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27 dezembro 2019
Simplicidade
Estávamos a minutos de receber alguma da nossa família na Consoada e a tranquilidade era a do vídeo. É acerca disto que acredito cada vez mais no Natal. Espera tranquila e relembrar o Senhor Jesus à mesa.
Se em tempos idos, a confusão e o número de prendas eram o ponto alto e confuso da noite, hoje já não temos nada disso. Jantamos e debruçamo-nos na Palavra de Deus, oramos e cantamos. Depois, trocamos lembranças que demoram, no máximo, 5 minutos a abrir, fazendo cada vez mais sentido que o natal é acerca da partilha do amor de Jesus neste dia e o resto do ano.
Foi um bom Natal!
25 dezembro 2019
24 dezembro 2019
Diz que neva em Nova Iorque.
Este ano realizei um sonho que nunca imaginei ser possível, nem nos meus melhores dias: levar os meus filhos a Nova Iorque. Foram cinco dias inesquecíveis que superaram também as minhas melhores expectativas. Estava calor e o cenário não era como o que eu tinha visto anteriormente: neve e luzes de Natal. Quem nunca viu o Home Alone e não se imagina em Nova Iorque, em pleno Central Park, de luvas e de gorro? Parece que há sítios do mundo onde é mais fácil e mais encantador viver esta época. Damos connosco a sonhar a passear pelas nossas ruas preferidas, sem destino, simplesmente a estar.
Mas o Natal não é acerca de glamour, de luzes a piscar, de tradições, por si só. Embora não as desprezemos e as vivamos com alegria, elas nunca devem ser vividas se não apontarem para o doce mais saboroso de todos: o nascimento do nosso Senhor. Não foi uma noite com neve (tudo indica que era tudo menos Dezembro), nem com fartura, embora houvesse uma enorme festa que poucos tiveram o prazer de assistir - imaginam um coro de anjos a cantar: "Glória a Deus nas maiores alturas"? Uau, que espectáculo único! As luzes fazem sentido se imaginarmos os anjos no palco do céu, juntos a várias vozes a anunciar uma mensagem tão aguardada por tantos anos. A festa ganha um novo tom se também cantarmos, a alta voz, que o Messias já chegou. A mesa ganha todo o propósito se for acerca da partilha do amor de Deus por nós, que se estende até ao próximo.
O Natal é sempre e só acerca da mensagem da cruz. Do Rei que chegou para reinar eternamente, com justiça e amor, e que escolheu chegar mansamente na forma de um pequenino bebé. Ah, o Natal!
22 dezembro 2019
Quarto domingo do Advento
Pois disse eu: A tua benignidade será edificada para sempre; tu confirmarás a tua fidelidade até nos céus, dizendo:
Fiz uma aliança com o meu escolhido, e jurei ao meu servo Davi, dizendo:
A tua semente estabelecerei para sempre, e edificarei o teu trono de geração em geração.
E os céus louvarão as tuas maravilhas, ó Senhor, a tua fidelidade também na congregação dos santos.
Pois quem no céu se pode igualar ao Senhor? Quem entre os filhos dos poderosos pode ser semelhante ao Senhor?
Deus é muito formidável na assembléia dos santos, e para ser reverenciado por todos os que o cercam.
Ó Senhor Deus dos Exércitos, quem é poderoso como tu, Senhor, com a tua fidelidade ao redor de ti?
Tu dominas o ímpeto do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as fazes aquietar.
Tu quebraste a Raabe como se fora ferida de morte; espalhaste os teus inimigos com o teu braço forte.
Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste.
O norte e o sul tu os criaste; Tabor e Hermom jubilam em teu nome.
Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e alta está a tua destra.
Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade irão adiante do teu rosto.
Bem-aventurado o povo que conhece o som alegre; andará, ó Senhor, na luz da tua face.
Em teu nome se alegrará todo o dia, e na tua justiça se exaltará.
Pois tu és a glória da sua força; e no teu favor será exaltado o nosso poder.
Porque o Senhor é a nossa defesa, e o Santo de Israel o nosso Rei."
Salmos 89:1-18
18 dezembro 2019
Como não celebrar o Natal?
Quando comecei a escrever as meditações para a caminhada para o Natal deste ano (disponíveis aqui) o calor ainda abundava no Mississippi e o regresso a Portugal ainda me parecia muito distante. Enquanto escrevia, tentava ter em mente de que quando estas meditações estivessem a ser lidas, já estaríamos de regresso ao nosso lar, mas confesso que isso me foi difícil - a minha cabeça estava longe de voltar.
