Depois do "êxito" do ano passado, resolvemos repetir a nossa Conferência para mulheres, a que demos o nome de "Sem medo" - inspiradas no versículo de Provérbios que diz que a mulher virtuosa se veste de força e dignidade, e que sorri sem medo do futuro.
Queremos ser mulheres sem medo do que aí vem, sem medo do presente, sem medo de sermos aquilo que Deus nos chamou para fazer. Sem medo dos outros, das circunstâncias, das dificuldades. Este ano juntámo-nos cerca de 425 mulheres, com um grupo de 25 homens a servir.
Deus é bom! Ele é muito bom! Ele nunca vai deixar de ser bom!
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04 junho 2019
23 novembro 2018
Há 10 anos
A nossa casa vivia um caos permanente, com dois bebés e uma criança pequena. No meio disto, o meu marido fazia músicas e dava concertos, e agora à distância ainda não sei muito bem como isso aconteceu, mas aconteceu. Recordo-me que ir a um concerto exigia uma logística que se organizava com largos dias de antecedência. Num desses concertos, em que deixei a miudagem e o filho mais novo de 4 meses com os meus pais, escrevi isto assim:
"Deve ser verdade,
Verifico se armazenei leite suficiente no frigorífico, meto as mãos nos bolsos e confiro se não levo cheiro a leite azedo ou toalhetes sujos e desafio-me a conversas para lá de noites mal dormidas e gracinhas da prole. Caramba, que isto não é fácil, assim de repente a sair em cima da hora do concerto e sempre de olho no relógio e no telemóvel. Mas, e no entretanto, enquanto a música não começa, o que é que a gente faz? A minha cultura musical nunca foi grande coisa, é certo, mas do que é que falávamos antes? Onde é que eu metia as mãos, agora que as tenho sempre ocupadas? Não me lembro de como é que eu fazia isso tudo. Que estranho.
A parte boa é que, quando posso (muito raramente, verdade) saio de casa com uma mala minúscula e as mãos a abanar. Quando regresso, a correr, está tudo igual. Os meus amigos parecem ainda gostar de mim e da minha companhia. Eu ainda gosto deles."
(aqui.)
Dez anos depois, a logística é outra (há aulas no dia a seguir, mas não tenho bebés a chorar por alimento a meio da noite) e já estou habituada a sair só com uma mala pequena, com os meus pertences. A minha cultura musical continua a não ser grande coisa, mas os meus amigos ainda gostam da minha companhia (quero acreditar).
Apareçam.
31 outubro 2018
Dia da Reforma Protestante
"Minha querida Katy mantém-me jovem e em boa forma
também. Sem ela eu ficaria totalmente perdido. Ela aceita bem as minhas
viagens e, quando volto, está sempre à minha espera. Cuida de mim nas
depressões. Suporta os meus acessos de cólera. Ela ajuda-me no trabalho
e, acima de tudo ama a Jesus. Depois de Jesus, ela é o melhor presente
que Deus me deu em toda a vida. Se um dia escreverem a história da
Reforma da Igreja espero que o nome dela apareça junto ao meu e oro por
isso."
.
Martinho Lutero
.
Martinho Lutero
14 maio 2018
O Caleb fez 8 anos
A criança que acumula facturas, cartões de visita e ainda no outro dia queria guardar uma caixa de morangos porque "dava jeito para guardar umas coisinhas", continua com o mesmo espírito do ano passado: qualquer lembrança serve, e se não houver lembrança, fazer anos já é bom. É uma boa companhia nas compras e um bom guardador de recados. Gosta de dormir aninhado e bem tapado. Há umas semanas viu uma casa anexo no Leroy Merlin e chegou à conclusão que a casa de sonho é uma cabana. Um acumulador com um espírito minimalista. Não sei como isto se concilia.
08 maio 2018
Conferência Sem Medo
Meses a sonhar, sem ter a mínima ideia do que Deus já estava a planear fazer. 400 mulheres e um grupo de homens a servir.
Por enquanto, não me ocorrem mais palavras. Só um sentimento de alegria por poder servir ao Deus que me salvou.
25 abril 2018
19 abril 2018
A nossa conferência - alguns detalhes
Sabem quando sonhámos muito com uma coisa e parece que - quando se aproxima - ainda não é bem real? Com a nossa conferência também está a ser assim. Andámos a pensar em eventualmente fazer um plano que abrangesse diversos temas e diversas idades, e chegou o tempo de o concretizar. Faltam 16 dias e já temos tantas inscrições!
