A cores, vemos os países que recusam negar a importância da vida de Jesus, assumindo toda e qualquer consequência que advém de viver esta fé. A cinza está o resto do mundo, como nós. Os que vivemos tantas vezes anestesiados nesta liberdade de ostentarmos a fé consoante nos apetece.
Olho para Portugal a cinza e penso que deveríamos estar de luto, e lembrar mais o versículo de Hebreus: "Lembrem-se
dos que estão presos como se estivessem na cadeia com eles. Lembrem-se
dos que sofrem maus tratos como se vocês sofressem o mesmo no vosso
corpo."
A Coreia do Norte continua a liderar o país mais perigoso do mundo para se ser cristão. O Afeganistão subiu e assume a segunda posição desta lista. Na Índia, o governo tem como objectivo ter uma população 100% hindu até 2030. O Nepal e o Azerbaijão entraram para este top, ocupando directamente o 25º e 45º lugar.
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15 fevereiro 2018
13 janeiro 2017
Silêncio
"Silêncio" é o filme baseado no livro de Shūsaku Endō, e é uma história escrita tendo por base a horrível perseguição aos cristãos no Japão do século XVI. Neste caso, a de dois padres portugueses que vão em busca de um outro padre mentor, que se diz que renegou a fé.
Não posso contar mais, nem devo. Vão ver!
Não posso contar mais, nem devo. Vão ver!
“I do not believe that God has given us this trial to not purpose. I
know that the day will come when we will clearly understand why this
persecution with all it's sufferings has been bestowed upon us - for
everything that Our Lord does is for our good. And yet, even as I write
these words I feel the oppressive weight in my heart of those last
stammering words of Kichijiro in the morning of his departure: "Why has
Deus Sama imposed this suffering on us?" and then the resentment in
those eyes that he turned upon me. "Father", he had said "what evil have
we done?"
02 janeiro 2017
Adeus 2016, bem-vindo 2017!
Escrevia há mais ou menos um ano que sabia que 2016 traria tempestades mas de facto não sabia o que vinha aí. Foi um ano tão doce quanto difícil. A conclusão no final é sempre a mesma: Deus é bom, Ele só sabe ser bom, Ele não tem como não ser bom.
2016 não trouxe respostas fáceis, até porque não há nada de fácil na vida de um cristão. O sofrimento é um facto (a primeira carta de Pedro retirou-me todas as dúvidas de que é possível ser crente e ter uma vida tranquila); um facto que se vive com outros, e se é difícil sofrer e ver sofrer!
Mas Deus é bom e é no sofrimento que se revela melhor. Em 2016 aprendi a ficar calada mais vezes (ainda tenho de ficar calada muitas mais) e a não encontrar nem dar respostas simplistas. O sofrimento não é light e vive-se com muitos "não sei" e bastantes lágrimas. Jesus não as evitou, e essa é a grande consolação: não há sofrimento que ele não tenha conhecido.
Ainda assim, entrámos em 2017 em paz, na nossa Igreja. Uma paz que tantos cristãos não podem ter, a paz de saber que vamos terminar as nossas orações sem termos a vida em risco. A paz de podermos chorar os nossos "sofrimentozinhos" com tanto sofrimento por esta causa maior! E é esta perspectiva que precisamos continuar a ter todos os dias, para que consigamos olhar além do nosso umbigo.
Sei que em 2017 Deus continuará a ser bom (e espero nunca deixar de o repetir) e não sei que mais trará para vivermos, mas sei que não dará nada que não seja o melhor para nós. O desafio é permanecer firme e não duvidar. Que Ele nos ajude!
16 novembro 2015
O sangue dos"infiéis"
"A vingança é minha!", diz o Senhor (Romanos 12).
O critério é apenas um: espalhar o terror. Não foi numa Igreja, ou em território proibido, como podemos ler diariamente na internet. Foi aqui à nossa porta, e em sítios onde facilmente nos identificamos (é difícil não o fazermos, quando ainda há duas semanas estávamos divertidos a assistir a um concerto no Coliseu).
É derramado o sangue de inocentes, como as notícias divulgam. Sim. Mas não só o destes, mas também de todos os outros, a quem o auto-proclamado estado islâmico arrasa diariamente pelo mundo. Serão esses culpados de alguma coisa? Só se for de crerem no único e verdadeiro Deus.
Em dias assim, intensifica-se o desejo: "Ora vem, Senhor Jesus!" (Apocalipse 22).
