Toalha de Natal, da avó Zé.
30 novembro 2008
28 novembro 2008
Com filhos
que adormecem sozinhos, bem cedo e dormem a noite toda na cama deles, a excepção é aberta sempre que adoecem.
4.00 da manhã, ela a enfiar-se por dentro do edredão:
"Acho que estou quente, preciso de vir para a tua cama."
E tinha razão. 39º.
4.00 da manhã, ela a enfiar-se por dentro do edredão:
"Acho que estou quente, preciso de vir para a tua cama."
E tinha razão. 39º.
27 novembro 2008
Achei muita graça.
A ouvir o cd da Sara Tavares no carro (nunca tinha acontecido ouvirmos estas músicas em viagem) pergunta-me quem está a cantar. Digo que se chama Sara.
Depois, em tom envergonhado, pergunta:
"De que cor é esta menina?"
Como que a adivinhar que não era uma pessoa branca a cantar, mas com receio de estar a assinalar a diferença.
"Porque é que perguntas isso?", insisti.
"Nada, só queria saber."
Lá respondi. Teve graça a forma como identificou e teve ainda mais graça a forma de o perguntar.
Depois, em tom envergonhado, pergunta:
"De que cor é esta menina?"
Como que a adivinhar que não era uma pessoa branca a cantar, mas com receio de estar a assinalar a diferença.
"Porque é que perguntas isso?", insisti.
"Nada, só queria saber."
Lá respondi. Teve graça a forma como identificou e teve ainda mais graça a forma de o perguntar.
A Marta chama por mim, da sala,
enquanto eu lavo a loiça. Respondo, e ela indignada:
"Olha para mim, mamã!" (Óia pa mim, mamã!)
(Tenho de olhar sempre para ela...senão a conversa não continua.)
"Olha para mim, mamã!" (Óia pa mim, mamã!)
(Tenho de olhar sempre para ela...senão a conversa não continua.)
26 novembro 2008
Dos aniversários dos dois irmão juntos,

a Maria. A adivinhar que não seria fácil de gerir a enxurrada de prendas que os irmãos receberiam e ela não, já a tinha preparado em casa. Que por acaso os irmãos faziam anos um a seguir ao outro e que por isso eles receberiam prendas e ela não. E que quando foram os anos dela, os irmãos também não receberam nada. (Que eu não sou apologista de dar prendas de compensação aos irmãos que não fazem anos. Terão de lidar toda uma vida com o facto de outros terem coisas que eles não têm).
Aceitou tudo muito bem, assistia com alguma curiosidade e ansiedade aos momentos de aberturas de prendas, mas quando a Marta recebeu um exemplar desta Dora, entornou-se o caldo. Tocaram-lhe no ponto fraco e tivémos choro e grandes dramas.
Chegados a casa, lá se entenderam. A Maria, a troco da boneca, emprestou à irmã tudo o que hesitava emprestar anteriormente e agora partilham ainda mais. Lá gerem entre si os empréstimos, embora de vez em quando tenhamos de interferir. Estão mais amigas do que nunca.
(E eu gostava de saber gerir esta fronteira entre não querer que demarquem demasiado o que é de cada um e ser tudo de todos. )
Dos aniversários
A Marta achou o máximo ser a estrela da festa na sexta-feira na Escola e no sábado com os avós, tios e primos. Percebeu que os brinquedos eram todos dela e não se cansava de repetir: "É meu!" Os meus palpites quanto a sugestões de prendas estavam correctos e agora é vê-la atarefada com as roupas e acessórios que recebeu para os seus bebés. Veste, despe, muda fraldas, põe-nos a dormir. E de castigo, se não se portam bem.
O Joaquim assiste a esta azáfama de bebés com a maior das tranquilidades e se as irmãs pudessem com ele ao colo, acho que o punham a dormir com o resto da filharada.
O Joaquim assiste a esta azáfama de bebés com a maior das tranquilidades e se as irmãs pudessem com ele ao colo, acho que o punham a dormir com o resto da filharada.
25 novembro 2008
24 novembro 2008
22 novembro 2008
Há um ano,