Durante muito tempo nesta ausência, eu sentia as saudades, sentia o estar longe, mas como dizer isto sem parecer fria? Não sentia mesmo pena de não estar. Recebia fotos de coisas que aconteciam, que me alegravam, mas nada em mim estremecia com pena. Sentia que era naquele calor que eu tinha de permanecer, que era na experiência da solidão e do desconhecido que Deus iria trabalhar em mim. Tive saudades das pessoas, dos lugares, do mar. Mas não tinha saudades da minha casa, embora me tivessem dado tanto jeito todos os utensílios que não tinha lá. As saudades que surgiram em as normais, mas nunca ao ponto de me distrair da beleza dos dias. Hoje vejo que todos estes sentimentos foram plantados por Deus no meu íntimo, para assim trabalhar melhor em mim com propósito, a cada dia. E agradeço-lhe por isso.
A caminhada de regresso a Portugal, vejo hoje, foi feita de uma caminhada de afastamento dele. Tal como o Natal na verdade precisa de ser. Necessitamos estar muito afastados de Deus para termos de nos aproximar. Um dia, o seu filho veio ao mundo, para que eu não estivesse mais perdida. Por causa da sua vinda até mim, hoje tenho esperança e um lar.
Caminhamos para o Natal, lembrando que é no sentido de Belém que precisamos dirigir-nos, tal como fizeram Maria e José. Eles foram e assim nós devemos ir também. Mesmo que esteja desagradável, mesmo que não haja aparentemente lugar para nós como não houve para Maria, mesmo que ninguém repare que algo de extraordinário pode acontecer nos sítios mais humildes.
Com esta ideia presente, regresso a Portugal sabendo que é o sítio certo a que tenho de voltar. Reconhecendo que a minha insignificância é tudo o que Deus precisa para a transformar em glória para o seu Reino. Tudo no seu tempo, apenas e só para o agradar. Não foi isso que o Senhor Jesus fez toda a vida?
Chegar a casa e ter na caixa de correio os postais dos que sabem que, algures neste mês, também receberão um postal dos Cavacos. É bom estar de volta.
02 dezembro 2019
25 dezembro 2018
Dia de Natal
Hoje foi o dia de voltar a lembrar o nascimento do nosso Salvador. Pela manhã, quando celebrávamos juntos em família na Igreja da Lapa, olhei em redor e observei a forma como orávamos uns pelos outros, confirmei uma das coisas que Jesus veio fazer quando se tornou homem e habitou entre nós: ensinar o que é o amor. Amar é difícil, dá trabalho, é uma escolha e um mandamento. Só podemos amar porque alguém nos amou primeiro. De forma perfeita.
"Nós amamos porque ele nos amou primeiro." - 1 João 4:19
24 dezembro 2018
Advento, dia 24
Hoje, relembro o bebé a dormir debaixo das estrelas que ele próprio criou, e relembro também o dia em que fui adoptada como filha de Deus, pela graça. Agradeço o Espírito Santo que habita em mim e vivo este dia com outros, a quem quero amar como a mim mesma, num acto de obediência Deus Pai.
Seja com bacalhau, perú, rabanadas ou filhoses, a alegria deste dia só existe porque me foi dada uma alegria maior, que eu tenho o ano inteiro. Aguardo ansiosamente o dia mais alegre de todos, aquele em que vou conhecer o meu Salvador. Ansiosamente!
"Por isso, também Deus o exaltou soberanamente,
e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus,
Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus,
e na terra, e debaixo da terra,
E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor,
E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor,
para glória de Deus Pai."
Filipenses 2:9-11
Filipenses 2:9-11
23 dezembro 2018
Advento, dias 22 e 23
"Não tenhas medo!" - esta frase que o anjo disse a Maria, é uma frase repetida ao longo de toda a Bíblia, em inúmeras situações. Lembro-me de Josué, lembro-me de Zacarias, dos pastores em Belém.
O medo é um estado de alerta que previne que nos defendamos em situações de perigo. Também pode ser o receio de algo que está para a acontecer (e nem sempre ser uma ameaça real), pode ser um estado de ansiedade que se descontrola, pode ser um sentimento de culpa prolongado no tempo, o medo de morrer. Acho que já experimentei todos estes tipos de medo.
A Bíblia diz que Jesus veio e que venceu a morte. Com ele, temos vida, e uma libertação que nos deve livrar de todo o tipo de ansiedades, receios, medos. Isso, medos! Se a morte representar o pior medo de todos - sendo aquele que mais aterrador e desesperançoso pode ser, e esse medo tiver sido vencido com Cristo Jesus, então não há razão nenhuma para ter outros medos.
