
30 junho 2009
29 junho 2009
28 junho 2009
26 junho 2009
Isaías 40:28-31
"Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento. Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam."
24 junho 2009
Consultas da mais velha e do mais novo
A princesa, que foi de vestido, colar, pulseira e anel, está uma crescida. A parte dela da consulta foi em diálogo com a médica, eu só assisti. Mostrou-lhe como se escrevem inúmeras palavras, como eram os dias na escola, o que já fazia sozinha, etc.
No final, consolou o irmão que, ao meu colo, levava as vacinas que se encontravam em atraso (dos 15 meses) mais as dos 18.
Joaquim, consulta dos 18 meses
Peso: 13970g (percentil 90)
Altura: 86 cm (percentil 90)
Per. cefálico: 50,5 cm (percentil 95)
(É mais alto que as irmãs nesta idade.)
Altura: 86 cm (percentil 90)
Per. cefálico: 50,5 cm (percentil 95)
(É mais alto que as irmãs nesta idade.)
23 junho 2009
A minha amiga Ana
vai para Angola, uns tempos. Depois de ter vindo - literalmente - despejar tudo o que tinha no frigorífico para o meu ("Não levas a mal, pois não?" - pergunta típica), empresta-me a Bimby. Para além do enorme orgulho de ser depositária deste objecto de confiança, estou que nem posso: é desta que experimento fazer iogurtes e gelados.
Estarei sempre a pensar em ti, amiga. Sempre que a Bimby apitar! :)
Estarei sempre a pensar em ti, amiga. Sempre que a Bimby apitar! :)
Chegados a casa
Joaquim na mesma aos gritos, a Marta vai buscar uns animais com que ele gosta de brincar, cheia de paciência, atenções, festinhas e no fim:
"Queres brincar com isto? Tá bem...(e aumentando o tom) Então agora cala-te!"
"Queres brincar com isto? Tá bem...(e aumentando o tom) Então agora cala-te!"
Oiço uma criança aos berros na rua
assim numa fita desgraçada, a guinchar e penso para comigo: "Mas que bela birra vai para ali, ainda bem que não é comigo". Espreito pela janela e, voilá, Joaquim furioso porque tem de dar a mão na rua.
22 junho 2009
19 meses
21 junho 2009
Desencontrados
Sempre gostei muito de praia. Ainda éramos namorados e eu ia com amigas passar grandes solaradas, porque ele não tinha paciência para os meus banhos demorados e as minhas sestas na areia. Sempre gostei muito do mar.
O Verão começa hoje, a minha pele revela-se intolerante ao Sol, o calor dá cabo de mim, fujo da areia como nunca e, 10 anos depois, o meu marido lembra-se que afinal, ir à praia é uma coisa boa.
O Verão começa hoje, a minha pele revela-se intolerante ao Sol, o calor dá cabo de mim, fujo da areia como nunca e, 10 anos depois, o meu marido lembra-se que afinal, ir à praia é uma coisa boa.
20 junho 2009
19 junho 2009
Depois de visitar o meu sobrinho no Hospital
- também o 3º filho do meu irmão - a sogra dele encontra-me no elevador e segreda-me: "A ver se agora tu e a Marta (*) descansam um bocadinho". Lol.
(Ela, que teve 4 filhos, mas a 4ª tem 11 anos de diferença dos 2º e 3º irmãos).
(*) - Marta, minha cunhada.
(Ela, que teve 4 filhos, mas a 4ª tem 11 anos de diferença dos 2º e 3º irmãos).
(*) - Marta, minha cunhada.
18 junho 2009
Já um bocado cansada de parvoeiras,
ameacei, da cozinha: "Não tarda apanhas uma palmada!"
Maria (a olhar para o ar, com cara de gozo): "Apanhar? De onde? As palmadas agora andam?"
Maria (a olhar para o ar, com cara de gozo): "Apanhar? De onde? As palmadas agora andam?"
