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29 maio 2017
Crominhas
Estas duas primeiras fotografias são de agora, 2017.
Em 2003, quando criei um blogue, nem me passava sequer pela cabeça que iria efectivamente conhecer pessoas que se cruzavam comigo em interesses comuns por essa internet fora. Muito menos que ganharia coragem para ir a um almoço mesmo no início de 2006, e que desses conhecimentos nasceriam amizades que seriam o meu apoio crucial numa fase de grandes mudanças. Foram quem esteve comigo semanalmente a aturar mau humor de noites mal dormidas, quem partilhou comigo as inconstâncias de não saber o que o futuro trazia.
Como compensação, ainda tenho o privilégio de ter assistido ao crescimento das suas famílias, e ainda mais raro nos dias de hoje: ver cada uma destas famílias a permanecer no tempo.
Apesar de não partilharmos agora a proximidade física de outros tempos, fazemos de tudo para tentar encontros espaçados. Não esquecendo que, ainda há bem pouco tempo, num regresso que precisava ser apressado do Tiago do Brasil, foi aqui neste círculo que encontrei a resolução.
Agradeço muito a cada uma, e também a Deus, foi ele que nos cruzou (não poderia ser de outra forma).
18 maio 2017
Presentear
Temos uma conversa recorrente cá em casa sobre o grau de critério que um presente deve ter. Há quem ache que não faz sentido dar algo que não gostemos mesmo. Pois eu prefiro que aquilo que vou dar seja do meu agrado também, mas nem todos gostamos das mesmas coisas e portanto, desde que não choque com nenhum princípio ou valor, o meu critério ao escolher ou fazer um presente é mesmo quem o vai receber.
No meu aniversário recebi um presente exactamente com estes critérios. Uma amiga mesmo querida que tenho, mas que não partilha da mesma fé que eu, fez este quadro para me oferecer. Não é tão bonito? Eu gosto muito, muito, muito.
No meu aniversário recebi um presente exactamente com estes critérios. Uma amiga mesmo querida que tenho, mas que não partilha da mesma fé que eu, fez este quadro para me oferecer. Não é tão bonito? Eu gosto muito, muito, muito.
21 junho 2013
18 dezembro 2012
:)
A Carla é a amiga que tem sempre uma mãozinha a dar no que toca a traduções, tem sempre interesse em ajudar e sabe sempre alguma coisa sobre tudo, sem ser na mera base da especulação. Tem uma memória irrepreensível e está sempre à distância de uma mensagem. Faz hoje anos, e já são alguns que podemos comemorar como amigas. Agradeço a Deus porque um dia te inventou e te colocou no meu caminho!
13 setembro 2012
Por este bebé orava eu.
Terão sido 5 anos, e vários tratamentos depois, para começar a ver esta barriga crescer. O bebé que já vai a quase meio da viagem no útero foi aguardado com toda esta expectativa, e muita ânsia nos intervalos. Por este bebé orava eu, e por ele não me canso de agradecer a Deus.
03 agosto 2012
09 março 2012
22 dezembro 2011
Há as amigas
e depois, há as cromas. A minha vida, especialmente desde que estou em casa, não seria a mesma coisa sem elas.
18 outubro 2011
:)
Dizem que nada se consegue sem esforço, mas uns têm o caminho mais facilitado que outros. A minha amiga Cláudia tem-me mostrado, em 2011, que as adversidades podem ser vividas no seu tempo, com humildade e determinação. Ontem foi dia de celebrar.
07 junho 2011
7 de Junho de 2011, Cláudia.
Hoje foi dia de agradecer a vida de uma boa amiga que eu tenho: frágil, contudo forte. Discreta, mas cheia de personalidade. Silenciosa, mas sempre presente.
Digo que os mais altos desafios só são lançados a quem pode estar à altura deles. Hoje foi comemorado o primeiro dia do resto da vida dela. E eu estou muito feliz.