Eu acredito que só nos podemos dar ao luxo de sonhar porque muito antes Deus já arquitectou tudo e vai fazer cumprir. Ele usa-nos apenas como seus instrumentos e faz isso, mesmo sabendo que a nossa forma de executar será sempre imperfeita. Ainda assim, ele apanha todos os bocadinhos e retalhos e transforma-os em coisas boas.
Temos muitos temas. Alguns bastante gerais, como o que é ser mulher, outros mais específicos e dolorosos - como um dos que estarei a dirigir - que conta testemunhos de mulheres que lutaram com o desejo de ter filhos, e esse tempo nunca chegou (ou chegou de outra forma, talvez vamos descobrir isso!).
Diferente de outras iniciativas da nossa Igreja, estaremos a convidar mulheres de vários sectores cristãos. A nossa conferência vai abordar todos os temas de uma perspectiva bíblica. Queremos viver e perceber como viver tudo - mesmo tudo - de forma a que agrade a Deus.
Como sabem, somos uma Igreja Baptista (dentro do meio evangélico há várias denominações). Mas não convidámos apenas mulheres deste meio; temos a convicção plena que podemos conversar sobre os temas nos quais concordamos e aprender umas com as outras. Depois de várias sondagens, temos um leque de perguntas que vamos abordar em cada tema, de forma a que nos questionemos a nós mesmas, e sejamos mais e mais pessoas coerentes, alegres, fiéis e comprometidas no que Deus tem guardado para as nossas vidas.
Escolhemos um lugar com uma boa lotação, de forma a que não nos víssemos obrigadas a recusar nenhuma inscrição. A única dificuldade é mesmo escolher a que temas assistir. Não percam esta oportunidade!
Podem inscrever-se aqui.
18 abril 2018
Convite! Venham, venham.
Estou tão entusiasmada com a nossa conferência, que até fiz um vídeo para vos convidar, vejam lá!
12 abril 2018
Convite!
O
livro de Provérbios elogia a mulher que se veste de força e de dignidade
e que vive sem preocupações acerca do futuro, porque a sua confiança
está em Deus.
Queremos ser inspiradas pelas histórias de uma fé que está bem viva no nosso século! Vamos meditar juntas sobre como manter bons hábitos de estudo da Bíblia em diferentes fases da vida, sobre o celibato enquanto vocação ou não, sobre ter filhos com deficiência, sobre o estigma da esterilidade, sobre os desafios da educação em diferentes fases de crescimento, e sobre ter cancro sendo jovem. Vamos ainda aprender a gerir as nossas finanças, a saber cuidar do corpo à luz da Palavra, e falar sobre a bênção de ser avó.
Uma conferência para todas as mulheres maiores de 14 anos. Vem ser transformada!
INSCRIÇÕES a partir do formulário da seguinte página: http://bitly.com/ sem-medo2018
O valor de inscrição são 10€, com almoço incluído.
Queremos ser inspiradas pelas histórias de uma fé que está bem viva no nosso século! Vamos meditar juntas sobre como manter bons hábitos de estudo da Bíblia em diferentes fases da vida, sobre o celibato enquanto vocação ou não, sobre ter filhos com deficiência, sobre o estigma da esterilidade, sobre os desafios da educação em diferentes fases de crescimento, e sobre ter cancro sendo jovem. Vamos ainda aprender a gerir as nossas finanças, a saber cuidar do corpo à luz da Palavra, e falar sobre a bênção de ser avó.
Uma conferência para todas as mulheres maiores de 14 anos. Vem ser transformada!
INSCRIÇÕES a partir do formulário da seguinte página: http://bitly.com/
O valor de inscrição são 10€, com almoço incluído.
22 julho 2017
15 anos em Tróia
Recordam-se do tempo em que Tróia não era muito mais do que aquelas duas torres feiosas logo à chegada do ferry? Em 2005 deram cabo delas para fazer daquela península um local de passeio à altura da enorme beleza. Deus estava particularmente inspirado quando disse: "Haja Tróia!".
15 anos de casamento são um bocadinho como Tróia. O casamento, tal como a península, sempre foi bonito porque é uma ideia do Criador. Mas, muitas vezes, inventamos "mamarrachos" que distraem da verdadeira beleza do seu propósito inicial. Tróia está, agora, num estado ainda maior de beleza. Lá para o meio ainda há umas vivendas também dignas de demolição, mas são uma minoria muito pequena e que - na nossa opinião enquanto lá passeávamos - ainda devolvem alguma normalidade ao lado estético quase perfeito. Estamos longe da perfeição. Mas também já demolimos alguns "mamarrachos" monumentais.
