25 maio 2018
It's just the way it started
There's nothing wrong about it
But now it makes me stare
And my window doesn't care
If I'm alive or sleeping
Or what I should be drinking
Because times are to forget
And moving fast will make it better
I hope
Airports and broken hearts you see
Are starting to be my cup of tea
Airports and broken hearts out there
Will fly around the earth some day
They'll be the guns pointed at me
And by the time we've landed
All the traffic's the wrong way
But Mars will still be there
And 60 seconds will be a minute
Our home is everywhere
London Town or Budapest
Aeroplanes are cool sometimes
They can take you for a ride
Around the globe
Airports and broken hearts you see
Are starting to be my cup of tea
Oh, airports and broken hearts
Airports and broken hearts out there
Will fly around the earth some day
They'll be the guns pointed at me
Airports and broken hearts you see
Will soon become the death of me
Airports and broken hearts
Oh, airports and broken hearts
24 maio 2018
No início de ter bebés, houve uma fase
em que a minha leitura parecia que nunca ia ser retomada. Entre dar de
mamar e extremo cansaço, era mais fácil ver porcarias na televisão,
porque a capacidade de concentração estava toda em cremes, fraldas,
medicação e sopas. A rota foi corrigida ao longo dos anos e, felizmente,
os bebés mais novos já não têm memória de me ver a assistir ao Dr. Phil
(a mais velha faz questão de gozar comigo de vez em quando, para grande
vergonha). Agora que consigo ler novamente vários livros ao mesmo
tempo, percebo melhor o desperdício desses anos. Entre um bebé ao colo e
a obrigatoriedade de estar parada, façam boas escolhas e alimentem bem a
vossa alma. Vão por mim, uma desnutrida recuperada.
18 maio 2018
Muito mais. Muito menos.
Tenho muito mais do que alguma vez imaginei. Também tenho muito menos do que alguma vez imaginei.
Sempre imaginei ter uma família, com filhos. Mas duvidava seriamente que seria capaz de encontrar um marido ou sequer de manter uma vida a longo prazo (e isto tinha claramente a ver com a noção que eu tinha das minhas imperfeições). Se por um lado me assustava uma vida sozinha, por outro achava que me iria safar. Projectei muita coisa mas nada se concretizou como eu achava. Uma coisa tinha por garantida na minha cabeça: iria ser independente e, desde que me fosse dada saúde, sustento nunca me faltaria. Duvidava das minhas capacidades de conciliação amorosa, não duvidava do meu eventual mérito pelo resto da vida.
Uma confusão arrumar estas coisas todas. Deus deu-me, de facto, um marido. Que ao longo destes (quase) 16 anos, tem-me amado mais do que eu poderia imaginar ser possível. Que cuida de mim e acredita em mim mais do que eu, na maior parte das vezes. Deus deu-me filhos, mais do que a conta que eu fiz (na verdade, não havia contas na minha cabeça). Eles ensinam-me todos os dias que tenho mais do que mereço. Perdoam-me, também, todos os dias.
Tenho menos de mim do que projectei e mais do que Deus quer de mim. E isso é bom, ainda que seja tão imperfeito no presente. É melhor do que ontem e - pela fé - será melhor amanhã. Não porque é tudo bom, fácil ou harmonioso, mas porque é o que Deus tem para quem o ama.
(Foto tirada pelo Jónatas Luzia, na Igreja da Lapa, a 12 de Maio de 2018)
Sempre imaginei ter uma família, com filhos. Mas duvidava seriamente que seria capaz de encontrar um marido ou sequer de manter uma vida a longo prazo (e isto tinha claramente a ver com a noção que eu tinha das minhas imperfeições). Se por um lado me assustava uma vida sozinha, por outro achava que me iria safar. Projectei muita coisa mas nada se concretizou como eu achava. Uma coisa tinha por garantida na minha cabeça: iria ser independente e, desde que me fosse dada saúde, sustento nunca me faltaria. Duvidava das minhas capacidades de conciliação amorosa, não duvidava do meu eventual mérito pelo resto da vida.
Uma confusão arrumar estas coisas todas. Deus deu-me, de facto, um marido. Que ao longo destes (quase) 16 anos, tem-me amado mais do que eu poderia imaginar ser possível. Que cuida de mim e acredita em mim mais do que eu, na maior parte das vezes. Deus deu-me filhos, mais do que a conta que eu fiz (na verdade, não havia contas na minha cabeça). Eles ensinam-me todos os dias que tenho mais do que mereço. Perdoam-me, também, todos os dias.
Tenho menos de mim do que projectei e mais do que Deus quer de mim. E isso é bom, ainda que seja tão imperfeito no presente. É melhor do que ontem e - pela fé - será melhor amanhã. Não porque é tudo bom, fácil ou harmonioso, mas porque é o que Deus tem para quem o ama.
(Foto tirada pelo Jónatas Luzia, na Igreja da Lapa, a 12 de Maio de 2018)
14 maio 2018
O Caleb fez 8 anos
A criança que acumula facturas, cartões de visita e ainda no outro dia queria guardar uma caixa de morangos porque "dava jeito para guardar umas coisinhas", continua com o mesmo espírito do ano passado: qualquer lembrança serve, e se não houver lembrança, fazer anos já é bom. É uma boa companhia nas compras e um bom guardador de recados. Gosta de dormir aninhado e bem tapado. Há umas semanas viu uma casa anexo no Leroy Merlin e chegou à conclusão que a casa de sonho é uma cabana. Um acumulador com um espírito minimalista. Não sei como isto se concilia.
08 maio 2018
Conferência Sem Medo
Meses a sonhar, sem ter a mínima ideia do que Deus já estava a planear fazer. 400 mulheres e um grupo de homens a servir.
Por enquanto, não me ocorrem mais palavras. Só um sentimento de alegria por poder servir ao Deus que me salvou.
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