Quero acreditar que a razão porque se hoje caminha menos é pela falta de tempo, em conjunto com a realidade geral que a maioria das pessoas ou famílias tem um carro. Ou dois. Ou mais. No nosso caso, vivemos apenas com um carro. Isso implica que o chefe de cá de casa vá de comboio trabalhar e ande bastante a pé. Há dias em que ele assume o levar e trazer os miúdos de carro e fico eu a pé. Não são poucas as vezes em que tenho de tratar de assuntos e ando vários quilómetros, ou escolho propositadamente um supermercado mais longe para poder caminhar e organizar ideias. Houvesse mais tempo e tenho certeza que o faria muitas mais vezes.
Um destes dias, naqueles em que o carro seguiu com os mais velhos, fui com o mais novo num percurso que fazemos sempre de carro. A Avenida Dom Pedro V, em Carcavelos, é capaz de estar no meu top 5 de ruas predilectas. Nem sei quantas vezes já a fotografei, seja com o mar ao fundo, seja no sentido contrário. Mas percorrê-la a pé nestes dias brilhantes de Outono é qualquer coisa de imperdível.
30 setembro 2015
29 setembro 2015
28 setembro 2015
25 setembro 2015
21 setembro 2015
Vista
O Joaquim foi operado há precisamente 4 anos, e embora a visão do olho direito não continue famosa, foi ele quem à saída deste hospital me chamou à atenção para o castelo lá ao fundo. A lembrar-me que estarmos atentos para os detalhes é mais do que apenas ver.
17 setembro 2015
Ser Igreja
A Igreja é um sítio cheio de desafios, onde somos chamados a estar, não porque somos perfeitos e ali é o nosso nicho da perfeição, mas pelo contrário: porque somos imperfeitos. Porque sabemos que sozinhos a coisa fica complicada. Sempre que caminhamos em direcção à Igreja, afirmamos que precisamos existir lá, que a nossa vida cristã é uma caminhada conjunta. Não somos melhores que ninguém, pelo contrário: ao decidirmos que a nossa vida tem de ser feita necessariamente com uma família espiritual, declaramos que não somos realmente nada bons. Precisamos de ajuda, que vem do alto, mas que se vive em comunidade.
Aprendemos com todo o tipo de pessoas, e habituamo-nos a servir todo o tipo de pessoas. Existimos e a nossa vida não é apenas nossa: é dos outros a quem prestamos contas e a quem pedimos contas. Isto é uma coisa aborrecida de se dizer, numa sociedade que tanto nos imprime a ideia de que somos únicos e que precisamos afirmar a nossa identidade. Se a nossa identidade nos está a levar por caminhos menos bons, a Igreja existe para nos puxar as orelhas. Isto nem sempre é bonito de acontecer, mas também é nas lágrimas que nos encontramos e amamos. Nessas alturas não há retratos como este, pois claro. Mas retratos como este dão-me muita esperança. Há uma geração a seguir-se à minha, a continuar aquilo que deve ser Igreja: um grupo em crescimento, pronto a servir.
15 setembro 2015
Ter uma espécie de talento para ser doente
Cá em casa temos todo o tipo de doentes. Uns só têm febre acima dos 38 e alguma coisa, outros já estão com sintomas com pouco mais que 37º. Temos os que não perdem o apetite, outros que perdem mesmo o apetite. Os que perdem a disposição para qualquer tipo de entretenimento, e os que mal a coisa dá tréguas, fazem vida normal.
Pois que cá em casa circula uma teoria que para estar doente também é preciso ter alguma vocação. Uma espécie de talento. Uma capa que assenta em tamanho exacto, em que o estatuto é elevado ao seu máximo. E para essas pessoas, a quem a febre deixa pouquíssima margem de manobra para a vida no geral, basta dizer-lhes: "Deita-te na minha cama, e descansa". Pois que se deita na cama, descansa e por lá fica.
(Claro que estamos a falar de doenças corriqueiras, e que graças a Deus passam com pouco mais que Ben-u-rons, ultra-levures e afins).
Pois que cá em casa circula uma teoria que para estar doente também é preciso ter alguma vocação. Uma espécie de talento. Uma capa que assenta em tamanho exacto, em que o estatuto é elevado ao seu máximo. E para essas pessoas, a quem a febre deixa pouquíssima margem de manobra para a vida no geral, basta dizer-lhes: "Deita-te na minha cama, e descansa". Pois que se deita na cama, descansa e por lá fica.
(Claro que estamos a falar de doenças corriqueiras, e que graças a Deus passam com pouco mais que Ben-u-rons, ultra-levures e afins).
14 setembro 2015
Das saudades e dos dias mais frescos
Com a chegada de Setembro, as praias ao pé de casa começam a esvaziar. Os dias começam por ser instáveis, e há uma luz diferente no ar. Setembro é tão bonito que me chega a comover. Não dá para separar muita coisa. Em Setembro agravam-se algumas saudades. Saudades essas que podem ser despoletadas por coisas tão ridículas como uns azulejos de casa-de-banho em sítio alheio, restos das obras da nossa casa.
As saudades também se fazem por ser tão óbvia a ausência em algumas circunstâncias. Foi também em Setembros passados, esses demasiado próximos, que vi partir duas pessoas muito queridas para mim. Mas também foi em dois Setembros que me foi dada a possibilidade de gerar vida. Dias mágicos, esses.
Houve um tempo em que me sentia a perder coisas quando o Outono chegava. Como se no calor e nos dias bonitos residisse a plena felicidade. Já lá vão. O Outono traz consigo aquela promessa do profeta Isaías: "Seca-se a erva e cai a flor, mas a palavra de Deus permanece para sempre" e por isso estamos bem. Com uma luz bonita no ar, com as folhas que caem, com mais uma manta na cama. As promessas de Deus nunca falham, e isto chega-me para tudo o resto. E para encontrar no Outono cada vez mais beleza, com o passar do tempo.
(fotos tiradas com o telemóvel)
12 setembro 2015
08 setembro 2015
Dia de Base Aérea aberta
Aproveitámos não ser longe de casa, e ser gratuito, para visitarmos a Base Aérea de Sintra no dia aberto ao público
07 setembro 2015
03 setembro 2015
Um domingo por Sines
Uma coisa boa de estar em férias é podermos visitar outras Igrejas. Fazer do domingo sempre especial, mesmo fora de casa.
02 setembro 2015
Últimos cartuchos
As nossas férias deste ano, à semelhança dos anteriores, foram repartidas: 9 dias em Junho, pelo Algarve; 12 dias em Agosto em Água de Madeiros, e mais 2 dias no passado fim-de-semana pela Costa vicentina.
Há muito que os miúdos nos pediam para acampar, e tentámos proporcionar-lhes uma experiência de campismo, sem que para isso fosse necessário material que não temos, por isso pernoitámos numa roulotte com avançado. Muito haveria para dizer sobre estes dias, mas por agora fico-me pelas fotos, que obviamente, são uma selecção dos melhores momentos.
Há muito que os miúdos nos pediam para acampar, e tentámos proporcionar-lhes uma experiência de campismo, sem que para isso fosse necessário material que não temos, por isso pernoitámos numa roulotte com avançado. Muito haveria para dizer sobre estes dias, mas por agora fico-me pelas fotos, que obviamente, são uma selecção dos melhores momentos.
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