
Gostei.
A Maria já me tinha contado que tinha feito na Escola um desenho da nossa família em cartolina preta, com um lápis branco. E que eu tinha de ver. Chegada ontem, qual não é o meu espanto quando em vez de nos ver aos 5, vejo 6.


À vinda da frutaria, em passo demorado, a Maria pergunta:
que comprei quando a Marta nasceu. Tanta coisa me parecia distante lá, inclusivé a existência de um irmão do meio. Agora sim, faz sentido. Aos quatro anos e meio, a Maria é uma pequena pessoa. Já não tem nada de bebé, à excepção dos mimos que requisita de vez em quando. Apesar de poder haver pequenas chamadas de atenção quando um irmão nasce, não é um bebé que coloca assim em causa o lugar do irmão mais velho. É agora. A Marta tem dois anos e meio, despoleta risos só pelo andar, fala pelos cotovelos e tem uma graça inerente à idade. Qualquer chamada de atenção da Maria, em público, já soa a "tontice". A beleza da Maria nesta idade está nas conversas, nos raciocínios que já tem, mas que não são assim tão visíveis. Tem ciúmes dos irmãos, sim. Anda sensível, responde com facilidade e atravessa neste momento o período mais exasperante da educação dela.



. A escola começou e o vagar no sofá não é o mesmo. Mas seja a crochetar, a lavar a loiça, a tomar banho, a conduzir, há sempre oportuni...