Mostrar mensagens com a etiqueta marido. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta marido. Mostrar todas as mensagens

19 outubro 2019

Olha quem fez anos



Fizemos gazeta à escola (viva o ensino doméstico), fomos passear à cidade e procurar uma refeição que não fosse fast food, mas a preço de fast food. Conseguimos e foi muito bom.

02 outubro 2019

Redneck wannabees


Cenas fixes de viver no campo: não há cabelos para aspirar depois de uma carecada.

11 junho 2019

Até que a morte nos separe


"... na saúde e na doença, 
na alegria e na tristeza, 
na riqueza e na pobreza,
até que a morte nos separe." 

Quando disse os votos no dia do meu casamento, disse-os como quem acredita que o casamento é para a vida, que é uma aliança que se faz perante Deus e outras testemunhas, que é algo muito sério. Na minha cabeça, estaria fora de hipótese desfazê-lo com contrariedades, eu iria ficar.
Não sabia eu o poder que estas frases teriam quando se tornassem verdade. Quando a doença, ou a tristeza, ou a pobreza chegassem, eu não fazia ideia. 

Hoje tenho um vislumbre e sei que é por isso mesmo que se fazem os votos: porque é difícil. O que eu não sabia e hoje sei porque experimentei - é que seria a  dificuldade a transformar tudo isto algo de um plano muito maior. Que seriam as dificuldades a fortalecer, a dar visão, a permanecer. E afazer tudo mais significativo e bonito. Como esta paisagem em Dubrovnik, sítio que eu desconhecia poder ser tão bonito (desculpa, Croácia, a minha ignorância).

10 junho 2019

Uns dias em Dubrovnik

Quando, em Julho passado, dissemos sim a uma oferta de retiro para líderes do Sul da Europa que têm colaborado com o City to City, não fazíamos ideia de que estes dias de pausa total iriam ser providenciais, em tempos de cansaço e mudança. Deus é bom!

23 novembro 2018

Há 10 anos


A nossa casa vivia um caos permanente, com dois bebés e uma criança pequena. No meio disto, o meu marido fazia músicas e dava concertos, e agora à distância ainda não sei muito bem como isso aconteceu, mas aconteceu. Recordo-me que ir a um concerto exigia uma logística que se organizava com largos dias de antecedência. Num desses concertos, em que deixei a miudagem e o filho mais novo de 4 meses com os meus pais, escrevi isto assim:

"Deve ser verdade,

ou então sou só eu que ando demasiado cansada, mas de facto a maternidade deve retirar-nos neurónios. Capacidades. Deve bloquear-nos temporariamente para tantas outras coisas que nos eram tão habituais, anteriormente. Talvez isto me tenha batido mais forte nos últimos tempos, com estes três filhos de rajada.

Verifico se armazenei leite suficiente no frigorífico, meto as mãos nos bolsos e confiro se não levo cheiro a leite azedo ou toalhetes sujos e desafio-me a conversas para lá de noites mal dormidas e gracinhas da prole. Caramba, que isto não é fácil, assim de repente a sair em cima da hora do concerto e sempre de olho no relógio e no telemóvel. Mas, e no entretanto, enquanto a música não começa, o que é que a gente faz? A minha cultura musical nunca foi grande coisa, é certo, mas do que é que falávamos antes? Onde é que eu metia as mãos, agora que as tenho sempre ocupadas? Não me lembro de como é que eu fazia isso tudo. Que estranho.

A parte boa é que, quando posso (muito raramente, verdade) saio de casa com uma mala minúscula e as mãos a abanar. Quando regresso, a correr, está tudo igual. Os meus amigos parecem ainda gostar de mim e da minha companhia. Eu ainda gosto deles."

(aqui.)



Dez anos depois, a logística é outra (há aulas no dia a seguir, mas não tenho bebés a chorar por alimento a meio da noite) e já estou habituada a sair só com uma mala pequena, com os meus pertences. A minha cultura musical continua a não ser grande coisa, mas os meus amigos ainda gostam da minha companhia (quero acreditar).

Apareçam.