09 novembro 2015
Rostos
Há dias, a Open Doors fez este pequeno mosaico. Ajuda muito a quem vive neste pequeno lugar seguro à beira mar, a visualizar faces da perseguição pelo mundo. Eles pedem as nossas orações. O trabalho que a Open Doors faz não é de apenas divulgar a povos como nós o que se passa em muitos cantos do mundo, mas a estar lá. A encorajar, a ajudar, a sustentar. E por isso, é a vez de quem está do lado de cá passar também uma mensagem:
A ideia é linkar todas as fotos com #IDOP, para que possam ser facilmente achadas e coleccionadas.
Existe, também, a possibilidade de ir enviando mails para alguns lugares. Desta vez, para os cristãos no Quénia. Vão aqui.
#persecutedchurch
28 outubro 2015
O Evangelho (não) é loucura
A história de mais um horrível martírio circulou pela internet no início deste mês. Onze missionários e um rapaz de 12 anos tinham sido brutalmente assassinados na Síria, por terem recusado negar a fé cristã. Os detalhes eram de um sofrimento inimaginável (mulheres violadas publicamente, o rapaz a ser mutilado, corpos decapitados e crucificados). Quem relatava a notícia, o responsável pela missão e longe da Síria, penalizava-se por não ter ter conseguido convencer estas pessoas a que viessem embora mais cedo. Cada vez que os contactava, eles eram claros: "Queremos ficar. Cada vez mais pessoas se convertem a Jesus". Se foi emocionante (e quase incompreensível) saber que estes mártires cantavam e oravam enquanto estas barbaridades eram cometidas, o relato que se seguiu trouxe toda uma nova luz a este cenário:
Dias depois, um dos terroristas surge a um grupo de cristãos, informando-os: "A noite passada vim cá para vos matar. Mas algo me impediu. Vi Jesus. Falem-me acerca dele, que me impediu de tudo isto!". Um perseguidor transformado em perseguido - era por momentos milagrosos destes que os mártires sabiam que lá tinham que ficar. Testemunhos de vida que abalam, que confundem, que movem.
O cenário continua de horror, e cristãos teimam em permanecer lá:
"Este tempo de trabalho aqui na Síria não é um sacrifício, é um privilégio. Cada um de nós arrisca a sua própria vida, mas sabemos que esta é a nossa missão, e então tudo faz sentido" - Edward, líder cristão.
A mensagem da cruz parecerá loucura para muitos. Mas fará sentido para tantos outros.
[ Há uns anos que o site Open Doors e o Persecution são leituras diárias. Há largos meses que são das primeiras leituras que faço no telemóvel, pela manhã. Não nos serve de nada verter lágrimas se elas não forem vividas com intercessão. Orar todos os dias, deixo-vos o desafio. ]
Dias depois, um dos terroristas surge a um grupo de cristãos, informando-os: "A noite passada vim cá para vos matar. Mas algo me impediu. Vi Jesus. Falem-me acerca dele, que me impediu de tudo isto!". Um perseguidor transformado em perseguido - era por momentos milagrosos destes que os mártires sabiam que lá tinham que ficar. Testemunhos de vida que abalam, que confundem, que movem.
O cenário continua de horror, e cristãos teimam em permanecer lá:
"Este tempo de trabalho aqui na Síria não é um sacrifício, é um privilégio. Cada um de nós arrisca a sua própria vida, mas sabemos que esta é a nossa missão, e então tudo faz sentido" - Edward, líder cristão.
A mensagem da cruz parecerá loucura para muitos. Mas fará sentido para tantos outros.
[ Há uns anos que o site Open Doors e o Persecution são leituras diárias. Há largos meses que são das primeiras leituras que faço no telemóvel, pela manhã. Não nos serve de nada verter lágrimas se elas não forem vividas com intercessão. Orar todos os dias, deixo-vos o desafio. ]
13 outubro 2015
Fim-de-semana cheio, 3ª edição
O fim-de-semana foi realmente cheio, como se calculava. Cheio de pessoas, cheio de opiniões, cheio de trabalho, cheio de amigos, cheio de conhecidos, cheio de crianças, cheio de música, cheio. Mas no meio das inúmeras coisas que passaram pela minha cabeça neste cruzar de acontecimentos, também podemos dizer, é que este fim-de-semana foi cheio de paz. Vivemos tempos de liberdade religiosa neste nosso país. Podem ser tempos de apatia e de indiferença, mas foram muitas as vezes em que olhei em redor e pensei em tantos lugares do mundo em que isto não é possível.
