(
post a pedido de uma amiga)
Neste capítulo, tivémos sorte. Tal como tivemos com a questão do sono com a Maria e até com a Marta, embora no primeiro caso tenha sido com mês e meio e no segundo, por força das bronquiolites e não só, aos cinco meses.
Esforcei-me pouco no Verão passado. Ela já tinha dois anos, eu estava no início de gravidez e com pouca vontade de a andar a arrastar para um bacio e sanita. Ela não tinha vontade nenhuma e as nossas férias foram feitas de dias cheios, sem estar sempre no mesmo sítio. A única semana que nos calhou mais calma, foi-lhe indiferente. Para a miúda, fazer chichi pelas pernas abaixo não era humilhação nenhuma, era um desconforto que passava logo a seguir, com a muda de roupa.
Entrou na escola de fraldas e descubro que todos os miúdos (menos uma) também a tinham. Numa consulta de nefrologia, a médica desdramatiza a questão e diz-nos que não acha haver necessidade de se forçar a questão antes dos 2 anos e meio, 3 (*). Que os pais apressados por vezes conseguem os mesmos resultados que os outros, só que no entretanto, os que começam muito cedo, têm filhos de cuecas em casa meses a fio, com imensos descuidos e chichis no chão, e trabalheiras.
Avizinhava-se o nascimento da irmã e adiámos o assunto para a Primavera. Na Escola quiseram tentar em Janeiro e apesar de não ter pressa nenhuma, acedemos em colaborar. Uma semana. Foi o tempo que durou. Uma semaninha e a miúda deixou de usar fraldas lá. Em casa fomos preguiçosos e nem sempre a mantivemos de cuecas. Quando decidimos fazer, correu bem. Até hoje. Não sei quantas vezes limpei o chão, mas foram pouquíssimas.
A teoria da médica estava certa. Começou mais tarde mas quando interiorizou, conseguiu ter um controlo sobre o próprio corpo que provavelmente mais cedo não teria. Desde essa primeira semana que reside uma muda de roupa na escola e que nunca mais foi usada.
Às vezes, mais vale esperar.
(*) A acrescer o facto de, segundo a médica, as crianças com refluxo, poderem ter uma incontinência ligeira até mais tarde e que podiamos estar a pressioná-la a fazer algo que não estava debaixo do total controlo dela.