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27 dezembro 2019
Simplicidade
Estávamos a minutos de receber alguma da nossa família na Consoada e a tranquilidade era a do vídeo. É acerca disto que acredito cada vez mais no Natal. Espera tranquila e relembrar o Senhor Jesus à mesa.
Se em tempos idos, a confusão e o número de prendas eram o ponto alto e confuso da noite, hoje já não temos nada disso. Jantamos e debruçamo-nos na Palavra de Deus, oramos e cantamos. Depois, trocamos lembranças que demoram, no máximo, 5 minutos a abrir, fazendo cada vez mais sentido que o natal é acerca da partilha do amor de Jesus neste dia e o resto do ano.
Foi um bom Natal!
25 dezembro 2019
17 dezembro 2019
12 dezembro 2019
Chegámos
De regresso a casa. Muito amor e emoção. Um frigorífico carregado de comida caseira (obrigada mãe, Selma, Rita, Mariana e Isabela) e voltar a dormir numa cama, a nossa cama.
Sabemos que estamos em casa quando, no Pingo Doce, a D. Teresa nos vê, e diz:
"Há tanto tempo que não a via, está tudo bem com os meninos?".
E comer caldo verde ao pequeno almoço? Uma delícia.
13 março 2019
12 anos
Fez ontem 12 anos que nos mudámos para esta casa.
Este prédio tem 40 anos. As janelas de madeira de origem não mentem e o estore do nosso quarto que encravou há uns dias também não. Estava a pensar nas coisas boas de poder ter um lar (e também no trabalho de o manter).
Gosto da contenção inerente a este apartamento ( vivi anos suficientes em casa própria para saber que eu sou uma pessoa de apartamentos). Gosto de saber onde está quem (esta parte só percebe mesmo quem viveu em casas espaçosas). Gosto da obrigatoriedade do convívio mesmo quando não apetece (na altura nem sempre gosto, mas sei que isso nos obriga a saber estar em qualquer estado de humor). Gosto de estarem todos à distância de um grito (a não ser quando há música, mas pronto). Gosto da vizinhança (são uns santos!). Gosto de poder ter um sítio onde acolher amigos. Gosto desta mistura da mobília da minha avó com tantas outras coisas.
Sonho, muitas vezes, com a possibilidade de ter um quarto de hóspedes (e ao mesmo tempo biblioteca-quarto de estudo). Mas peço a Deus que, independentemente do que tem para nós, nos faça uma família contente com o que tem e a transmitir essa simplicidade e gratidão a outros.
É mais do que merecemos.
Este prédio tem 40 anos. As janelas de madeira de origem não mentem e o estore do nosso quarto que encravou há uns dias também não. Estava a pensar nas coisas boas de poder ter um lar (e também no trabalho de o manter).
Gosto da contenção inerente a este apartamento ( vivi anos suficientes em casa própria para saber que eu sou uma pessoa de apartamentos). Gosto de saber onde está quem (esta parte só percebe mesmo quem viveu em casas espaçosas). Gosto da obrigatoriedade do convívio mesmo quando não apetece (na altura nem sempre gosto, mas sei que isso nos obriga a saber estar em qualquer estado de humor). Gosto de estarem todos à distância de um grito (a não ser quando há música, mas pronto). Gosto da vizinhança (são uns santos!). Gosto de poder ter um sítio onde acolher amigos. Gosto desta mistura da mobília da minha avó com tantas outras coisas.
Sonho, muitas vezes, com a possibilidade de ter um quarto de hóspedes (e ao mesmo tempo biblioteca-quarto de estudo). Mas peço a Deus que, independentemente do que tem para nós, nos faça uma família contente com o que tem e a transmitir essa simplicidade e gratidão a outros.
É mais do que merecemos.
05 novembro 2018
Ainda não eram 8.00
e a hora ainda não tinha mudado. O sol entrava timidamente pela sala, eu tentava organizar os meus pensamentos para o dia a começar, quando me lembrei da bondade de Deus e da minha obrigação de falar da sua fidelidade. Ali, na parede.
