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13 agosto 2015
Ai!
"Mamã, quem é que estava a gritar o meu nome no jogo?"
"Era eu."
Viro costas e ouço-o sussurrar ao irmão:
"Vês, Caleb, a mamã foi a única a torcer por mim."
12 agosto 2015
Acordar com Sol
Quem conhece Água de Madeiros sabe que acordar com Sol é daqueles fenómenos que raramente acontece. Mas aconteceu na semana passada. Os dias iam-se sucedendo, e voilá! Sol novamente. Aconteceu, até, irmos jantar e ainda termos Sol. Há luxos que devem ser gozados e registados.
30 julho 2015
Campo Caravela
Voltei lá. Não dei logo com a estrada para o canal. Afinal, o último ano em que lá estive foi em 90. Fechou portas pouco depois. Quando cheguei, albergava a esperança de lá poder entrar. Não deu. Muitos arbustos, portão fechado a cadeado, a suspeita de animais por ali, fiquei ao longe a observar um cenário de meter dó.
Fui muito feliz aqui.
As manhãs faziam-se no pinhal, e entre histórias e concursos bíblicos (ah, como eu gostava de competir em destreza bíblica), o final da manhã acabava na praia. A caminhada era feita a cantar, e o regresso era corrido, na recta final: os primeiros a chegar apanhavam a água do duche quente, por causa do sol. Três dos banheiros não tinham tecto, e era com as árvores por cima, caruma a cair, que se tomava banho. Os quartos eram meticulosamente arrumados, para posterior avaliação e concurso, e junto às portas de entrada decorávamos o chão com frases ou versículos bíblicos escritos com pinhas e pedras. Depois do almoço, o bar abria, com a sua janela a fazer de alpendre. Os chocolates eram alinhados, e o meu preferido era o "Coma com pão". As tardes tinham desporto e actividades manuais (muito gesso moldei eu). Foi ali que ganhei o gosto por andar de baloiço. As meninas ficavam nas quatro casas do lado esquerdo, os rapazes nas outras quatro do lado direito. A distribuição era feita por idades.
À noite, depois de empilhadas as mesas de refeição, a sala virava ponto de encontro, junto da lareira. Com mesas ao alto, encenavam-se teatros. Noite escura, sem electricidade nas casas, dirigíamo-nos a uma casinha pequena para apanhar os candeeiros acabados de acender. Sentadas no chão do quarto, à luz fraca, trocávamos os últimos pensamentos do dia e orações. Algumas noites tinham caças aos gambuzinos e outras partidas semelhantes. Na última noite, descíamos em direcção à praia, com sacos-cama e cobertores, e lá fazíamos a reunião com o calor da fogueira acabada de acender. Choravam-se lágrimas de despedida, depois de 10 intensos dias no Caravela.
Foi aqui que algumas histórias bíblicas ganharam outra vida. Deus falou comigo neste sítio especial, e por isso não foi só mais um lugar bonito em que tive o privilégio de passar férias. Foi um sítio onde firmei convicções, alicercei amizades, coloquei questões, recebi algumas respostas e cresci. São boas as memórias.
26 agosto 2014
25 agosto 2014
Regresso.
Somos 6 novamente. Depois de três semanas fora de casa, uma delas sem marido e com 4 filhos, muito a acontecer.
Importa decidir o que partilhar, o que guardar cá dentro e o que se tem de deitar mesmo fora. Vamos ver como se faz isso.
Importa decidir o que partilhar, o que guardar cá dentro e o que se tem de deitar mesmo fora. Vamos ver como se faz isso.
12 agosto 2014
Agosto vai quase a meio.
Os dias somam-se no ritmo habitual de acampamentos, amigos, família, pinhal, praia, ar livre, calor, chuva miudinha, leituras e muitas conversas.
Mas no entretanto, metade de mim ausentou-se por uma semana para o outro lado do Atlântico e é como se o tempo no calendário tivesse toda uma nova contagem e a almofada que sobra do meu lado direito esbarre comigo nas noites. Voltamos dentro de instantes.