Os perigos nunca antes detectados.
Ter um rapaz é: de repente ver objectos a voar pela janela. Depois de duas meninas, o universo masculino está à vista.
Gostar de casas com alma
Onde se nota que as pessoas vivem e usam as coisas.
Deve ser por isso que não ligo a casas novas.

Daqui
Deve ser por isso que não ligo a casas novas.

Daqui
17 junho 2009
16 junho 2009
Na consulta da Marta
o médico pergunta à Maria se está tudo bem com ela.
Resposta: "Está tudo bem, eu só tenho problemas nos rins."
Resposta: "Está tudo bem, eu só tenho problemas nos rins."
Consulta de alergologia da Marta
auscultação excelente (acho que desde que nasceu não passava um períoto tão alargado sem sons estranhos na respiração). Redução da medicação, reavaliação em Setembro e uma confiança muito grande do médico que o próximo Inverno já será mais saudável. Deus queira.
Conhecer o primo Tiago
Creio que foi o primeiro nascimento próximo que a Marta delirou, no sentido de entender realmente o que se passou, observava tudo no Hospital e fazia imensas perguntas.
No caso da Maria, valeram-me perguntas ainda mais elaboradas do que há 8 meses, quando a última prima nasceu e a visitámos.
Não queriam sair de lá.
Nem de propósito,
no dia de hoje. Obrigada, Fili.
(Chico Saraiva / luiz Tatit)
Quando o filho do filho do pai
Nasceu tão bem
O avô que era pai do seu pai
Foi ver o neném
Ele viu que seu filho sorria
Isso já lhe agradou
Era o filho que o filho queria
E que agora chegou
Tinha um pouco do pai
E mais um pouco do avô
Quando a mãe desse filho do pai
Teve o neném
A avó que era mãe dessa mãe
Não passou bem
Ela via que a filha sofria
Isso lhe dava dó
Mas o filho da filha trazia
Uma alegria só
Tinha um pouco da mãe
E mais um pouco da avó
Muitos tios e tias
Já davam sinais
Que queriam ser os padrinhos
Só falavam desse sobrinho
Muitos outros filhos
Dos irmãos dos pais
Os maiores e os pequeninos
Não tiravam os olhos do primo
Que dormia em paz
Sonhava com os pais
Avós dos pais
E todos ancestrais
Era tanta gente
Não acabava mais
Uns pediam passinho à frente
Tio do tio também é parente
A cidade toda
Veio ver o Tomás
Que nascera, que maravilha
O menino, filho da filha
Que dormia em paz
Sonhava que juntou
Os tios os pais
Com todos os demais
(Chico Saraiva / luiz Tatit)
Quando o filho do filho do pai
Nasceu tão bem
O avô que era pai do seu pai
Foi ver o neném
Ele viu que seu filho sorria
Isso já lhe agradou
Era o filho que o filho queria
E que agora chegou
Tinha um pouco do pai
E mais um pouco do avô
Quando a mãe desse filho do pai
Teve o neném
A avó que era mãe dessa mãe
Não passou bem
Ela via que a filha sofria
Isso lhe dava dó
Mas o filho da filha trazia
Uma alegria só
Tinha um pouco da mãe
E mais um pouco da avó
Muitos tios e tias
Já davam sinais
Que queriam ser os padrinhos
Só falavam desse sobrinho
Muitos outros filhos
Dos irmãos dos pais
Os maiores e os pequeninos
Não tiravam os olhos do primo
Que dormia em paz
Sonhava com os pais
Avós dos pais
E todos ancestrais
Era tanta gente
Não acabava mais
Uns pediam passinho à frente
Tio do tio também é parente
A cidade toda
Veio ver o Tomás
Que nascera, que maravilha
O menino, filho da filha
Que dormia em paz
Sonhava que juntou
Os tios os pais
Com todos os demais
Nasceu o Tiago
eram 2h37m. Contra todas as expectativas desta gravidez, o Tiago atingiu o fim do tempo, fazendo-nos esperar mais do que até a médica contava. Em contrapartida, nasceu num muito curto espaço de tempo.