Sou muito agradecida por todos os amigos, que mesmo não tendo as minhas convicções, aceitaram vir a esta comunidade da qual faço parte e amo, desejando que seja alargada mais e mais. Mas sou também muito agradecida pela liberdade, nunca esquecendo aquilo que um dos nossos convidados disse: "A discussão teológica é um privilégio dos que dormem tranquilos na sua cama." Um privilégio que quero aproveitar de forma sábia enquanto o tiver.
16 fevereiro 2015
Mais mártires.
A lembrança de Hebreus 11: "O mundo não era digno deles".
"As pessoas da Cruz", segundo o Estado islâmico. 21 egípcios cristãos a pagar um alto preço, mais uma vez.
"As pessoas da Cruz", segundo o Estado islâmico. 21 egípcios cristãos a pagar um alto preço, mais uma vez.
27 janeiro 2015
Holocausto
Em miúda, enquanto lia e relia o Diário de Anne Frank, a par com O Refúgio Secreto, ambos sobre o período do Holocausto, imaginava como teria sido se eu própria tivesse nascido judia naquele tempo. Era comum pensar, até por se dizer que os apelidos com nomes de árvores poderiam ter essa origem.
Hoje, relembrando os 70 anos sobre a libertação de Auschwitz, as pessoas escrevem e perguntam-se como pôde o Holocausto ter acontecido, como pôde o homem fazer tanto mal a um seu semelhante. Foi horrível! Enquanto cristã, claro que ainda fico chocada com o que se fez em Auschwitz. Mas ainda na semana passada via um documentário sobre o terror que o Boko Haram espalha pela Nigéria. Ou pela forma como mulheres cristãs são violadas, torturadas e mortas pela Argélia. Na Coreia do Norte, ter-se uma Bíblia implica ir para um campo de trabalhos forçados e ser missionário é sinónimo de escolher tortura e execução pública.
O ser humano pôde fazer o que fez em Auschwitz, pela mesma razão que meninas que hoje desejam estudar são mortas na Nigéria, ou que cristãos que se assumam na Síria são executados: porque o homem sem Deus, entregue à sua ganância, sede de poder e ódio, é capaz de fazer o pior que poderemos imaginar. Por isso hoje, adulta, já não penso muito se terei origens judias. Penso antes que sem Deus não seria nada.
Hoje, relembrando os 70 anos sobre a libertação de Auschwitz, as pessoas escrevem e perguntam-se como pôde o Holocausto ter acontecido, como pôde o homem fazer tanto mal a um seu semelhante. Foi horrível! Enquanto cristã, claro que ainda fico chocada com o que se fez em Auschwitz. Mas ainda na semana passada via um documentário sobre o terror que o Boko Haram espalha pela Nigéria. Ou pela forma como mulheres cristãs são violadas, torturadas e mortas pela Argélia. Na Coreia do Norte, ter-se uma Bíblia implica ir para um campo de trabalhos forçados e ser missionário é sinónimo de escolher tortura e execução pública.
O ser humano pôde fazer o que fez em Auschwitz, pela mesma razão que meninas que hoje desejam estudar são mortas na Nigéria, ou que cristãos que se assumam na Síria são executados: porque o homem sem Deus, entregue à sua ganância, sede de poder e ódio, é capaz de fazer o pior que poderemos imaginar. Por isso hoje, adulta, já não penso muito se terei origens judias. Penso antes que sem Deus não seria nada.
28 maio 2014
Tragam de volta as nossas meninas. #bringbackourgirls
Oramos pelas 223 meninas raptadas na Nigéria há umas semanas. Ontem surgiu a notícia que já foram localizadas e oramos para que se consiga que voltem a casa em segurança, embora as notícias que surgem na imprensa dão conta que o que se tem passado com elas durante este tempo é assustador...
27 maio 2014
Soltem a Meriam! #freemeriam
Meriam Yehya Ibrahim foi presa no Sudão quando estava grávida de 5 meses, juntamente com o filho de agora 20 meses, denunciada pelo próprio irmão e condenada à morte por enforcamento, antecedida por 100 chicotadas pelo crime de apostasia. É acusada de adultério, e espantem-se aqui pessoas em pleno século XXI, porque casou e teve filhos de um homem cristão. É este o crime cometido, ser cristã num país muçulmano!
Por não renunciar à sua fé, enfrenta esta pena pesada, que assume hoje uma urgência ainda maior: a bebé de Meriam, Maya, acabou de nascer, fazendo com que a execução da pena esteja hoje mais próxima (em algumas notícias falam de um período de 2 anos para que o bebé seja amamentado, outros falam que pode ser a qualquer instante).
Não percam a oportunidade de assinar a petição aqui.