São 15 anos a experimentar da grande generosidade de Deus na nossa família!
18 maio 2017
Presentear
Temos uma conversa recorrente cá em casa sobre o grau de critério que um presente deve ter. Há quem ache que não faz sentido dar algo que não gostemos mesmo. Pois eu prefiro que aquilo que vou dar seja do meu agrado também, mas nem todos gostamos das mesmas coisas e portanto, desde que não choque com nenhum princípio ou valor, o meu critério ao escolher ou fazer um presente é mesmo quem o vai receber.
No meu aniversário recebi um presente exactamente com estes critérios. Uma amiga mesmo querida que tenho, mas que não partilha da mesma fé que eu, fez este quadro para me oferecer. Não é tão bonito? Eu gosto muito, muito, muito.
No meu aniversário recebi um presente exactamente com estes critérios. Uma amiga mesmo querida que tenho, mas que não partilha da mesma fé que eu, fez este quadro para me oferecer. Não é tão bonito? Eu gosto muito, muito, muito.
27 abril 2017
Saudade, Silêncio e Simplicidade.
Sou uma pessoa de datas. Ficam-me na cabeça e é difícil passar algumas datas sem me recordar o que a elas se ligam. Às vezes os números ficam-me a martelar na memória e demoro algum tempo a relacionar factos, mas chego lá. Outras vezes não resisto e digo-o em voz alta, mas na sua maioria sinto-me ridícula por ocupar a base de dados da minha cabeça com coisas que já lá vão, porque umas não são assim tão importantes como outras.
Abril será sempre um mês de saudade e serve para relembrar do que já lá vai e de como passa. A avó que tive até à idade adulta era uma pessoa não me convém esquecer, não apenas porque era minha avó e do meu sangue mas porque me relembra de simplicidade e silêncio. Simplicidade e silêncio, duas coisas tão raras e urgentes nestes dias. Silêncio. Simplicidade.
Simplicidade. Silêncio.
Ficam o aparador e os pratos, relembrando outros dias em Santos-o-Velho, com o som do eléctrico a passar, os cortinados a esvoaçar, a varanda minúscula, o mosaico hidráulico, os quartos interiores, a despensa escura.
Abril será sempre um mês de saudade e serve para relembrar do que já lá vai e de como passa. A avó que tive até à idade adulta era uma pessoa não me convém esquecer, não apenas porque era minha avó e do meu sangue mas porque me relembra de simplicidade e silêncio. Simplicidade e silêncio, duas coisas tão raras e urgentes nestes dias. Silêncio. Simplicidade.
Simplicidade. Silêncio.
Ficam o aparador e os pratos, relembrando outros dias em Santos-o-Velho, com o som do eléctrico a passar, os cortinados a esvoaçar, a varanda minúscula, o mosaico hidráulico, os quartos interiores, a despensa escura.
07 março 2017
40 anos
Cheguei a este número bonito.
Numa fase da vida em que sinto o peso da responsabilidade como nunca antes (é isto a maturidade, pessoas maduras?), em que aquilo para que vivo foi algo que veio ter comigo e não uma escolha. Sim, deixei de trabalhar fora de casa. Sim, faço trabalhos em casa ocasionalmente, mas aquilo a que sou chamada a ser, em primeiro lugar (tapem os ouvidos as capazes deste Portugal), é a ser mulher e mãe. Depois, vem a vocação que Deus tem alargado, num misto de muito trambolhão, cabeçadas, cansaço, noites mal dormidas, horários fora do normal.
Vivo, com o meu marido, para servir Deus em todo o tempo. Servimos na nossa família, servimos ao nosso redor, servimos na Igreja, e a Igreja são pessoas. Servir pessoas e estar com elas não é necessariamente ter intimidade, empatia, constância com todas, mas é cuidar de formas diferentes, é saber ter de lidar com expectativas que criam acerca de nós e que nunca se poderão concretizar, é gastar tempo a carregar os seus fardos, é orar. Isto é cansativo e vive-se com muito recato, porque o sigilo assim exige.
A Bíblia bem que ensina mas foi preciso aprender por mim que ter um sentimento constante de incapacidade é essencial (e não uma fraqueza) para poder depender cada vez mais de Deus e menos nas minhas forças para estas coisas todas acontecerem. Tenho um marido que, mesmo que se abale, não vacila neste amor pelo nosso Deus, e isso traz-me muita confiança e segurança, é para isto que existimos e somos chamados. Isso não me retira a fragilidade, mas fortalece-me (o apóstolo Paulo sabia bem quando escrevia que quando estava fraco, então era forte) e é a essa esperança que me agarro.