"Não to mandei eu? Sê forte e corajoso;
não temas, nem te espantes;
porque o Senhor teu Deus é contigo,
por onde quer que andares."
- Josué 1:9 -
não temas, nem te espantes;
porque o Senhor teu Deus é contigo,
por onde quer que andares."
- Josué 1:9 -
Não tenhas medo. Não tenhas medo. Não tenhas medo.
21 dezembro 2018
Advento, dia 21
Chegou o dia de Jesus nascer. Um parto. Nos braços destes jovens pais, o filho de Deus, um bebé completamente dependente e frágil. Juntos, Maria e José cuidaram deste bebé, enrolaram-no em panos para o aquecer e deram-lhe o nome de Jesus, tal como tinham sido instruídos.
A encarnação do Salvador do mundo poderia ter acontecido de muitas formas. Mas Deus, no seu plano maravilhoso e misterioso, escolheu que fosse assim. Ele escolheu este casal, numa noite longe de casa, para trazer ao mundo este bebé. Este menino, segundo as palavras do anjo, seria o herdeiro do trono de David. Ele seria o Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. O governo estaria sobre os seus ombros (Isaías 9:2-7).
Mas não havia nada particularmente complexo ou real nesse momento no estábulo Não havia megafones nas ruas a anunciar o nascimento do rei. À primeira vista, este era apenas e só mais um nascimento a acontecer, com rigorosamente nada de extraordinário. Mas este nascimento foi tudo menos banal. Fazia parte do plano de Deus desde o início.
Em Belém, nasceu uma criança. Um filho nos foi dado. Foi o momento mais significativo da história do mundo.
Porque um menino nos nasceu,
um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros,
e se chamará o seu nome:
Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Do aumento deste principado e da paz não haverá fim,
Do aumento deste principado e da paz não haverá fim,
sobre o trono de Davi e no seu reino,
para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça,
desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.
Isaías 9:6,7
Isaías 9:6,7
Porque
um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os
seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus
Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.
Isaías 9:6,7
Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.
Isaías 9:6,7
20 dezembro 2018
Advento, dia 20.
A história de Maria intriga-me sempre. Imagino uma jovem com boa reputação, prestes a casar com um jovem carpinteiro, com uma vida estável pela frente. Num dia como qualquer outro, apareceu-lhe um anjo. Um anjo? Isso: "Não tenhas medo, Maria, porque achaste graça diante de Deus" (Lucas 1:30). O anjo, então, informou-a do que aconteceria a seguir: ela iria ter um filho. Ela deveria dar-lhe o nome de Jesus e ele seria o rei prometido. Naturalmente, Maria, não sendo ainda casada, questionou: "Com acontecerá isso, se sou virgem?" Maria temia o que podia ouvir, a sua reputação estava prestes a ser manchada. Em tempos que a identidade de uma jovem e o seu futuro na sociedade dependiam de valores altos como a virgindade, resta-nos imaginar o espanto e a confusão de Maria, ao saber que Deus escolhia um caminho tão pouco popular para trazer o Messias ao mundo.
Muitas vezes, Deus mexe com os padrões pelos quais somos avaliados pelos outros para fazer o seu trabalho. A sociedade poderia difamar Maria, poderia evitá-la, poderia discriminá-la. Nada disso mudava o facto de Deus a achar altamente favorecida. É assim que Deus faz connosco também: pessoas favorecidas por meios não tão tradicionais.
Maria guardou para o Senhor Deus as suas questões, e escolheu confiar sem mais respostas. A reserva e a sabedoria de Maria inspiram-me. Comovem-me. Quando duvido da minha capacidade de confiar em Deus, lembro-me de Maria. Confiar em Deus implica relembrar a sua fidelidade ao longo de todas as gerações, redefinindo o que é bom, aos seus olhos.
Com o tempo, ao ver o Senhor Deus a trabalhar, a confusão e a reserva de Maria transformaram-se em adoração: “pois o poderoso fez grandes coisas por mim e santo é o seu nome”(Lucas 1:49). A minha oração é que o meu louvor esteja sempre pronto, em todos os momentos em que estou confusa. O seu nome é santo, e grandes coisas o Senhor Deus tem feito por mim. Amém.
