudo tão bom Papai Noel momo do céu
Mary Cristo
Tribalistas
Composição: Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown
22 dezembro 2005
Ó Pai Natal,
era este livrinho. É tarde? Eu espero. E pacientemente que entres pela chaminé. Livra-te de entrares pela varanda a dentro numa corda iluminada.
21 dezembro 2005
Reflexos de amor
Gosto de dar presentes a quem me ocupa o coração. De uma forma ou de outra, quando se encontra um objecto e se projecta alguém na cabeça, é uma satisfação poder comprá-lo e oferecê-lo, sabendo que agradará. A obrigação do Natal desfaz em parte o prazer que é encontrar, ao acaso, um presente, ou procurá-lo com dedicação. A lista de pessoas é geralmente grande e a carteira pequena.Ainda assim, começo as compras em Outubro. Fujo das agitações e procuro sem pressões. E consigo, na véspera de Natal, no próprio dia ou nos sábados em que fazemos trocas simbólicas com amigos, sentir muita alegria em observar o rosto de alguém que recebe algo que esperou ou que se surpreendeu e gostou.
Pedido ao Pai Natal
Uma ilha no meio do Atlântico com uma casa cheia de espelhos para o Mário Soares. E bilhete só de ida.
20 dezembro 2005
Do mesmo lado.
No sábado, revimos a bebé Alice, a gatinhar para o seu primeiro Natal. Enquanto se movia pelo chão, a uma velocidade impressionante, dava para perceber que os nove meses que separam estas duas amiguinhas, se tornam cada vez mais insignificantes com o passar do tempo. Os balões que a Maria agitava no ar eram motivo de satisfação para a Alice, tal como os objectos que lhes prendiam a atenção. Aliás, a diferença etária que as distingue começa a ser tão pouca que se não tivessem nascido em anos civis distintos, entrariam ao mesmo tempo para a Escola Primária.
Do ciclo.
No Natal, sinto sempre a falta de quem já partiu. Com a lágrima ao canto do olho, sorrio com os que chegam e tomam o seu lugar, alegremente.
Brrr.
O excesso de trabalho retira-me as tradicionais férias que gozo entre o Natal e o Ano Novo. Gozaremos os ditos dias aos bochechos, sem outro remédio. A ajudar à festa: está demasiado frio. Demasiado.
18 dezembro 2005
16 dezembro 2005
...
Geralmente, o pai vai buscá-la a casa dos avós e cruzamo-nos à chegada. Ou então, sou eu que a apanho porque o pai regressou mais cedo. Pelo segundo dia consecutivo, chegamos a casa e as luzes estão apagadas. À medida que as divisões ficavam iluminadas, rodava as mãos no ar e espantada perguntava: "Papá? Papá?". A coisa intensificou-se até colocar a tocar uma música cantada por ele. Suspirou e voltou a dizer, descansada: "Papááááá...".
Detesto falar ao telefone!
48 minutos depois, diz-me o director: "Ainda me está a ouvir, não está?"
(Vivam as sms, vivam os e-mails, vivam as conversas ao vivo).
(Vivam as sms, vivam os e-mails, vivam as conversas ao vivo).
15 dezembro 2005
14 dezembro 2005
Éramos diferentes mas tão poucos que pareciamos iguais.
No tempo em que ainda poucos sabiam o que era um blogue, em que o Technorati ainda nem existia e o site meter era um bicho de sete cabeças, o meu então blogue foi mencionado pelo JPP, ele mesmo. Na altura, fiquei contente mas o acto pareceu-me normal. Hoje, soa-me a esquisito. São muitos, somos demasiados.
Paciência
Chegar ao emprego, diariamente, sem ter de passar um único semáforo, torna-me uma pessoa intolerante quando vou a Lisboa. E dou comigo a achar-me impaciente.
Mas quando penso que aguardo desde Outubro que a Segurança Social me pague a baixa de 15 dias do internamento da minha filha, penso: "És paciente, rapariga! Muito!"
Mas quando penso que aguardo desde Outubro que a Segurança Social me pague a baixa de 15 dias do internamento da minha filha, penso: "És paciente, rapariga! Muito!"
13 dezembro 2005
As músicas que tocam no carro
têm todas ritmos diferentes. Mas o bebé marca-os todos, a seu tempo, com a mão no joelho. E canta ao mesmo tempo.
Fomos, pois fomos.
Quem dizia que a bebé não aguentava duas horinhas de espectáculo?


Primeira hora em pé, hipnotizada. Segunda hora no colo, refastelada. Para o final chuchava no dedo e batia palmas ao mesmo tempo.
(a fotografia que aqui devia constar seria a dos trapezistas. Mas quem bloqueou nesse momento fui eu e quando me lembrei era tarde demais.)
12 dezembro 2005
10 dezembro 2005
08 dezembro 2005
07 dezembro 2005
Dos comentários.
Este blogue tem nove meses. Criei-o sem comentários. Não porque não ligue às opiniões dos outros. Ligo bastante, quem me conhece sabe que sim. Mas este blogue foi criado para mim e para a minha primeira e única filha, por enquanto. A Maria merece conhecer a jovem que agora sou quando tiver capacidade para ler e entender.
Talvez este blogue a ajude a tolerar a mãe que virá e que nem sempre compreenderá. Não quero que em alguma altura duvide deste amor incondicional que mudou a minha vida. Mas se acontecer, este blogue também ajudará.
Este canto foi criado numa altura de particular desilusão com a blogosfera. Contudo, como diz o amigo ZM, "Once a blogger, always a blogger." Creio que é mais ou menos isto.
