19 março 2019

Dia do Pai

(imagem retirada daqui)

Hoje assinala-se, em Portugal, o dia do pai. As memórias de tantos podem ser turbulentas: pais ausentes, despreocupados, negligentes. Outros há com memórias doces de um pai que já partiu. Por último, há os que tiveram e têm um pai, e podem desfrutá-lo em toda a sua plenitude. Agradeço a Deus porque me deu um pai, e agradeço também porque os meus filhos têm um pai, que está sempre presente, a cuidar.

Independentemente da forma como nos situamos neste dia, e do cabimento que a homenagem pode ter, o Pai melhor de todos é o do Céu. Ele desejou, no seu plano, adoptar tantos filhos que fez uma coisa aparentemente horrível: sacrificou o seu filho único. Nunca compreenderemos a dimensão deste gesto, nem podemos. O que sabemos é que ele deseja ser o nosso Pai.

Deus é um pai perfeito: ele não se ausenta. Ele não só nos ama; ele é todo amor. Deus é um pai que nos guia: não desiste de nós. Deus é um pai misericordioso, apesar de todas as nossas imperfeições. Deus é um pai que nos corrige: ele é sempre justo.

Deus é o verdadeiro e perfeito Pai, para todos aqueles que crêem nele. Os modelos que podemos ter nesta terra, uns melhores que outros, servem para nos apontar para o maravilhoso Pai que sabe sempre o que é melhor para nós, pode dar-nos colo a qualquer hora, e melhor ainda: toma conta de tudo. Não é uma segurança maravilhosa?


13 março 2019

12 anos

Fez ontem 12 anos que nos mudámos para esta casa.
Este prédio tem 40 anos. As janelas de madeira de origem não mentem e o estore do nosso quarto que encravou há uns dias também não. Estava a pensar nas coisas boas de poder ter um lar (e também no trabalho de o manter).

Gosto da contenção inerente a este apartamento ( vivi anos suficientes em casa própria para saber que eu sou uma pessoa de apartamentos). Gosto de saber onde está quem (esta parte só percebe mesmo quem viveu em casas espaçosas). Gosto da obrigatoriedade do convívio mesmo quando não apetece (na altura nem sempre gosto, mas sei que isso nos obriga a saber estar em qualquer estado de humor). Gosto de estarem todos à distância de um grito (a não ser quando há música, mas pronto). Gosto da vizinhança (são uns santos!). Gosto de poder ter um sítio onde acolher amigos. Gosto desta mistura da mobília da minha avó com tantas outras coisas.
Sonho, muitas vezes, com a possibilidade de ter um quarto de hóspedes (e ao mesmo tempo biblioteca-quarto de estudo). Mas peço a Deus que, independentemente do que tem para nós, nos faça uma família contente com o que tem e a transmitir essa simplicidade e gratidão a outros.

É mais do que merecemos.



08 março 2019

Dia da mulher


Do meu avô, só lhe conheci a velhice. Mas cresci a ouvir os relatos de como ele batia na família, em especial na minha avó. Foi necessário que os filhos crescessem para se intrometerem e imporem uma separação judicial (naqueles tempos, o B.I. não contemplava a palavra divórcio). Nessa época, atribuía-se a continuidade da violência à prisão da dependência financeira e ao contexto social.

Hoje, não há obrigatoriedade de casar e são poucas as mulheres que dependem totalmente dos companheiros. Há uma suposta liberdade conquistada, mas a violência só aumenta. Já pensaram nisto? O que é que estamos a ensinar aos nossos filhos sobre relacionamentos, amor, compromisso? Sobre ser mulher e sobre ser homem? Sobre igualdade e dignidade? Estamos a agarrar-nos a que conceitos, a que valores?

