Este ano realizei um sonho que nunca imaginei ser possível, nem nos meus melhores dias: levar os meus filhos a Nova Iorque. Foram cinco dias inesquecíveis que superaram também as minhas melhores expectativas. Estava calor e o cenário não era como o que eu tinha visto anteriormente: neve e luzes de Natal. Quem nunca viu o Home Alone e não se imagina em Nova Iorque, em pleno Central Park, de luvas e de gorro? Parece que há sítios do mundo onde é mais fácil e mais encantador viver esta época. Damos connosco a sonhar a passear pelas nossas ruas preferidas, sem destino, simplesmente a estar.
Mas o Natal não é acerca de glamour, de luzes a piscar, de tradições, por si só. Embora não as desprezemos e as vivamos com alegria, elas nunca devem ser vividas se não apontarem para o doce mais saboroso de todos: o nascimento do nosso Senhor. Não foi uma noite com neve (tudo indica que era tudo menos Dezembro), nem com fartura, embora houvesse uma enorme festa que poucos tiveram o prazer de assistir - imaginam um coro de anjos a cantar: "Glória a Deus nas maiores alturas"? Uau, que espectáculo único! As luzes fazem sentido se imaginarmos os anjos no palco do céu, juntos a várias vozes a anunciar uma mensagem tão aguardada por tantos anos. A festa ganha um novo tom se também cantarmos, a alta voz, que o Messias já chegou. A mesa ganha todo o propósito se for acerca da partilha do amor de Deus por nós, que se estende até ao próximo.
O Natal é sempre e só acerca da mensagem da cruz. Do Rei que chegou para reinar eternamente, com justiça e amor, e que escolheu chegar mansamente na forma de um pequenino bebé. Ah, o Natal!