09 março 2011
22 fevereiro 2011
:)
Gosto de flores, embora perceba muito pouco do assunto e domine quase nada deste léxico. Mas quando vejo alguma que me desperta mesmo a atenção, fotografo-a. E tento associá-la a alguém, ou pela sua cor, formato, tamanho. Esta vai para a minha amiga Cláudia, de quem me lembrei neste dia e em quase todos, porque é minha amiga.
07 junho 2009
A ler.
"Tanto os liberais como os conservadores enchem páginas e páginas com conselhos para as mulheres sobre como tentar "ter tudo", ou seja, ter uma família e uma carreira. Os liberais sugerem que os pais fiquem mais em casa e que haja programas governamentais para ajudar as mães a manter o emprego depois de terem filhos; os conservadores recomendam que as mulheres adiem a carreira até os filhos estarem na escola a tempo inteiro. Com estes conselhos chega-se muitas vezes à conclusão de que, enfim, talvez seja impossível para as mulheres ter tudo, e que elas vão ter inevitavelmente de fazer sacrifícios profissionais.
Mas esperem lá. "Ter tudo" exige uma profissão? Desde quando é que trabalhar não é horrível? (...)
Quando penso em sacrifícios e carreiras penso nos pais que conheci quando crescia, que tinham de labutar em empregos que odiavam para sustentar a família. Penso em mães solteiras que não têm a capacidade de passar o dia com os filhos porque têm de ter um trabalho (ou dois) a tempo inteiro para pôr comida na mesa. Enquanto mulheres com dinheiro gritam aos quatro ventos que não conseguem trabalhar o suficiente, homens e mulheres que de facto têm de trabalhar não recebem qualquer tipo de reconhecimento pelos sacrifícios que fazem.
Não quero com isto dizer que ser dona de casa é fácil ou que não envolve sacrifícios. Tal como todos os membros de uma família que funciona bem, as mulheres que ficam em casa a tempo inteiro fazem muitos sacrifícios pelo bem da equipa. Mas há qualquer coisa de perverso num mundo que conta o emprego como um desses sacrifícios. Afinal de contas, o que é "ter tudo" senão a liberdade de passar o tempo a desenvolver as relações com a família e os amigos, e a investir nos nossos interesses? (...)
À medida que o debate prossegue, prevejo que os liberais continuem a falar sobre discriminação, injustiça e, claro, sacrifícios. Mas espero que os conservadores, especialmente os que advogam a promoção dos valores familiares, parem de lançar sugestões para que as mulheres possam "ter tudo" indo trabalhar para um escritório além de se concentrarem na respectiva família. A última coisa de que as mulheres precisam é de mais conselhos sobre como trabalhar. Do que precisam é de alguns conselhos sobre como viver."
Retirado daqui e parcialmente traduzido pela Karla.
Mas esperem lá. "Ter tudo" exige uma profissão? Desde quando é que trabalhar não é horrível? (...)
Quando penso em sacrifícios e carreiras penso nos pais que conheci quando crescia, que tinham de labutar em empregos que odiavam para sustentar a família. Penso em mães solteiras que não têm a capacidade de passar o dia com os filhos porque têm de ter um trabalho (ou dois) a tempo inteiro para pôr comida na mesa. Enquanto mulheres com dinheiro gritam aos quatro ventos que não conseguem trabalhar o suficiente, homens e mulheres que de facto têm de trabalhar não recebem qualquer tipo de reconhecimento pelos sacrifícios que fazem.
Não quero com isto dizer que ser dona de casa é fácil ou que não envolve sacrifícios. Tal como todos os membros de uma família que funciona bem, as mulheres que ficam em casa a tempo inteiro fazem muitos sacrifícios pelo bem da equipa. Mas há qualquer coisa de perverso num mundo que conta o emprego como um desses sacrifícios. Afinal de contas, o que é "ter tudo" senão a liberdade de passar o tempo a desenvolver as relações com a família e os amigos, e a investir nos nossos interesses? (...)