É o meu oitavo sobrinho, e não consigo - apesar da experiência - deixar de sentir o mesmo nervoso miudinho sempre que algum está para nascer.
A felicidade multiplica-se.
É o meu oitavo sobrinho, e não consigo - apesar da experiência - deixar de sentir o mesmo nervoso miudinho sempre que algum está para nascer.
A felicidade multiplica-se.
14 junho 2009
Começamos cedo.
Pai: "Falaste com o Joel, na Igreja?"
Maria: "Claro que não. Tu sabes perfeitamente que eu não gosto de rapazes, os rapazes são horríveis."
Maria: "Claro que não. Tu sabes perfeitamente que eu não gosto de rapazes, os rapazes são horríveis."
13 junho 2009
18 meses de cada um.
Desenhar grávidas, aos 5 anos.
A Maria desenha e pinta muito. Vou dar com desenhos dela por todo o lado, já com palavras escritas, que aprendeu. Hoje, encontrei este, perguntei-lhe quem era ( é que geralmente os homens têm o corpo em forma de rectângulo e as mulheres o corpo em forma de triângulo). Ela respondeu, com ar óbvio:
"É a tia Marta e o primo Tiago."
E por falar em primo Tiago: amanhã faz 40 semanas e não há forma de nos querer conhecer.
"É a tia Marta e o primo Tiago."
11 junho 2009
Fomos a um casamento
as miúdas só queriam saber do vestido da noiva, para onde ia a noiva, todos os passos que a noiva dava. O miúdo só queria jogar à bola e andar à solta.
No supermercado
uma mãe bem mais velha que eu, com dois filhos a asneirarem à grande, eu na fila sozinha (de braços cruzados, a observar com satisfação o cenário), a mãe à beira de um ataque de nervos depois de os repreender, ameaçar, quase gritar e desesperada olha para mim. Sorrio. "É que nem imagina o que é vir às compras com duas crianças."
É que não imagino mesmo. :)
É que não imagino mesmo. :)
09 junho 2009
A aguardar o nascimento do meu 8º sobrinho,
o Tiago, por estes dias. Durante esta semana nasceram a Raquel e o Eli. Dos 16 bebés-amigos para nascer ainda este ano, 7 já conhecem a luz do dia.
08 junho 2009
Roupas
Consigo finalmente libertar-me de uma caixa de roupas que nunca mais usei. Algumas simplesmente não me servem, outras não me ficam bem, outras não se enquadram já na minha idade. Pode parecer ridículo dizer isto, eu que só tenho 32 anos, mas se há coisa que me aflige é poder chegar aos 40 anos com a mania que tenho de me vestir como as minhas filhas adolescentes. Não quero, não devo.
O que lá vai, lá vai. Gostava muito de algumas daquelas camisolas, mas não as usarei mais. Revê-las-ei no corpo de uma prima com ainda muita juventude para gozar.
O que lá vai, lá vai. Gostava muito de algumas daquelas camisolas, mas não as usarei mais. Revê-las-ei no corpo de uma prima com ainda muita juventude para gozar.
07 junho 2009
A ler.
"Tanto os liberais como os conservadores enchem páginas e páginas com conselhos para as mulheres sobre como tentar "ter tudo", ou seja, ter uma família e uma carreira. Os liberais sugerem que os pais fiquem mais em casa e que haja programas governamentais para ajudar as mães a manter o emprego depois de terem filhos; os conservadores recomendam que as mulheres adiem a carreira até os filhos estarem na escola a tempo inteiro. Com estes conselhos chega-se muitas vezes à conclusão de que, enfim, talvez seja impossível para as mulheres ter tudo, e que elas vão ter inevitavelmente de fazer sacrifícios profissionais.