Dei-o a conhecer a meia dúzia de pessoas. Com o passar dos meses o círculo alargou-se e, neste momento, tem uma média de trinta visitas diárias. Sei precisamente de onde vêm através do Site Meter, em baixo. Nunca me esqueço de quem está do outro lado, a ler estes pedaços mal amanhados. E é raro o dia em que não recebo um mail a comentar alguma ideia. Gosto disso. Agradeço a fidelidade que representa abrir esta página.
Mas antes de tudo, estou eu. Depois, a Maria, principal destinatária. E há posts que não têm comentários porque existem por si só. São factos, apontamentos, simples.
Talvez este blogue a ajude a tolerar a mãe que virá e que nem sempre compreenderá. Não quero que em alguma altura duvide deste amor incondicional que mudou a minha vida. Mas se acontecer, este blogue também ajudará.
Este canto foi criado numa altura de particular desilusão com a blogosfera. Contudo, como diz o amigo ZM, "Once a blogger, always a blogger." Creio que é mais ou menos isto.
Dei-o a conhecer a meia dúzia de pessoas. Com o passar dos meses o círculo alargou-se e, neste momento, tem uma média de trinta visitas diárias. Sei precisamente de onde vêm através do Site Meter, em baixo. Nunca me esqueço de quem está do outro lado, a ler estes pedaços mal amanhados. E é raro o dia em que não recebo um mail a comentar alguma ideia. Gosto disso. Agradeço a fidelidade que representa abrir esta página.
Mas antes de tudo, estou eu. Depois, a Maria, principal destinatária. E há posts que não têm comentários porque existem por si só. São factos, apontamentos, simples.
Pais Natais
Duas amigas tradutoras responderam-me com este link:
" (...) Embora com significado diferente do que tem em terra natal, a palavra natal, que integra a expressão pai natal, é um adje(c)tivo, pois dois substantivos não podem ocorrer seguidos, a menos que estejam ligados por hífen ou preposição ou então que o segundo seja aposto do primeiro, o que, habitualmente, se assinala por meio de vírgulas. No primeiro caso inserem-se os exemplos que a consulente apresenta. Navio-escola e decreto-lei são palavras compostas, correspondendo cada uma delas a uma realidade. A expressão pai natal, por seu lado, embora designe uma só realidade não é (ou não tem sido considerada como se fosse) uma palavra só, mas sim uma expressão lexical, constituindo um grupo de palavras, inseparáveis no sentido que veiculam.
Está, evidentemente, nas mãos dos falantes alterar esta situação, pois é o uso, concertado e insistente, que acaba por ditar a norma e não o contrário. Mas nem sempre o uso pontual de uma determinada construção se torna tão consistente que altere a norma. No caso em análise, pai natal, por enquanto, não é uma palavra composta; é, sim, uma expressão constituída por um nome e um adje(c)tivo e sujeita a plural nas duas palavras (pais natais), dado que os adje(c)tivos concordam em gé[ê]nero e número com os substantivos que qualificam.
Se vier a tornar-se uma palavra composta, então passará, muito provavelmente, a ser grafada com hífen, como fazemos com navio-escola e, nessa altura, poderá até justificar-se que o plural seja pais-natal. Mas não é, no presente, o caso. E só se agradece aos jornalistas que não insistam no erro..."
in ciiberduvidas.sapo.pt (http://ciberduvidas.sapo.pt/php/resposta.php?id=12932&palavras=pais+natal)
" (...) Embora com significado diferente do que tem em terra natal, a palavra natal, que integra a expressão pai natal, é um adje(c)tivo, pois dois substantivos não podem ocorrer seguidos, a menos que estejam ligados por hífen ou preposição ou então que o segundo seja aposto do primeiro, o que, habitualmente, se assinala por meio de vírgulas. No primeiro caso inserem-se os exemplos que a consulente apresenta. Navio-escola e decreto-lei são palavras compostas, correspondendo cada uma delas a uma realidade. A expressão pai natal, por seu lado, embora designe uma só realidade não é (ou não tem sido considerada como se fosse) uma palavra só, mas sim uma expressão lexical, constituindo um grupo de palavras, inseparáveis no sentido que veiculam.
Está, evidentemente, nas mãos dos falantes alterar esta situação, pois é o uso, concertado e insistente, que acaba por ditar a norma e não o contrário. Mas nem sempre o uso pontual de uma determinada construção se torna tão consistente que altere a norma. No caso em análise, pai natal, por enquanto, não é uma palavra composta; é, sim, uma expressão constituída por um nome e um adje(c)tivo e sujeita a plural nas duas palavras (pais natais), dado que os adje(c)tivos concordam em gé[ê]nero e número com os substantivos que qualificam.
Se vier a tornar-se uma palavra composta, então passará, muito provavelmente, a ser grafada com hífen, como fazemos com navio-escola e, nessa altura, poderá até justificar-se que o plural seja pais-natal. Mas não é, no presente, o caso. E só se agradece aos jornalistas que não insistam no erro..."
in ciiberduvidas.sapo.pt (http://ciberduvidas.sapo.pt/php/resposta.php?id=12932&palavras=pais+natal)
06 dezembro 2005
05 dezembro 2005
Blogues que leio e gosto (7)
Deusa do Lar.
Os desenhos são bons, os textos também e trata-se do meu padrinho de casamento.
Os desenhos são bons, os textos também e trata-se do meu padrinho de casamento.
04 dezembro 2005
03 dezembro 2005
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