Muitas vezes, Deus mexe com os padrões pelos quais somos avaliados pelos outros para fazer o seu trabalho. A sociedade poderia difamar Maria, poderia evitá-la, poderia discriminá-la. Nada disso mudava o facto de Deus a achar altamente favorecida. É assim que Deus faz connosco também: pessoas favorecidas por meios não tão tradicionais.
Como acontecerá isso, se sou virgem"
Lucas 1:3Ela temia a resposta que estava prestes a ouvir. Seu Filho seria ótimo, mas aos olhos do mundo, ela não seria mais.
"Maria, porém, guardava todas estas coisas e sobre eles reflectia em seu coração." - Lucas 2:19Lucas 1:3Ela temia a resposta que estava prestes a ouvir. Seu Filho seria ótimo, mas aos olhos do mundo, ela não seria mais.
Maria guardou para o Senhor Deus as suas questões, e escolheu confiar sem mais respostas. A reserva e a sabedoria de Maria inspiram-me. Comovem-me. Quando duvido da minha capacidade de confiar em Deus, lembro-me de Maria. Confiar em Deus implica relembrar a sua fidelidade ao longo de todas as gerações, redefinindo o que é bom, aos seus olhos.
Com o tempo, ao ver o Senhor Deus a trabalhar, a confusão e a reserva de Maria transformaram-se em adoração: “pois o poderoso fez grandes coisas por mim e santo é o seu nome”(Lucas 1:49). A minha oração é que o meu louvor esteja sempre pronto, em todos os momentos em que estou confusa. O seu nome é santo, e grandes coisas o Senhor Deus tem feito por mim. Amém.
19 dezembro 2018
Advento, dia 19
David é descrito na Bíblia como "um homem segundo o coração de Deus". David é descrito assim porque se comportava como um servo que desejava e amava fazer a vontade de Deus.
David servia a Deus e queria, acima de tudo, agradar-lhe. Não o fazia para agradar aos homens. David também cumpria o que lhe pediam e fazia-o com sabedoria e prudência, e agia de modo tão excelente, que conquistou a simpatia de todos os que com ele estavam e serviam (1 Samuel 18.5).
David era, também, um guerreiro. A sua missão diante de Deus era guerrear para livrar o “povo de Deus” dos seus inimigos (2 Samuel 3.18). Dessa forma, ele estava consciente da sua missão: servir a Deus.
Isso não significa que David tenha tido uma vida perfeita - pelo contrário, cometeu erros enormes, mas o seu coração estava disposto a assumir os erros cometidos e a arrepender-se deles.
Contudo, temos Jesus: melhor que David.
David foi ungido de Deus e escolhido para ser um rei de Israel.
Jesus é o Messias prometido e reinará para todo o sempre, em todo o Universo.
David era imperfeito e pecador, ainda que temente a Deus.
Jesus nunca pecou e é perfeito. Digno de todo o louvor e adoração.
David cumpriu grandes coisas, com a ajuda de Deus e era um exemplo a ser seguido.
Jesus fez coisas grandiosas e sempre tudo bem, e e/é o nosso exemplo maior a seguir.
David julgou o povo israelita.
Jesus julgará todo o mundo.
Importa sempre ler a Bíblia com o foco em Jesus. Não há gigante que David não tenha derrotado, Salmo que não tenha composto, oração que não tenha feito, que não tivesse o seu eco final no bebé que viria a nascer mais tarde. O bebé que hoje merece todo o nosso louvor, mal chega o Natal.
- A foto acima é com o grupo com quem estive a estudar na Escola Bíblica de férias de Natal 2018, na Igreja da Lapa-
David servia a Deus e queria, acima de tudo, agradar-lhe. Não o fazia para agradar aos homens. David também cumpria o que lhe pediam e fazia-o com sabedoria e prudência, e agia de modo tão excelente, que conquistou a simpatia de todos os que com ele estavam e serviam (1 Samuel 18.5).
David era, também, um guerreiro. A sua missão diante de Deus era guerrear para livrar o “povo de Deus” dos seus inimigos (2 Samuel 3.18). Dessa forma, ele estava consciente da sua missão: servir a Deus.
Isso não significa que David tenha tido uma vida perfeita - pelo contrário, cometeu erros enormes, mas o seu coração estava disposto a assumir os erros cometidos e a arrepender-se deles.
Contudo, temos Jesus: melhor que David.
David foi ungido de Deus e escolhido para ser um rei de Israel.
Jesus é o Messias prometido e reinará para todo o sempre, em todo o Universo.
David era imperfeito e pecador, ainda que temente a Deus.