No outro dia, a minha filha mais velha perguntava-me o que eu achava de ser feminista cristã. Eu respondi-lhe que me chega ser cristã, porque a ideia de que mulheres e homens têm o mesmo valor e dignidade, não é uma ideia feminista, é uma ideia cristã bem antiga. Basta regressar à carta aos Gálatas, em que Paulo escreve que com Cristo "não há judeu, nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher". Precisamos voltar à Bíblia, reler o propósito para o qual fomos criados, mulheres e homens, a como nos devemos relacionar, e onde está o nosso valor.

06 março 2019

Caminhada para a Páscoa - está a contar!

Sempre que chega a esta altura da Páscoa (ou do Natal), sou contactada por pessoas que vêem as minhas fotografias, e se questionam o que é isto que fazemos, com uma vela acesa e uma espiral.
Para começar, a ideia não é minha e este objecto foi comprado há 9 anos a uma família do Canadá.

Nessa altura, achámos que ter uma peça de madeira bonita ajudava a fixar a atenção dos nossos filhos, que acendem a vela em dias alternados, e contam os buraquinhos que faltam para chegarmos à data final. O que acende a vela é o mesmo que a apaga (e não vale ser outro, senão alguém fica chateado - o mundo dos irmãos no seu melhor!)



Portanto, este adereço é só um acrescento a um momento habitual na nossa casa: tirarmos tempo para adorar o nosso Salvador Jesus - ele merece todo o nosso louvor, sempre. A isto costumamos chamar de culto doméstico, que acontece todos os dias do ano (à excepção do domingo, cujo culto se comemora em Igreja).

COMO É QUE ISTO ACONTECE?
Seguimos uma ordem, que é a nossa ordem. Pode servir de ideia para outros, mas cada família deve decidir o que deseja fazer, tendo em conta que o fazemos não por nossa causa, mas porque queremos honrar o nosso Deus (e ensinar aos nossos filhos a importância de o fazermos). Já passámos por diversas fases de crescimento dos filhos, e diferentes períodos e duração. Nunca deixámos de o fazer, mesmo no meio de dias caóticos, porque é uma prioridade. Não é fácil, mas Deus tem sido bom e tem-nos mostrado que vale muito a pena fazer o esforço. Ele agrada-se do nosso louvor no meio da nossa imperfeição

QUAL A ORDEM?
Geralmente, recitamos alguns versículos que decorámos em conjunto, perguntas e respostas do Catecismo Nova Cidade que também decorámos todos juntos (em 2013, eles eram bem mais pequeninos, demorou um ano a conseguir!), cantamos músicas, lemos uma passagem bíblica, partilhamos motivos de gratidão e intercessão, vemos notícias da Igreja perseguida e oramos. Pode durar dez minutos, pode durar mais. Depende dos dias.

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE O CULTO DOMÉSTICO E ESTA CONTAGEM?
Na forma de o fazermos, nenhuma. Temos a vela para acender, nada mais. Nós, os pais, podemos escolher leituras mais intencionais para este período, tal como fazemos no Advento.
A nossa leitura preferida, desde há muitos anos, é o livro Jesus Storybook Bible. Se não têm a tradução em português e desejam, enviem mail para anarutecavaco@gmail.com .

Há outros planos diversos que podem seguir, individualmente. Eu, pessoalmente, apesar de ter este momento em família, escolho fazer um plano individual além disto, e este ano seguirei este plano do qual participei (que neste caso não são 40 dias, mas são 35, começa próximo domingo).

QUAL A CONTAGEM?
Seguimos a tradicional contagem dos 40 dias (que não contempla domingos) que se inicia na quarta-feira de cinzas e termina com a sexta-feira santa.


Espero ter ajudado. Se querem ver o nosso historial nesta matéria, cliquem na etiqueta Páscoa, aqui. Encontrarão muitos cultos domésticos passados e algumas leituras também.




Salmos 121 na ponta da língua

. A escola começou e o vagar no sofá não é o mesmo. Mas seja a crochetar, a lavar a loiça, a tomar banho, a conduzir, há sempre oportuni...