25 abril 2018
26 janeiro 2018
Primaveeeeraaa...
A minha irmã sabe que eu tenho uma paixão por tulipas. Estão no meu top 5 de flores.Gosto muito da primavera, é a minha estação do ano favorita. Deve ser porque não sofro de alergias, dirão alguns amigos. Pois pode ser. Mas gosto dos dias maiores, do sol que dispensa sobretudos, das cores que começam a brotar.
Este ano há muitos bebés doentes, e este inverno está muito esquisito. Já não há estações como antigamente, dirão os mais velhos. Pois não. Mas ainda assim, anseio por este chegar de tempo novo, ainda que incerto,por vírus enviados para nenhures e por piqueniques. As tulipas que a minha irmã me ofereceu dizem o mesmo.
08 janeiro 2018
Disponibilidade
As pessoas costumam comentar que agora que estão mais crescidos é bom, porque ajudam. Certo. Mas para irem ajudando, cada vez mais, precisamos estar continuamente a ensinar. E essa é a parte mais difícil na correria dos dias: paciência e tempo para explicar e um olhar tolerante com o resultado de quem ainda está a aprender. Ainda assim, mais vale uma cama mal feita por mãos pequenas do que uma cama eternamente arrumada pela mãe ou pelo pai.
E não me estou a dar como exemplo, estou num processo de aprendizagem também.
02 novembro 2017
!
O tempo existe para
nos lembrar que não somos omnipresentes. Que dizer "sim" implica muitas
das vezes ter de dizer "não". Somos limitados, não conseguimos fazer
tudo o que gostaríamos (e ainda bem!). Tudo o que está planeado, Deus
fará acontecer. Estarmos disponíveis para este plano não é
necessariamente estarmos sempre disponíveis para tudo. É esta, talvez, a
maior lição que tenho aprendido em 2017.
23 maio 2017
27 abril 2017
Saudade, Silêncio e Simplicidade.
Sou uma pessoa de datas. Ficam-me na cabeça e é difícil passar algumas datas sem me recordar o que a elas se ligam. Às vezes os números ficam-me a martelar na memória e demoro algum tempo a relacionar factos, mas chego lá. Outras vezes não resisto e digo-o em voz alta, mas na sua maioria sinto-me ridícula por ocupar a base de dados da minha cabeça com coisas que já lá vão, porque umas não são assim tão importantes como outras.
Abril será sempre um mês de saudade e serve para relembrar do que já lá vai e de como passa. A avó que tive até à idade adulta era uma pessoa não me convém esquecer, não apenas porque era minha avó e do meu sangue mas porque me relembra de simplicidade e silêncio. Simplicidade e silêncio, duas coisas tão raras e urgentes nestes dias. Silêncio. Simplicidade.
Simplicidade. Silêncio.
Ficam o aparador e os pratos, relembrando outros dias em Santos-o-Velho, com o som do eléctrico a passar, os cortinados a esvoaçar, a varanda minúscula, o mosaico hidráulico, os quartos interiores, a despensa escura.
Abril será sempre um mês de saudade e serve para relembrar do que já lá vai e de como passa. A avó que tive até à idade adulta era uma pessoa não me convém esquecer, não apenas porque era minha avó e do meu sangue mas porque me relembra de simplicidade e silêncio. Simplicidade e silêncio, duas coisas tão raras e urgentes nestes dias. Silêncio. Simplicidade.
Simplicidade. Silêncio.
Ficam o aparador e os pratos, relembrando outros dias em Santos-o-Velho, com o som do eléctrico a passar, os cortinados a esvoaçar, a varanda minúscula, o mosaico hidráulico, os quartos interiores, a despensa escura.
09 fevereiro 2017
Era uma vez dois feijões
Recordo-me do dia em que, na escola primária, fizemos experiências com os nossos feijões. Um ficava exposto ao sol, outro dentro do cacifo da professora (que tinha umas frinchas no cimo), outro no corredor. Todos eram regados da mesma forma e o objectivo era ver como se desenvolviam. Foi engraçado perceber como reagiam, consoante o meio onde estavam e a quantidade de água que recebiam.