Jesus nunca pecou e é perfeito. Digno de todo o louvor e adoração.
David cumpriu grandes coisas, com a ajuda de Deus e era um exemplo a ser seguido.
Jesus fez coisas grandiosas e sempre tudo bem, e e/é o nosso exemplo maior a seguir.
David julgou o povo israelita.
Jesus julgará todo o mundo.
Importa sempre ler a Bíblia com o foco em Jesus. Não há gigante que David não tenha derrotado, Salmo que não tenha composto, oração que não tenha feito, que não tivesse o seu eco final no bebé que viria a nascer mais tarde. O bebé que hoje merece todo o nosso louvor, mal chega o Natal.
- A foto acima é com o grupo com quem estive a estudar na Escola Bíblica de férias de Natal 2018, na Igreja da Lapa-
18 dezembro 2018
Advento, dia 18
Se tivéssemos de resumir a vida de Moisés, poderíamos dizer: mediador de conflitos. Basta imaginar que grande parte da sua vida foi ser o constante portador da mensagem de Deus ao povo. Moisés não só representava Deus para o povo, mas também se encontrava na posição desconfortável de dar a cara pelo povo de Israel, ao seu Deus.
Moisés amava a Deus e amava o povo. E esta é uma característica fundamental de um bom mediador: alguém que ama as duas partes e que deseja que as partes se amem também.
Moisés queria que Deus perdoasse a enormidade dos pecados de Israel. Ele queria que Deus fosse com Israel para onde eles iam e que Israel fosse para onde Deus ia. Moisés deu a sua vida para lembrar a Deus e a Israel o quanto eles se amavam.
Hoje, temos um melhor Moisés.
Moisés abdicou do lugar na casa do Faraó e juntou-se ao povo judeu.
Jesus abdicou do seu lugar, tomou a forma de servo, e fez-se homem.
Moisés libertou o povo judeu da escravidão.
Jesus libertou judeus e gentios da escravidão do pecado.
Moisés recebeu a lei e deu-a ao povo.
Jesus recebeu a lei de Deus e escreveu-a no coração dos que chamou.
Com Moisés a aliança com Deus era feita através da lei.
Com Jesus, a aliança faz-se pela fé.
Hoje podemos agradecer a Deus por enviar Jesus como um verdadeiro e melhor mediador que, como Moisés e outros sacerdotes do Antigo Testamento, é o nosso meio de ligação ao Pai, para todo o sempre. Com a sua vinda, morte e ressurreição temos vida. E vida para sempre!
"Porque há um só Deus,
e um só mediador entre Deus e os homens,
Jesus Cristo, homem."
- 1 Timóteo 2:5 -
- 1 Timóteo 2:5 -
Dia nº 2 da Escola Bíblica de férias da Igreja da Lapa
17 dezembro 2018
Advento, dia 17
Em plena Escola Bíblica de férias da Igreja da Lapa, reciclo parte do material que estamos a estudar com as crianças e partilho convosco, nesta caminhada comum do Advento.
"O qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo..."
- 1 Pedro 1:20 -
É difícil imaginar o tempo " ainda antes da fundação do mundo", mas de facto, a Bíblia conta que houve um tempo antes da existência da Terra. E apesar de estarmos familiarizados com o: “No princípio criou Deus…” (Génesis 1:1), também não é coisa simples conceber a ideia que, com apenas a sua palavra, Deus criou tudo a partir do nada.
"No início era o verbo." - a palavra
João 1:1
A Palavra era Jesus - Ele era Deus e estava com Deus desde o início. Jesus nunca foi um plano B. Toda a Bíblia aponta constantemente para Jesus. Cada simples palavra.
Vivemos no tempo em que podemos ler toda a história descrita no Velho Testamento, a forma como a imperfeição, os desastres, a incredulidade dominaram, desde o Éden, o coração dos homens; ao mesmo tempo existimos hoje enquanto Igreja do Senhor Jesus, sabendo que todas as promessas foram cumpridas com Cristo. Não existe mundo perfeito sem a vinda de Jesus.
Desde Adão, vemos as semelhanças, e também as diferenças que tornam Cristo o nosso modelo perfeito e a quem devemos seguir.
Adão foi criado à imagem e semelhança e Deus. Ele vivia num jardim perfeito.
Jesus encarnou num corpo e é o próprio Deus. Veio a este mundo caído.
Adão foi tentado no jardim e escolheu desobedecer.
Jesus foi tentado no deserto e escolheu obedecer ao Pai.
Adão trouxe a morte a este mundo.