19 julho 2014
Entrámos na época oficial de acampamentos.
Chegou a Marta do acampamento de crianças e parte a Maria para os juniores. Os preparativos, as instruções, a expectativa dos amigos que se reencontram, os mais velhos que foram em tempos os campistas a cargo da minha geração e que assumem agora a liderança dos meus filhos. Ah...
29 agosto 2013
É fantástico ser cristão!
É muito bom não ser ateu. Poder pensar não apenas naquilo que Deus pode fazer por nós mas poder pensar também naquilo que podemos fazer por Deus.
É fantástico ser cristão! Se os portugueses não estão interessados é talvez porque nós, os cristãos, não temos comunicado as imensas vantagens de ser salvo pela Graça.
- Russell Shedd, Agosto de 2013 -
Há coisas boas, fora de casa e não sendo um hotel.
Coisas positivas de uma casa-de-banho partilhada, numa família como a nossa:
luz natural;
vários lavatórios e duches à disposição;
espaço para circular.
luz natural;
vários lavatórios e duches à disposição;
espaço para circular.
27 agosto 2013
Dizendo e reflectindo o Pai Nosso.
"Pai Nosso"
Deus relacionar-se connosco deve-nos confundir e extasiar ao mesmo tempo. A base da oração é a fé. Sem fé é impossível agradar a Deus. Podemos orar incessantemente sem nunca nos serem explicadas ou respondidas algumas orações particulares. Ainda assim, Deus continua a ser o Pai.
"que estás nos céus"
Está nos céus. Está na terra. Está em todo o lado. Deus não tem nenhuma dificuldade em ter uma visão abrangente do mundo inteiro. O Pai que está nos ceús está interessado com o que está a acontecer na Síria, na Índia, aqui, e em todos os povos não alcançados.
"santificado seja o Teu nome"
Que o nome de Deus seja santificado é orar para que o dono da seara fale através de pessoas que têm possibilidades e dons de apresentar as boas novas de Cristo, para que os nomes dos deuses falsos sejam envergonhados.
"venha o Teu Reino"
Quando se pede a vinda do Rei é claro que estamos a pedir que Jesus venha e reine sobre a terra. Mas, ao mesmo tempo, a palavra "reinado" significa mais que território, o domínio de Cristo sobre as pessoas que o recebem como rei.
"seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu"
Quando ficamos admirados com a maldade, imediatamente reconhecemos que a vontade de Deus não está a ser feita.
"o pão nosso de cada dia dá-nos hoje"
Por que devemos orar para que o nosso pão não falte? Jesus vem-nos fazer tão bem como as refeições nos fazem. A oração não nos deixa faltar o contacto genuíno e autêntico com Cristo. Quer a comida quer a oração ficam colocadas ao mesmo nível do quotidiano. Também somos aquilo que comemos.
"perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores"
Não podemos pedir mais perdão a Deus do que estamos dispostos a oferecer aos que nos devem a nós. Os nossos pedidos de perdão começam por reconhecermos que somos devedores.
"e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal"
Um pedido bem interessante. Dizer "não nos deixes cair" é uma tradução que suaviza o impacto da frase original. Sabemos que Deus não pode tentar. Deus leva-nos a provações, experiências que devemos abraçar com muita alegria. Porque nos fortalecem e criam mais fé. Deus dá sempre uma maneira de escapar à tentação.
"pois Teu é o Reino, o poder e a glória, para sempre. Amém.
(Não fazem parte do original, mas fazem todo o sentido)
Se um cristão nunca quer orar podemos desconfiar se ele está a respirar espiritualmente.
- Por Russell Shedd, Agosto de 2013 -
Deus relacionar-se connosco deve-nos confundir e extasiar ao mesmo tempo. A base da oração é a fé. Sem fé é impossível agradar a Deus. Podemos orar incessantemente sem nunca nos serem explicadas ou respondidas algumas orações particulares. Ainda assim, Deus continua a ser o Pai.