Por não renunciar à sua fé, enfrenta esta pena pesada, que assume hoje uma urgência ainda maior: a bebé de Meriam, Maya, acabou de nascer, fazendo com que a execução da pena esteja hoje mais próxima (em algumas notícias falam de um período de 2 anos para que o bebé seja amamentado, outros falam que pode ser a qualquer instante).
Não percam a oportunidade de assinar a petição aqui.
(aqui a bebé Maya ainda estava na barriga)
07 fevereiro 2014
Está um dia feio? A sério?
O arco-íris pela manhã.
A vida que se renova.
A notícia da cura de alguém por quem oramos há anos.
A liberdade de abrir a minha Bíblia e não ser perseguida por isso.
O pão na mesa.
O carinho dos amigos.
A mão de Deus a proteger-nos a cada instante.
O amor sentido em pequenos detalhes.
O dia não me parece nada feio.
20 novembro 2013
Ser livre
Apesar de fazer parte de uma minoria religiosa, vivo num país cristão. Tento relembrar-me, cada vez com mais frequência, de que a liberdade se paga muito caro em demasiados países do mundo.
Em Portugal, se me apetecer sair à rua com a Bíblia na mão, o mais que me pode acontecer é ser olhada de lado. A minha Igreja abre portas sempre que quer, recebemos quem queremos na nossa casa, podemos cantar e louvar livremente.
Fico de coração apertado quando sei o que acontece na Coreia do Norte, onde os crentes enterram as suas Bíblias nos quintais, porque isso lhes pode custar a vida; ou na Arábia Saudita, onde o Governo paga um salário completo a quem denunciar uma reunião cristã; nas Maldivas, um cristão não pode votar, ocupar um cargo público ou partilhar a sua fé.
Peço a Deus que conforte estes cristãos, nos prepare para a perseguição se for caso disso, e no entretanto nos ajude a ser agradecidos pela liberdade que temos e a não ficar calados, nunca.
Em Portugal, se me apetecer sair à rua com a Bíblia na mão, o mais que me pode acontecer é ser olhada de lado. A minha Igreja abre portas sempre que quer, recebemos quem queremos na nossa casa, podemos cantar e louvar livremente.
Fico de coração apertado quando sei o que acontece na Coreia do Norte, onde os crentes enterram as suas Bíblias nos quintais, porque isso lhes pode custar a vida; ou na Arábia Saudita, onde o Governo paga um salário completo a quem denunciar uma reunião cristã; nas Maldivas, um cristão não pode votar, ocupar um cargo público ou partilhar a sua fé.
Peço a Deus que conforte estes cristãos, nos prepare para a perseguição se for caso disso, e no entretanto nos ajude a ser agradecidos pela liberdade que temos e a não ficar calados, nunca.
09 junho 2011
"He is no fool who gives what he cannot keep to gain what he cannot lose."
Ontem, através de uma frase que o meu amigo Joel escreveu no Facebook, fui recordada de uma música que ouvi exaustivamente em 1990, e mais tarde. Encontrei um vídeo, eu ainda gosto tanto dela, e da respectiva letra. É inspirada na vida de dois missionários.
There once was a man born of high circumstance
Heir to advantage, He had every chance to succeed
But light from the cross made his dreams appear small
And to their surprise he went far--from it all
For the love of his Savior, for one priceless jewel
They could not understand so they called him a fool
He is no fool
If he would choose
To give the thing he cannot keep
To buy what he can never lose
To see a treasure in one soul
That far outshines the brightest gold
He is no fool, He is no fool
There once was a boy who could run like the wind
Given to lead, every man was his friend at the line
But light from the cross made his race appear small
And to their amazement, he followed the call
For the love of his Savior, for one priceless jewel
They could not understand so they called him a fool
Show me the fool who abandons his life
To walk in the steps of our Lord Jesus Christ.
There once was a man born of high circumstance
Heir to advantage, He had every chance to succeed
But light from the cross made his dreams appear small
And to their surprise he went far--from it all
For the love of his Savior, for one priceless jewel
They could not understand so they called him a fool
He is no fool
If he would choose
To give the thing he cannot keep
To buy what he can never lose
To see a treasure in one soul
That far outshines the brightest gold
He is no fool, He is no fool
There once was a boy who could run like the wind
Given to lead, every man was his friend at the line
But light from the cross made his race appear small
And to their amazement, he followed the call
For the love of his Savior, for one priceless jewel
They could not understand so they called him a fool
Show me the fool who abandons his life
To walk in the steps of our Lord Jesus Christ.
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