Jesus veio trazer vida, através da sua própria morte e ressurreição.
Jesus é o verdadeiro e melhor Adão - aquele cuja obediência trouxe perdão e vida onde a desobediência tinha trazido condenação e morte. Nesta caminhada para o Natal, precisamos olhar para todas as promessas de anos longos e duros em que o povo esperava por uma redenção. O resgate que hoje temos como certo.
16 dezembro 2018
Advento, dia 16
Fui mãe de 4 filhos em 6 anos. Podem - tentar - imaginar o ruído da minha casa, ao longo destes últimos 14 anos. Apesar de ter crescido numa família numerosa, o ruído é algo que interfere muito no meu sistema nervoso, especialmente nas alturas de maior cansaço. Não foi só no passado, ainda hoje acontece, nas alturas de maior agitação, cair em pensamentos de desesperança. Que mãe, no final do dia, com todos na cama - ainda que por pouco tempo - não deu consigo a pensar: Finalmente paz!
Infelizmente, ter paz interior não se resume a silêncio ou a um ambiente mais tranquilo. Essa é uma versão de paz que eu posso controlar e alcançar no imediato, mas muito breve e exterior. É muito fácil achar que ter comportamentos controlados, casa arrumada, tudo tratado traz paz a esta vida. Mas não traz.
Felizmente, tenho a Palavra de Deus para me ajudar neste assunto. Em Tiago lemos:
"Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz (3:18)".
Esta ideia é tão bonita: semear a paz! Quanto mais leio acerca da paz, vejo que é algo que não sou eu que faço, é algo que Cristo semeia e dá.
Hoje, em tempos que tudo se faz a ritmos alucinantes e que há tanto para fazer, em que desespero para alcançar breves momentos de tranquilidade, preciso correr para Cristo e lembrar-me das suas palavras: " A minha paz vos dou".
A sua paz me dá. A paz que só Ele pode dar.
15 dezembro 2018
Advento, dia 15
De todas as promessas que leio na Bíblia, a promessa de que tudo será restaurado é talvez a que mais me maravilha e também a que tenho mais dificuldade em entender. Só conheço este mundo de agora, que tanto me parece lindíssimo, como cheio de fragilidades. Como será um mundo completamente novo e sem doenças ou devastação? Sem dor, sem morte, sem perdas?
A ideia deixa-me deslumbrada, mas a minha imaginação não chega lá. Parece-me mais um sonho por concretizar do que uma realidade futura. Mas sempre que caio nestes momentos, em que fico tonta com a ideia de eternidade, em que não consigo ver como será a perfeição, recordo a minha pequenez perante a grandiosidade do que me é descrito na Bíblia, e recolho-me ao meu lugar: de pessoa limitada e imperfeita.
Quando me detenho na ideia de um futuro que me parece tão distante, penso em todas as coisas que já foram restauradas na minha própria vida e no que é o processo de santificação. Quando reconheço isto em mim e nos que me rodeiam, a minha esperança aumenta acerca do futuro. Pode haver restauração para outros já, e podemos fazer parte desse trabalho.
Pedro, acerca deste assunto, escreveu assim:
"Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;
no qual os céus passarão com grande estrondo,
e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra,
e as obras que nela há, se queimarão.
Havendo, pois, de perecer todas estas coisas,
que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade,
Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus,
em que os céus, em fogo se desfarão,
e os elementos, ardendo, se fundirão?" 2 Pedro 3:10-12
no qual os céus passarão com grande estrondo,
e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra,
e as obras que nela há, se queimarão.
Havendo, pois, de perecer todas estas coisas,
que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade,
Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus,
em que os céus, em fogo se desfarão,
e os elementos, ardendo, se fundirão?" 2 Pedro 3:10-12
Se Deus me pôde restaurar a mim, e continua a restaurar-me diariamente, não há limites para o que ainda vai fazer noutros. Hoje, quando leio sobre a nova criação, tento mudar a minha ideia do que não consigo imaginar, mas a certeza de que Deus pode restaurar o que ele entender, quando entender.
Então, se hoje eu duvido se este mundo tem uma cura, ou se há relacionamentos que podem ser reconciliados, ou doenças que podem desaparecer, olho para as verdades das Escrituras, lembro o que Deus já fez em mim e a promessa: "Eis que faço novas todas as coisas." - Apocalipse 21:5
Não foi para isso mesmo que Jesus veio um dia?
Não foi para isso mesmo que Jesus veio um dia?