nascia este filho da mesma forma que se fez anunciar na minha barriga: sem ninguém esperar. Saímos de casa de manhã, com os avós a tomar conta das filhas a dormir e sem tempo de avisar ninguém que iamos para lá. O Joaquim nascia pouco depois das 10.00, num ambiente que viria a ser um prenúncio da sua forma de estar na vida: bem-disposto.
Este terceiro filho sempre me pareceu ter vindo consciente de que a confusão por aqui seria alguma. Nunca adoeceu nos primeiros meses, mal sabe chorar e é um querido preguiçoso que delicia por onde passa. Anda numa de mãezite aguda e eu não posso desaparecer do horizonte visual, mas eu entendo: é um homem. E os homens não vivem sem as mulheres.
Parabéns, filho lindo!
21 novembro 2008
Aos 2 anos,
esta filha é um orgulho. Há duas semanas, quando fiquei uns dias só com ela em casa, apercebi-me da outra Marta, a que "existe" quando não tem irmãos por perto. Foi como se de repente voltássemos aos tempos em que ela era bebé e estivéssemos só as duas. Não dá trabalho e é uma companheira, como sempre foi. Se com a companhia dos irmãos é muito brincalhona e mexida, quando está só revela-se uma menina tranquila, de bem com ela. A autonomia e independência dela contrastam com a sua pacatez, a forma como fica a observar os outros e já entende tudo tão bem. As frases que diz todos os dias, as palavras novas deixam-me simplesmente maravilhada.
São 2 anos. Como passaram 2 anos, Martinha?
20 novembro 2008
Cansada de lhe dizer,
"Marta, pára de fechar as portas!"
ainda nem tinha acabado de dizer a frase pela enésima vez e ela:
"Eu sei!" (leia-se: "Eu xei!")
ainda nem tinha acabado de dizer a frase pela enésima vez e ela:
"Eu sei!" (leia-se: "Eu xei!")
Esta semana estou nostálgica
19 novembro 2008
Barrigas e companhia.
Há dois anos eu estava assim:
Há um ano estava assim:

Há um ano estava assim:
Preciso olhar muitas vezes para estas fotografias e entender porque é que ainda não me sinto bem eu quando visto as roupas antigas.
É tão melhor ter muitos filhos em que pegar.
18 novembro 2008
17 novembro 2008
Querida Rita
Se te anima, eu passo pelos mesmos dramas. Para conseguir que a Maria forçasse um riso na última fotografia deste post, ameacei tirar-lhe as princesas da mão. Ah, e sim, a minha casa oscila entre o arrumado (o impecavelmente arrumado e limpo ficou na era pré-filhos) e o eterno desarrumado. Mas, tal como ninguém publica fotografias em que ache que ficou mal, também ainda não me deu para registar a irritante desarrumação que por aqui se instala.
Ao domingo cantamos juntos
O meu Redentor vive para sempre.
O meu Redentor vive para sempre.
O meu Redentor vive para sempre.
O meu Redentor vive para sempre.
++++
Desperta o meu coração, Deus,
Desperta o meu coração.
Eu quero ver-Te, eu quero ver-Te.
Ver-Te alto e elevado,
Brilhando com a luz da Tua glória
Derrama em nós Teu poder
Ao cantar: Santo, Santo, Santo
Santo, santo, santo
Eu quero ver-Te.
14 novembro 2008
Ai pá
este filho que ainda nem 1 ano tem, que se olha ao espelho e ainda vive convencido que tem outro bebé a sorrir para ele, está uma delícia mas daquelas. Parece um senhor crescido a pegar na prima pequenina, demais!


(as fotos são da minha sogra.)