À medida que o debate prossegue, prevejo que os liberais continuem a falar sobre discriminação, injustiça e, claro, sacrifícios. Mas espero que os conservadores, especialmente os que advogam a promoção dos valores familiares, parem de lançar sugestões para que as mulheres possam "ter tudo" indo trabalhar para um escritório além de se concentrarem na respectiva família. A última coisa de que as mulheres precisam é de mais conselhos sobre como trabalhar. Do que precisam é de alguns conselhos sobre como viver."
Retirado daqui e parcialmente traduzido pela Karla.
21 abril 2009
***
Foi por estes dias em Abril, que há duas décadas, passei a ouvir um pouco melhor. Recordo-me de toda uma infância a ver adiado este momento (as pastilhas elásticas que eu comi para ver desaparecer a cera que se alojava nos tímpanos, a esperança nos Verões com praia, etc.) lá fui eu para o Hospital dos Capuchos aguardar a minha vez.
Tanto tempo depois, hoje é a vez do Guilherme passar a ouvir melhor. Beijinho.
Tanto tempo depois, hoje é a vez do Guilherme passar a ouvir melhor. Beijinho.
12 março 2008
Prendas de anos
da Ana, Carla, Sandra e Xana:
140 minutos de massagens para gastar + uma amiga a tomar conta do Joaquim durante este tempo todo.
140 minutos de massagens para gastar + uma amiga a tomar conta do Joaquim durante este tempo todo.
20 dezembro 2007
Vai com atraso.
Primeiro conheci a Karla, mas só depois a Carla. Há umas semanas, perante o ar boquiaberto e apreensivo dela, dizia-lhe que ela era muito diferente do que eu imaginava. E isto era um elogio, assegurei-lhe.
As amizades não nascem todas da mesma forma. Umas aparecem e são logo óbvias, outras crescem e surpreendem-nos. Não são menores, antes pelo contrário, tornam-se ainda mais saborosas de desfrutar.
A Carla (sem o K) revelou-se assim. Não conheço ninguém que, a cada conversa sobre os temas mais variados, tenha sempre algo a acrescentar, útil, oportuno, certeiro. Também não conheço ninguém com uma memória tão precisa, que nos consegue recordar como dissemos uma frase, palavra por palavra, ou como a escrevemos, pontuação incluída. Também é difícil encontrar uma pessoa com uma boa cultura geral. E isso dá sempre jeito, é rara a semana em que não aprendo qualquer coisa. Por último, é conveniente ter alguém que nos leia o blogue e nos corrija as falhas gramaticais.
Até agora são pormenores, mas a Carla é dotada de uma grande lealdade, amizade, simplicidade e humildade. E isto é muito difícil de encontrar numa só pessoa.
Por isso, quando semanalmente o meu marido me pergunta se eu vou almoçar com as minhas amigas dos blogues, eu penso para comigo que vou almoçar com as minhas amigas, que um dia conheci nos blogues.
Felizes 32 anos, (K) Carla.
As amizades não nascem todas da mesma forma. Umas aparecem e são logo óbvias, outras crescem e surpreendem-nos. Não são menores, antes pelo contrário, tornam-se ainda mais saborosas de desfrutar.
A Carla (sem o K) revelou-se assim. Não conheço ninguém que, a cada conversa sobre os temas mais variados, tenha sempre algo a acrescentar, útil, oportuno, certeiro. Também não conheço ninguém com uma memória tão precisa, que nos consegue recordar como dissemos uma frase, palavra por palavra, ou como a escrevemos, pontuação incluída. Também é difícil encontrar uma pessoa com uma boa cultura geral. E isso dá sempre jeito, é rara a semana em que não aprendo qualquer coisa. Por último, é conveniente ter alguém que nos leia o blogue e nos corrija as falhas gramaticais.
Até agora são pormenores, mas a Carla é dotada de uma grande lealdade, amizade, simplicidade e humildade. E isto é muito difícil de encontrar numa só pessoa.
Por isso, quando semanalmente o meu marido me pergunta se eu vou almoçar com as minhas amigas dos blogues, eu penso para comigo que vou almoçar com as minhas amigas, que um dia conheci nos blogues.
Felizes 32 anos, (K) Carla.
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