14 dezembro 2018
Advento, dia 14
É muito fácil perceber que tantas vezes sou mais influenciada por outras pessoas do que por Jesus. Dou comigo no Instagram, ou no Pinterest a ver ideias perfeitas, vidas perfeitas, e inúmeras confirmações do quanto a minha vida é imperfeita. É muito perigoso, porque me traz sentimentos de desejo por coisas que me afastam do melhor exemplo de todos, Jesus Cristo.
Não posso dizer que seja errado navegar pelas redes sociais, nem o desejar fazer coisas bonitas que tiro do Pinterest (e que tanto jeito dão para trabalhos com os miúdos ou ideias de organização). Simplesmente, o desejo por esta beleza que me é vendida e que posso desejar, será sempre um desejo pouco satisfeito ou completo se não o for feito ao abrigo do Deus que inventou toda esta beleza.
Em Sofonias lemos sobre uma chamada ao arrependimento para o povo de Deus, que estava atraído por ídolos vizinhos. A passagem fala acerca de Israel, mas dá mais ênfase ao julgamento iminente destes vizinhos.
"Congregai-vos, sim, congregai-vos, ó nação não desejável;
Antes que o decreto produza o seu efeito,
Antes que o decreto produza o seu efeito,
e o dia passe como a pragana;
antes que venha sobre vós o furor da ira do Senhor,
antes que venha sobre vós o dia da ira do Senhor."
Sofonias 2:1,2
Sofonias 2:1,2
A atracção pelos ídolos levou Israel à beira da destruição. Os meus ídolos de hoje não são feitos de ouro, mas mostram-me como sou facilmente atraída pelo material. É fácil querer mais, desejar mais.
Deus escolheu o povo de Israel para si, para sua glória. Mas o povo afastou-se dele e aproximou-se dos ídolos pagãos. Da mesma forma, Deus escolheu-me para si. Estou muito agradecida por isso e por ler estas passagens bíblicas que me recordam que o meu coração deve estar focado na beleza do meu Senhor e não na beleza deste mundo, por si só. A beleza deste mundo só deve ser apreciada com o seu Criador sempre em vista. Fui criada para adorar, a começar por este bebé que nasceu há 2000 anos em Belém. Ele merece tudo o que tenho para dar.
Advento, dia 13
Quem tem filhos, sabe que há uma fase quando eles são bem pequeninos, que quando têm vergonha tendem a tapar a cara, como se o facto de eles próprios deixarem de ver, fizesse com que os outros os deixassem de ver também (acho essa fase o máximo).
Com Deus, comportamo-nos muitas vezes assim. Sempre que o nosso pecado é exposto, tal como Adão e Eva no jardim, queremos deixar de ser vistos. Mas como lemos na Bíblia, Deus está sempre a observar-nos, e não só sabe onde estamos como o que vai no nosso coração. Não podemos esconder nada dele.
Um dia, todos nós daremos conta do que fizemos (Romanos 14:12), mas já não haverá lugar a arrependimentos ou justificações - Deus já conhece todas as coisas (Salmo 139). Em vez de nos escondermos, estas verdades que hoje conhecemos devem levar-nos a constante confissão, arrependimento e adoração.
As boas notícias é que, apesar de o julgamento estar para breve, é a bondade que nos leva ao arrependimento (Romanos 2:4). Através da sua enorme misericórdia, somos procurados para nos tornarmos conhecidos, mesmo quando só queremos permanecer escondidos (Romanos 1:20). Mas quando nos voltamos para Deus e oramos para receber a sua misericórdia, reconhecemos, como Paulo, que a nossa justiça está completamente nas mãos do Senhor:
Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.
Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.
Romanos 9:15,16
Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.
Romanos 9:15,16
"Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer,
e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.
Assim, pois, isto não depende do que quer,
nem do que corre, mas de Deus, que se compadece."
Romanos 9:15,16
Romanos 9:15,16
A redenção não depende da nossa vontade ou do nosso esforço, mas do nosso bondoso e misericordioso Deus. O Senhor Deus está presente, e trabalha de muitas maneiras e em muitos lugares. Mas podemos facilmente prescindir dele, no meio das nossas distracções e afazeres. Podemos tentar escondernos, mas mesmo assim, a Bíblia diz que ele nos persegue - fazendo o seu trabalho por todo o mundo e dentro dos nossos corações - para nos trazer de volta para onde pertencemos: à sua presença. Embora estivéssemos longe e perdidos, o sangue de Jesus nos trouxe de volta (Efésios 2:13).