Não sei quantos dias tenho deste lado de cá. Mas quero saber gozá-los bem e ansiar pelo dia em que poderei ver o rosto de Jesus, o meu querido Salvador. Deus me ajude a "contar os meus dias, para que possa alcançar um coração sábio" - Salmo 90:12
A gratidão é muita.
Numa fase da vida em que sinto o peso da responsabilidade como nunca antes (é isto a maturidade, pessoas maduras?), em que aquilo para que vivo foi algo que veio ter comigo e não uma escolha. Sim, deixei de trabalhar fora de casa. Sim, faço trabalhos em casa ocasionalmente, mas aquilo a que sou chamada a ser, em primeiro lugar (tapem os ouvidos as capazes deste Portugal), é a ser mulher e mãe. Depois, vem a vocação que Deus tem alargado, num misto de muito trambolhão, cabeçadas, cansaço, noites mal dormidas, horários fora do normal.
Vivo, com o meu marido, para servir Deus em todo o tempo. Servimos na nossa família, servimos ao nosso redor, servimos na Igreja, e a Igreja são pessoas. Servir pessoas e estar com elas não é necessariamente ter intimidade, empatia, constância com todas, mas é cuidar de formas diferentes, é saber ter de lidar com expectativas que criam acerca de nós e que nunca se poderão concretizar, é gastar tempo a carregar os seus fardos, é orar. Isto é cansativo e vive-se com muito recato, porque o sigilo assim exige.
A Bíblia bem que ensina mas foi preciso aprender por mim que ter um sentimento constante de incapacidade é essencial (e não uma fraqueza) para poder depender cada vez mais de Deus e menos nas minhas forças para estas coisas todas acontecerem. Tenho um marido que, mesmo que se abale, não vacila neste amor pelo nosso Deus, e isso traz-me muita confiança e segurança, é para isto que existimos e somos chamados. Isso não me retira a fragilidade, mas fortalece-me (o apóstolo Paulo sabia bem quando escrevia que quando estava fraco, então era forte) e é a essa esperança que me agarro.
Não sei quantos dias tenho deste lado de cá. Mas quero saber gozá-los bem e ansiar pelo dia em que poderei ver o rosto de Jesus, o meu querido Salvador. Deus me ajude a "contar os meus dias, para que possa alcançar um coração sábio" - Salmo 90:12
A gratidão é muita.
22 janeiro 2017
Tudo para ti, Senhor Deus!
- Foto de Vera Marmelo -
Há 5 anos, também era domingo. Acontecia uma cerimónia de formalização daquilo que já era o caminho da nossa família por mais de 5 anos. A cave em S. Domingos de Benfica tornava-se oficialmente uma Igreja, e o Pastor era assim reconhecido e consagrado em público.
Esta foto representa muito bem aquilo que Deus tem feito na nossa caminhada. Este dia tinha sido para lá de cansativo, mas também muito feliz. Nuns rostos vê-se ainda a alegria, nos outros já só resta o cansaço.
Deus tem sido fiel e misericordioso connosco. Quando penso na minha família e nesta vida que Deus nos deu a viver, às vezes fica fácil cair na tentação de pensar apenas naquilo que sacrificamos por causa do que acreditamos. É uma conversa recorrente aqui em casa: Amar a Deus é isso mesmo (e qualquer sacrifício é muito pouco, pensando na perseguição pelo mundo e no que Jesus fez por nós).
Penso muito para comigo no que gostava de ouvir os meus filhos dizerem acerca de nós, mais tarde. A minha oração é que eles possam dizer: "Os nossos pais não fizeram tudo certo. Foram, até, injustos muitas vezes. Nunca duvidámos que nos amavam. Mas mais do que isso, eles amavam a Deus acima de qualquer outra coisa, e o que faziam era apenas e só para o agradar."
É para isto que eu vivo: para a glória de Deus.
É tudo para ti, Senhor. Usa-me para o teu serviço e agrada-te dele!
05 maio 2016
Um fim-de-semana bonito
Depois de semanas particularmente intensas, podemos usar o verbo "descomprimir" para classificar este último fim-de-semana. Vejo tantas fotografias bonitas por aí que fico com vergonha de partilhar as minhas, até porque traduzem pouco do bom que foi ser espectadora (é a minha especialidade).
Samuel Úria, Teatro S. Luiz - Tiago Guillul e amigos, Flur
Samuel Úria, Teatro S. Luiz - Tiago Guillul e amigos, Flur
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