22 julho 2017

15 anos em Tróia



Recordam-se do tempo em que Tróia não era muito mais do que aquelas duas torres feiosas logo à chegada do ferry? Em 2005 deram cabo delas para fazer daquela península um local de passeio à altura da enorme beleza. Deus estava particularmente inspirado quando disse: "Haja Tróia!".

15 anos de casamento são um bocadinho como Tróia. O casamento, tal como a península, sempre foi bonito porque é uma ideia do Criador. Mas, muitas vezes, inventamos "mamarrachos" que distraem da verdadeira beleza do seu propósito inicial. Tróia está, agora, num estado ainda maior de beleza. Lá para o meio ainda há umas vivendas também dignas de demolição, mas são uma minoria muito pequena e que - na nossa opinião enquanto lá passeávamos - ainda devolvem alguma normalidade ao lado estético quase perfeito. Estamos longe da perfeição. Mas também já demolimos alguns "mamarrachos" monumentais.

São 15 anos a experimentar da grande generosidade de Deus na nossa família!













12 fevereiro 2016

Aos colegas de trabalho que há 14 anos me perguntavam se tinha mesmo a certeza se queria passar a ser Cavaco, devia ter respondido: "De segunda a sexta Cavaco, ao fim-de-semana Guillul".






10 novembro 2015

10.Novembro.1999


Vale a pena assinalar o dia em que começámos a namorar. Aqui nesta foto já na nossa primeira casa, nos últimos preparativos e limpezas de obras, antes de casarmos. Acho engraçado a quem se diz "para sempre namorado" ou se refere a "namorar" como algo que deve ser mantido eternamente. Percebo a ideia. Mas a rigor, nunca mais namorei desde que me casei. O namoro é uma coisa, o casamento é outra. E esta última é tão melhor que não tem comparação. Especialmente para pessoas para quem o namoro não se dita pelas mesmas regras do casamento. O meu caso. No namoro, somos apaixonados. Passeamos, saímos, comemos fora, ocupamos o tempo juntos, e parece ser sempre insuficiente. Aborrecemo-nos e depois cada um na sua casa, remói a chatice, e questiona-se acerca da certeza dos sentimentos que tem pelo outro. Se o amor vai sempre chegar, quando já não houver saídas à noite, surpresas e comidas românticas. Uma parvoíce. Na verdade, hoje ponho-me a pensar e o namoro é fixe por poucos meses. Não tem o melhor do casamento, e não tem aquilo porque realmente vale a pena chatearmo-nos.

Tinha uma ideia um bocado parva, quando namorava, de que uma vez comprometida e a casar, nunca mais experimentaria o arrebatamento de me apaixonar por alguém. Viria aí o amor e coisas óptimas, mas que nunca mais viveria esse estado de deslumbramento. Era uma ideia idiota, pensar que Deus não me daria a possibilidade de experimentar isto tudo ampliado, à medida que o tempo passa. À medida que somos fiéis, que nos sacrificamos, que estamos, voltamos sempre a esse primeiro estado, mas mais alicerçado.

De vez em quando eu e o meu marido saímos para passear. Um concerto, um jantar fora, um filme no cinema. Mas não saímos para namorar, porque no fim voltamos juntos para a mesma casa. O lugar onde nos pertencemos e somos família. Muito, muito melhor.

Foi há 16 anos que arranjei este namorado. O meu marido.

20 outubro 2015

Todos a bordo!

O sonho finalmente concretizou-se. Começa a ser moda aqui por casa vivermos algumas prendas de aniversário, em vez de as embrulharmos em papel. Foi a prenda dos 38 anos do Tiago, completados no sábado. Os dias previam mau tempo (que se concretizou) mas que em nada abortou o plano. Pelo contrário, tornou-se uma aventura intensa e que nos fez ficar por sítios que já conhecemos bem. Setúbal, Sesimbra, Arrábida, Carcavelos e Belém ganham toda uma nova cor quando pernoitamos em plena rua. E acordar, abrir a janela e ficar a apreciar? Ou parar o carro ao final da tarde e cozinhar castanhas junto ao rio, de porta aberta?
















Salmos 121 na ponta da língua

. A escola começou e o vagar no sofá não é o mesmo. Mas seja a crochetar, a lavar a loiça, a tomar banho, a conduzir, há sempre oportuni...