Era este o ar tranquilo do José, poucas horas antes de começar a ficar com febre e ir para o Hospital, por causa do umbigo infectado. Entretanto, ainda lá se encontra a fazer medicação, mas com tudo controlado, e não tarda está de volta a casa, a todos os colinhos!
Deus cuida dos pequeninos, tal como de nós, é o que nos consola sempre.
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16 maio 2013
22 setembro 2011
Joaquim, operação ao olho direito.
Tal como tinha escrito há 15 dias, aqui, o Joaquim foi operado ontem pela manhã. Agradecemos a Deus porque tudo correu bem, agradecemos a todos quantos se lembraram e enviaram sms pela manhã bem cedo a dar apoio, que se foram lembrando ao longo do dia, mas em especial à minha irmã Raquel que prescindiu de estar com a sua família para vir cá dormir, cuidar das nossas meninas para irem para a escola, e ficar com Caleb o resto do tempo.
E também à Rita, que veio buscar a Marta e a levou consigo para a escola.
O Joaquim recupera agora em casa, foi hoje visto pela médica e tudo decorre dentro do normal para esta fase!
26 outubro 2007
Há uns dias,
tinha escrito isto para mim, a propósito do internamento do meu sobrinho com três semanas. Entretanto ele ficou bom, mas ficou internada a minha outra sobrinha e por isso me apetece publicar isto:
"Recuo no tempo, na noite em que a minha bebé de 14 dias tinha dificuldade em respirar e naqueles longos dias presa entre paredes, dividida entre a angústia de a saber mal e a ausência da minha outra filha, em casa.
Já fiquei naqueles quartos, com muitos choros de crianças, por três vezes. Não tenho saudades, não quero regressar lá mais. A única coisa que posso assegurar é que não dói menos na repetição, mas a nossa resistência é outra.
Como falar daqueles casos em que na gravidez queremos escolher ter ou não um filho pelo facto de o querermos privar de sofrimento, quando ter um filho é ter sempre essa possibilidade de sofrimento?
Nunca mais a nossa vida é igual, nunca mais o nosso sono é o mesmo."
"Recuo no tempo, na noite em que a minha bebé de 14 dias tinha dificuldade em respirar e naqueles longos dias presa entre paredes, dividida entre a angústia de a saber mal e a ausência da minha outra filha, em casa.
Já fiquei naqueles quartos, com muitos choros de crianças, por três vezes. Não tenho saudades, não quero regressar lá mais. A única coisa que posso assegurar é que não dói menos na repetição, mas a nossa resistência é outra.
Como falar daqueles casos em que na gravidez queremos escolher ter ou não um filho pelo facto de o querermos privar de sofrimento, quando ter um filho é ter sempre essa possibilidade de sofrimento?
Nunca mais a nossa vida é igual, nunca mais o nosso sono é o mesmo."
12 dezembro 2006
11 dezembro 2006
No segundo dia de internamento da Marta,
o pai aparece-me com umas fotografias manhosas que a Maria tirou na Escola. Despenteada, com uma expressão que não lhe conheço. Vê-se que obedece a uma ordem e está apreensiva.
Este ar dela no retrato de péssima qualidade, salva-me muitos momentos que se seguem. É a minha filhinha mais velha, lindinha e bem comportadinha.
De uma ternura imensa.
A minha primeira reacção
nestas alturas de surpresas, é achar sempre que não vou aguentar. Cansam-me os dias sempre no mesmo quarto, a repetição das rotinas, o choro das crianças (que quando não é a minha são as dos outros quartos), o barulho das campaínhas, as vozes no corredor, a eterna permanência ali.
Com o cansaço acumulado, adormeço à noite no espaço de 30 segundos. Aliás, acho que a minha cabeça ainda nem aterrou bem na almofada e eu já durmo. Acordo quase de hora a hora com uma voz que chama "mãe" e uma mão a abanar-me insistentemente o ombro. Ou temos aerossol para fazer, medicamento para tomar, fralda para mudar, mama para dar. Nunca as noites me custaram tanto. Mas tanto.
Com o cansaço acumulado, adormeço à noite no espaço de 30 segundos. Aliás, acho que a minha cabeça ainda nem aterrou bem na almofada e eu já durmo. Acordo quase de hora a hora com uma voz que chama "mãe" e uma mão a abanar-me insistentemente o ombro. Ou temos aerossol para fazer, medicamento para tomar, fralda para mudar, mama para dar. Nunca as noites me custaram tanto. Mas tanto.
O 2º dia no Hospital
e descobrimos que dois quartos ao lado estavam amigos com a filha internada.
(e que afinal não nos acontece só a nós...)
(e que afinal não nos acontece só a nós...)
O 1º dia no Hospital - cont.
só pensava quando seria possível estar outra vez tudo normal. Na nossa casa.
Com as duas filhas.
Deu-me para chorar porque a mais nova não estava bem e deu-me para chorar porque a mais velha não me tinha com ela.
O meu coração, dividido. Doeu tanto.
Com as duas filhas.
Deu-me para chorar porque a mais nova não estava bem e deu-me para chorar porque a mais velha não me tinha com ela.
O meu coração, dividido. Doeu tanto.
O 1º dia no Hospital
foi passado no S.O..
Exactamente no momento em que me vitimizava achando que estas estadias no Hospital só nos acontecem a nós, entra alguém com um bebé num estado muito mais crítico do que o nosso. Passou-me logo a parvoíce.
Exactamente no momento em que me vitimizava achando que estas estadias no Hospital só nos acontecem a nós, entra alguém com um bebé num estado muito mais crítico do que o nosso. Passou-me logo a parvoíce.
Nas urgências
depois da triagem, exames e espera, quando um médico fica a olhar para os papéis e me diz:
"Vamos então ali para o gabinete conversar um bocadinho."
eu já sei que não saio dali tão depressa.
"Vamos então ali para o gabinete conversar um bocadinho."
eu já sei que não saio dali tão depressa.
Madrugada de quarta-feira
e a bebé ficou com falta de ar.
Percorrer Oeiras à espera que as urgências do Centro de Saúde estivessem a funcionar foi muito má ideia: não estavam.
Nunca a A5 e a 2ª circular me pareceram tão longas.
Percorrer Oeiras à espera que as urgências do Centro de Saúde estivessem a funcionar foi muito má ideia: não estavam.
Nunca a A5 e a 2ª circular me pareceram tão longas.
20 outubro 2005
Há um ano
12 outubro 2005
Ponto fraco: Minnie
Eram quase 22h, o papá tinha acabado de sair. Estávamos na cama e o silêncio instalou-se quando a médica entrou. Queria que fôsse feito naquele momento um raio-x (abaixo). Vesti-lhe um casaco, à pressa e calcei as chinelas. À saída, a auxiliar que nos acompanhava: "Não seria melhor ela levar a Minnie?"
"Sim, sim, tem razão.Obrigada!"
"Sim, sim, tem razão.Obrigada!"
23 outubro 2004
-Nos poucos momentos que a Maria dormia, eu lia este Salmo e tudo ficava bem-
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem para o seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam.
Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela, jamais será abalada;Deus a ajudará desde antemanhã. Bramam nações, reinos se abalam; Ele faz ouvir a Sua voz,e a terra se dissolve.
O Senhor dos Exércitos está connosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Vinde, contemplai as obras do Senhor, que assolações efectuou na terra.
Ele põe termo à guerra até aos confins do Mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo.
Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.
O Senhor dos Exércitos está connosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Salmos 46
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