25 abril 2019

Jesus está vivo e nós também!

Lisboa. Foi aqui que eu nasci e cresci. É aqui que dedico a minha vida, com a minha família. Servimos a cidade de Lisboa há 12 anos e queremos ver cada vez mais pessoas nesta cidade com amor por Jesus. Porque acreditamos que Deus trabalha de muitas maneiras e velocidades, nós permanecemos. Permanecer significa ficar, aguentar e amar - quando é maravilhoso e quando é penoso. Porque Deus é bom e será sempre bom; porque ele é fiel eu posso ser fiel.
Somos e existimos por causa de Jesus e do que ele fez por nós. Que Deus nos ajude.



- Manhã de nascer do sol, Páscoa, junto ao rio Tejo.

23 abril 2019

E agora?


E agora que chegámos ao fim desta caminhada, que lembrámos a morte e nos levantámos cedo para comemorar a ressurreição, e agora?

Segunda-feira chegou, hoje é terça e as aulas recomeçaram. Temos coisas para fazer, muitas coisas para planear, e o que vamos fazer com este calendário corrido que nos consome e nos arrasta? E agora?

Agora não podemos esquecer. Agora continuamos o calendário que nos é dado, lembrando sempre que o primeiro dia da semana é o domingo. Lembrando que deve ser a alegria de domingo que nos leva para cada dia da semana e não o contrário. Lembrando que a Bíblia espelha a dificuldade de nos lembrarmos. De sermos esquecidos.
Precisamos, agora, continuar com a certeza do porquê da Páscoa e de quem nós somos hoje 
porque fomos 
lavados, 

santificados

 e justificados 

em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.

( 1 Coríntios 6:11)

Prosseguimos na certeza, a maravilhosa garantia de que não só Cristo morreu e ressuscitou, como um dia virá para nos buscar. Até lá, vivemos ansiosamente com a esperança que nos é dada. Estejamos tristes, alegres, ansiosos ou confiantes. Jesus voltará!

19 abril 2019

E tu, quem é que tu dizes que eu sou?



" E tu, Rute, quem é que tu dizes que eu sou?"
é como se a imagem de Jesus a morrer por mim, ali na cruz, me confrontasse com a mesma pergunta que Jesus fez dias antes aos seus discípulos (Mateus 16:15).

Pois.
Quem é que eu digo que Jesus é?

Recuando. No final da noite de quinta-feira no Getsêmani, Jesus foi preso - traído por um dos discípulos e abandonado pelos restantes - os mesmos que tinham vivido com ele nos últimos três anos. No silêncio da noite, o Sinédrio exige um julgamento e em menos de nada era decretada a execução de Jesus (Marcos 14: 53-65). Esta execução tinha de ser confirmada por Pilatos, que na sua relutância, misturada de covardia, foi confirmada (Marcos 15: 1-15).

Depois de ser espancado e torturado, Jesus foi colocado com pregos na cruz, e lá permaneceria em agonizante sofrimento cerca de seis horas (Mateus 27: 27-44).

Jesus foi crucificado no meio de dois ladrões. Enquanto lá permaneceu, desnudado, exposto, sem forças, pessoas no meio da multidão faziam troça dele, sugerindo que se ele era realmente o filho de Deus, para descer dali. Mas ele escolheu não o fazer. Foi precisamente a sua presença na cruz que viria a provar a sua divindade, não a sua capacidade de escapar de lá. Se um dos ladrões o acusava, o outro pediu perdão e recebeu-o (Lucas 23: 39-4).

Por volta das 3 horas da tarde, Jesus morreu (Lucas 23: 44-46). E foi naquele momento que todos ganhámos um novo rumo. No momento mais terrível e feio de todos, começava a esperança para nós. O mundo ganhou o sacrifício expiatório de Cristo. Mas para muitos daqueles que presenciaram a morte de Jesus, havia uma enorme dor, como se a esperança de acreditar que aquele era o Messias prometido, se desvanecesse com a sua morte. Mas nada se desvanecia, pelo contrário, tudo era novo!


Jesus amou até ao fim. Ele foi obediente ao Pai e submeteu-se à morte, e morte de cruz (é este o horror, lembrar que o filho do nosso Pai do Céu se permitiu a este lugar). Ele permaneceu, não porque os soldados romanos se certificavam disso, mas por causa do seu amor, do seu enorme amor.


Jesus amou até ao fim. ATÉ AO FIM.


É com esta certeza que milhares de homens, mulheres e até crianças, hoje correm risco de vida pelo mundo. É pela certeza da morte e ressurreição que a igreja perseguida subsiste, cresce e permanece. E a pergunta que me é feita, aqui no cantinho mais ou menos confortável do mundo ocidental, é a mesma que é feita a ti hoje:

"E tu, quem é que tu dizes que Jesus é?"

Salmos 121 na ponta da língua

. A escola começou e o vagar no sofá não é o mesmo. Mas seja a crochetar, a lavar a loiça, a tomar banho, a conduzir, há sempre oportuni...