Fomos feitos para ser encontrados. Precisamos colocar-nos dispostos a querer ser achados. Precisamos ouvir, prestar atenção. Precisamos contar as bênçãos, aproximarmo-nos em gratidão, e ir ao seu encontro. À melhor presença de todas.
"Buscar-me-eis, e me achareis,
quando me buscardes de todo o vosso coração.
E serei achado de vós, diz o Senhor,
e farei voltar os vossos cativos,
e congregarvos-ei de todas as nações,
e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor; e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei. "
Jeremias 29:13,14
12 dezembro 2018
Advento, dia 12
Caminho a passos largos para o Natal de 2018 com uma noção de amor um bocadinho mais aprofundada. Em Setembro propus-me, com as minhas amigas-irmãs da Igreja da Lapa, a estudar as três cartas de João. Apercebi-me que conhecia melhor o Evangelho do que as cartas, e que o segundo maior mandamento de todos (amar o outro como a mim mesma) ainda é um processo bastante lento em mim.
Cresci com um equívoco que me trouxe anos de sarilhos: "Deus é amor mas também é justo". Como se estes conceitos vivessem em oposição. Embora eu soubesse, em teoria, que o carácter de Deus é perfeito e que nenhum atributo entra em conflito com outro, habituei-me a viver com a enorme dificuldade de ser julgada, confrontada - era como se não me sentisse amada nesses momentos. Não percebia eu que quando Deus - ou alguém - me corrigia, o amor não se suspendia, pelo contrário: demonstrava-se de outra forma.
Tinha, também, alguma dificuldade em situar - entre o amor e a justiça - a graça e misericórdia de Deus no meu relacionamento com os outros. Percebi isso ainda melhor quando comecei a ter filhos: não sabia como aplicar a justiça. Era como se ser justa fosse incompatível com ser graciosa, ou como se ser graciosa significasse ser negligente. Aprendi que a justiça deve existir sempre, não fechando os olhos ao pecado, mas abordando-o. A graça entra na forma de aplicar a justiça. Sempre que estas coisas ficam mais complicadas, recorro aos exemplos da Bíblia. Lembro das ocasiões no deserto em que Deus abordou o pecado e perdoou sem mais consequências, e as outras em que Deus puniu severamente.
Nesta caminhada do Natal, preciso lembrar do enorme sacrifício que foi feito no meu lugar e a grande dádiva que isso trouxe. Não só para mim, mas para todos os que acreditam. Quando me sinto perdoada e amada com tão grande amor, tenho um dever: escolher amar sem excepção.
11 dezembro 2018
Advento, dia 11
As pessoas daquele tempo tinham crescido com as histórias acerca da vinda do Messias. Jesus cresceu como uma simples criança e diz na Bíblia que não tinha nada de apelativo na sua aparência (Isaías 53: 1–3). Ninguém iria imaginar, olhando para ele, que seria aquele rapaz a vir cumprir todas estas promessas. Jesus foi traído, preso, julgado e condenado à morte como um criminoso. Jesus não foi vítima dos homens: ele veio cumprir a vontade do seu Pai.Ninguém lhe tirou a vida, ele deu-a de livre vontade. Com esta vida, temos vitória sobre a morte.
Jesus é o descendente de Eva que veio para esmagar a cabeça da serpente (Génesis 3:15). Ele é o carneiro de Isaac, a provisão de um substituto perfeitamente cronometrado por Deus (Génesis 22:13). Ele é o herdeiro da linhagem de Abraão - nascido miraculosamente e que traz riso a todos nós (Génesis 22:18).
Jesus representa-nos em todas as nossas fraquezas e nele encontramos o modelo perfeito de como enfrentá-las. Jesus é o novo José, o irmão esquecido, desprezado numa terra estrangeira (Génesis 42: 8).
Ele é o novo Moisés, enviado por Deus para nos libertar da terra da nossa escravidão para a nossa herança prometida (Êxodo 3: 7–10).
Ele não vem para nos entregar a lei (Êxodo 34:29), ele vem para cumpri-la, no nosso lugar, de forma perfeita (Mateus 5:17).
Ele é o juiz perfeito. Ele faz o que nenhum outro juiz é capaz de fazer - ele pega nos nossos corações de pedra e dá-nos corações de carne (Ezequiel 11:19).
Ele traz esperança onde só existe desespero. Traz cura ao que está quebrado. Transforma a tristeza em alegria. Dá vida onde só existia morte.
Imaginar que isto tudo começou com um simples nascimento. Um simples bebé.
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