(as fotos são da minha sogra.)
13 novembro 2008
Lavagens cerebrais
12 novembro 2008
Está lua cheia, no regresso a casa,
e pergunto à Maria se já tinha reparado.
"Pois está, tão cheia que bonita! Até parece um planeta, de tão bonita que está!"
"Pois está, tão cheia que bonita! Até parece um planeta, de tão bonita que está!"
11 novembro 2008
No médico,
estou junto ao balcão para entregar o cartão do seguro da minha filha Marta, enquanto a controlo junto a uma máquina com comidas e bebidas. Oiço uma senhora dirigir-se a um senhor e perguntar se a miúda está sozinha. Resposta:
"Não, a mãe dela deve ser aquela senhora que está ali junto ao balcão. A menina é igual a ela."
Lol.
"Não, a mãe dela deve ser aquela senhora que está ali junto ao balcão. A menina é igual a ela."
Lol.
Das poucas coisas
Recebo trabalhos para fazer em casa.
E mentalmente, tenho de delinear um horário, do que faço quando os entrego na Escola, já perto das 10h, arrumar a casa e depois sentar-me ao computador e não misturar tarefas domésticas com o trabalho no computador. E levantar-me e ir buscar comida, e responder a mails e gerir esta coisa toda. Não tarda estou bem alinhada, ao início o difícil é não misturar tudo.
10 novembro 2008
08 novembro 2008
Sozinha com a Marta,
apercebo-me da quantidade de coisas que fazia com a Maria com esta idade, por ser única, e não faço com ela (*). Nostálgica por ser Novembro, revivo os momentos que antecederam o nascimento dela, mostro-lhe fotografias de quando estava na minha barriga e de como ela era pequenina e lindinha.
"Mamã, não. Não é a Marta! É a Júlia."
Neste momento todos os bebés pequeninos são a Júlia.
(*) Ainda assim, acho que ela é tão mais privilegiada por ter irmãos e mais primos do que a Maria com esta idade.
"Mamã, não. Não é a Marta! É a Júlia."
Neste momento todos os bebés pequeninos são a Júlia.
(*) Ainda assim, acho que ela é tão mais privilegiada por ter irmãos e mais primos do que a Maria com esta idade.
07 novembro 2008
Tremo sempre por dentro,
quando privo com notícias destas. Penso nos meus filhos, no meu marido, nos meus irmãos, nos meus sobrinhos, nos meus pais, nos meus amigos, nos filhos dos meus amigos e embora eu acredite que Deus sabe de tudo e mande em tudo, os meus joelhos tremem.Muito.
06 novembro 2008
Reuniões de pais
Depois de há umas semanas termos tido a reunião de pais da sala da Maria, em que fomos os dois, hoje foi a vez da sala da Marta e Joaquim, que por terem miúdos de idades tão próximas, é feita em conjunto. Fui sozinha, o pai estava na Igreja, como sempre.
Eu sou má a falar em público, eu sou péssima a socializar no meio de multidões. Chego sempre em cima da hora para não ter de estar a olhar para o chão enquanto a reunião não começa e na hora de me apresentar, em que era suposto dizer o meu nome e o nome do meu filho e a que sala pertencia, eu refiro que sou a mãe da Marta, da sala das formigas e do Joaquim, da sala dos sapos e o espanto evidencia-se quando todos me aplaudem. Ter dois filhos com 366 dias de diferença deve ser mesmo uma proeza.
(Que vergonha naquele auditório, credo.)
Eu sou má a falar em público, eu sou péssima a socializar no meio de multidões. Chego sempre em cima da hora para não ter de estar a olhar para o chão enquanto a reunião não começa e na hora de me apresentar, em que era suposto dizer o meu nome e o nome do meu filho e a que sala pertencia, eu refiro que sou a mãe da Marta, da sala das formigas e do Joaquim, da sala dos sapos e o espanto evidencia-se quando todos me aplaudem. Ter dois filhos com 366 dias de diferença deve ser mesmo uma proeza.
(Que vergonha naquele auditório, credo.)
Novembro é um mês
05 novembro 2008
Falta de apetite,
foi o factor indicador para algo na Marta. Vários dias a querer comer algo e desistir logo a seguir, brincadeiras seguidas de choros repentinos e uma ida à pediatra, que ainda só conhecia os irmãos e se espantou de como ela se despe, mostra a garganta e se deita na marquesa como se tudo de uma palhaçada se tratasse.Expectoração, para não variar, nova medicação. Habituada que está a isto, a médica só se espantou de ela comer e ainda brincar. "Não mata, mas mói."
O apetite voltará dentro de uns dias. Entretanto descubro o que é ter a Marta como filha única, nesta idade.
03 novembro 2008
Maria, 4 anos e meio
O tempo voa. Sei que não tarda tem o Joaquim esta idade e a Maria já sabe ler e escrever. Quase assustador, sentir o tempo fugir como areia por entre os dedos.
A nossa filha mais velha revela-se, cada vez mais, uma miúda criativa e especial. Damos com ela a apreender tudo o que comentamos entre nós e a argumentar até à exaustão.
Creio que devemos andar a falar demasiadas vezes de dinheiro cá por casa, e que juntamente com a campanha levada a cabo pela Escola, fez com que no fim-de-semana passado tivesse andado a dizer a uma amiga e tios que nós éramos pobres.
Inventa histórias e o amigo imaginário mais recente chama-se "Ébelin", nome criado por ela, pois claro.
Quer fazer tudo em casa, já põe a mesa sem lhe indicar o que é preciso, veste-se sozinha há muito e não quer aceitar ajudas para nada, torna-se cada vez mais independente.
Um só desejo: cresce devagar, sim?
Obrigada pelas encomendas.

No Ao centímetro. Os ninhos têm tido bastante sucesso e dado que são para usar em bebés pequeninos, enviamo-los já lavadinhos, prontos a usar. :)
(Neste momento andamos em pesquisas de algodões para os podermos também fazer para os bebés que nasçam no Verão).
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Joaquim, Novembro de 2008.