"que estás nos céus"
Está nos céus. Está na terra. Está em todo o lado. Deus não tem nenhuma dificuldade em ter uma visão abrangente do mundo inteiro. O Pai que está nos ceús está interessado com o que está a acontecer na Síria, na Índia, aqui, e em todos os povos não alcançados.
"santificado seja o Teu nome"
Que o nome de Deus seja santificado é orar para que o dono da seara fale através de pessoas que têm possibilidades e dons de apresentar as boas novas de Cristo, para que os nomes dos deuses falsos sejam envergonhados.
"venha o Teu Reino"
Quando se pede a vinda do Rei é claro que estamos a pedir que Jesus venha e reine sobre a terra. Mas, ao mesmo tempo, a palavra "reinado" significa mais que território, o domínio de Cristo sobre as pessoas que o recebem como rei.
"seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu"
Quando ficamos admirados com a maldade, imediatamente reconhecemos que a vontade de Deus não está a ser feita.
"o pão nosso de cada dia dá-nos hoje"
Por que devemos orar para que o nosso pão não falte? Jesus vem-nos fazer tão bem como as refeições nos fazem. A oração não nos deixa faltar o contacto genuíno e autêntico com Cristo. Quer a comida quer a oração ficam colocadas ao mesmo nível do quotidiano. Também somos aquilo que comemos.
"perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores"
Não podemos pedir mais perdão a Deus do que estamos dispostos a oferecer aos que nos devem a nós. Os nossos pedidos de perdão começam por reconhecermos que somos devedores.
"e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal"
Um pedido bem interessante. Dizer "não nos deixes cair" é uma tradução que suaviza o impacto da frase original. Sabemos que Deus não pode tentar. Deus leva-nos a provações, experiências que devemos abraçar com muita alegria. Porque nos fortalecem e criam mais fé. Deus dá sempre uma maneira de escapar à tentação.
"pois Teu é o Reino, o poder e a glória, para sempre. Amém.
(Não fazem parte do original, mas fazem todo o sentido)
Se um cristão nunca quer orar podemos desconfiar se ele está a respirar espiritualmente.
- Por Russell Shedd, Agosto de 2013 -
26 agosto 2013
13 agosto 2013
Férias de Verão
Lembro-me, como se fosse hoje, de em 1994 ter de escolher entre ir para o Algarve com os meus tios, ou estar várias semanas a colaborar num acampamento. Escolhi a segunda. Perdi uns quilos esse Verão, que no acampamento da Palavra da Vida trabalhava-se e não era pouco.
Hoje, a colaboração que eventualmente damos neste âmbito é diferente, mas ainda assim pode ser cansativa. Não é o que importa agora. Continuo a preferir uma semana destas a qualquer ponto de descanso algures. O que trago é demasiado importante e não encontro assim ao virar da esquina. Mas compreendo ainda hoje a dificuldade em me explicar: as tardes são demoradas e sem programa definido, não há calor mesmo sendo Agosto, podemos ser brindados com formigas no quarto, os pés enchem-se de areia com facilidade, as casas-de-banho são partilhadas, o menú está pré-definido sem hipótese de escolha.
Mas há coisas que não são mesmo para se explicar. Apenas são.
Hoje, a colaboração que eventualmente damos neste âmbito é diferente, mas ainda assim pode ser cansativa. Não é o que importa agora. Continuo a preferir uma semana destas a qualquer ponto de descanso algures. O que trago é demasiado importante e não encontro assim ao virar da esquina. Mas compreendo ainda hoje a dificuldade em me explicar: as tardes são demoradas e sem programa definido, não há calor mesmo sendo Agosto, podemos ser brindados com formigas no quarto, os pés enchem-se de areia com facilidade, as casas-de-banho são partilhadas, o menú está pré-definido sem hipótese de escolha.
Mas há coisas que não são mesmo para se explicar. Apenas são.
12 agosto 2013
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