Em Dezembro passado, os nossos rapazes também trouxeram dois feijões da escola, e ficaram de tratar deles, junto à janela da cozinha, para ver como se desenvolviam. A preocupação diária em os regarem era tanta, que acabaram por encharcá-los umas quantas vezes, em dias em que o sol não espreitou propriamente.
A dada altura colocámos uma estaca no feijoeiro que crescia a maior velocidade, e esperei pelo dia em que os deitaria no lixo, que já não se desenvolveriam mais. Mas eles continuaram e tive, até de trocar os pequenos recipientes de vidro e acrescentar mais terra. Estão, agora, com umas florinhas amorosas e simples, que comovem até corações descrentes como o meu, no que toca a plantas dentro de casa.
Recordo aquele versículo que nos lembra sobre a ansiedade que tantas vezes temos com o amanhã. Que se Deus cuida dos lírios do campo, que não trabalham, quanto mais não cuidará de nós?
08 março 2016
19 fevereiro 2016
Motivação extra
Já fazem as camas quando se vestem pela manhã, e nessa parte já não temos propriamente uma batalha. Mas quanto a coisas espalhadas pelo chão, secretária e companhia, a coisa não é assim tão simples, e se fossem gravadas as frases mais ditas por mim na azáfama matinal, uma delas seria com certeza: "Estou a ver coisas por arrumar!"
Na semana de Carnaval foram, como habitual nestes períodos, matar saudades das educadoras do jardim de infância, passar lá o dia. Tínhamos de sair pelas 9h da manhã, mas eram perto das 8h quando me levantei e o quarto estava assim:
Na semana de Carnaval foram, como habitual nestes períodos, matar saudades das educadoras do jardim de infância, passar lá o dia. Tínhamos de sair pelas 9h da manhã, mas eram perto das 8h quando me levantei e o quarto estava assim:
10 fevereiro 2016
08 janeiro 2016
Home is where your heart is.
Gosto muito do sítio. Gosto que esta casa seja já um bocadinho velha, gosto da tranquilidade, da varanda. Da entrada das traseiras para um passeio sem trânsito, da entrada da frente. Do comércio todo à distância de alguns passos. Dos vizinhos, que em 9 anos de aqui estarmos nunca se queixaram de nada, nem nunca nos causaram transtorno.
Mudava-lhe as portas, ou pintava-as de mais claro. E o chão também precisava de ser arranjado, mas ficava tal como ele é (madeira). As janelas também já precisavam vedar melhor. E uma divisão extra para hóspedes também era algo útil.
Dizem que casa é onde o nosso coração está. Se for aconchegante, perfeito.
19 maio 2015
Era uma vez um quarto
Em poucos meses, transformou-se num quarto de uma menina pequenina, uma bebé e um bebé.
E depois, de duas meninas pequeninas e um ainda bebé. Foi um quarto de três durante dois anos.
Mas entretanto nasceu outro bebé rapaz, e assim se justificou dividir a miudagem, e o quarto voltou a ser de duas meninas.
Agora, 11 anos de uma e 8 anos e meia de outra, era altura de dizer adeus às caminhas dos sete anões que tanto foram usadas. A vantagem de esperar por camas maiores, além de estas serem mais mimosas quando eles são pequeninos, e economizarem espaço, é que chegamos a uma idade em que são eles que podem escolher onde querem dormir, até um dia não morarem mais aqui (eu escrevi mesmo isto? Ai.)
E assim foi:
30 abril 2015
7 semanas a aguardar
Recebi, como prenda de aniversário, este pacote. Foi preciso seguir as instruções (colocar sementes em terra húmida e tapar durante os primeiros 15 dias), ir verificando a humidade da terra, colocar num sítio com luz mas sem sol directo, e no meio disto tudo esperar que a minha gata não quisesse esgatafunhar esta novidade. Não quis. E foram-se passando as semanas. Hoje temos manjericão para a salada.
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