Mas esperem lá. "Ter tudo" exige uma profissão? Desde quando é que trabalhar não é horrível? (...)
Quando penso em sacrifícios e carreiras penso nos pais que conheci quando crescia, que tinham de labutar em empregos que odiavam para sustentar a família. Penso em mães solteiras que não têm a capacidade de passar o dia com os filhos porque têm de ter um trabalho (ou dois) a tempo inteiro para pôr comida na mesa. Enquanto mulheres com dinheiro gritam aos quatro ventos que não conseguem trabalhar o suficiente, homens e mulheres que de facto têm de trabalhar não recebem qualquer tipo de reconhecimento pelos sacrifícios que fazem.
Não quero com isto dizer que ser dona de casa é fácil ou que não envolve sacrifícios. Tal como todos os membros de uma família que funciona bem, as mulheres que ficam em casa a tempo inteiro fazem muitos sacrifícios pelo bem da equipa. Mas há qualquer coisa de perverso num mundo que conta o emprego como um desses sacrifícios. Afinal de contas, o que é "ter tudo" senão a liberdade de passar o tempo a desenvolver as relações com a família e os amigos, e a investir nos nossos interesses? (...)
À medida que o debate prossegue, prevejo que os liberais continuem a falar sobre discriminação, injustiça e, claro, sacrifícios. Mas espero que os conservadores, especialmente os que advogam a promoção dos valores familiares, parem de lançar sugestões para que as mulheres possam "ter tudo" indo trabalhar para um escritório além de se concentrarem na respectiva família. A última coisa de que as mulheres precisam é de mais conselhos sobre como trabalhar. Do que precisam é de alguns conselhos sobre como viver."
Retirado daqui e parcialmente traduzido pela Karla.
Mas esperem lá. "Ter tudo" exige uma profissão? Desde quando é que trabalhar não é horrível? (...)
Quando penso em sacrifícios e carreiras penso nos pais que conheci quando crescia, que tinham de labutar em empregos que odiavam para sustentar a família. Penso em mães solteiras que não têm a capacidade de passar o dia com os filhos porque têm de ter um trabalho (ou dois) a tempo inteiro para pôr comida na mesa. Enquanto mulheres com dinheiro gritam aos quatro ventos que não conseguem trabalhar o suficiente, homens e mulheres que de facto têm de trabalhar não recebem qualquer tipo de reconhecimento pelos sacrifícios que fazem.
Não quero com isto dizer que ser dona de casa é fácil ou que não envolve sacrifícios. Tal como todos os membros de uma família que funciona bem, as mulheres que ficam em casa a tempo inteiro fazem muitos sacrifícios pelo bem da equipa. Mas há qualquer coisa de perverso num mundo que conta o emprego como um desses sacrifícios. Afinal de contas, o que é "ter tudo" senão a liberdade de passar o tempo a desenvolver as relações com a família e os amigos, e a investir nos nossos interesses? (...)
À medida que o debate prossegue, prevejo que os liberais continuem a falar sobre discriminação, injustiça e, claro, sacrifícios. Mas espero que os conservadores, especialmente os que advogam a promoção dos valores familiares, parem de lançar sugestões para que as mulheres possam "ter tudo" indo trabalhar para um escritório além de se concentrarem na respectiva família. A última coisa de que as mulheres precisam é de mais conselhos sobre como trabalhar. Do que precisam é de alguns conselhos sobre como viver."
Retirado daqui e parcialmente traduzido pela Karla.
05 junho 2009
De como aparências iludem
Tive dois chefes.
Os dois um pouco mais velhos que eu.
O primeiro, aparentemente calmo, cheio de diplomacia, cumprimentos com toda a gente, revelava-se - nos momentos de tensão - um animalzinho. Tratava-me com desprezo e não suportava a ideia que alguém abaixo tivesse ideias melhores que as dele. Pior, fazia das dos outros, conceitos dele. Era incapaz de reconhecer um erro, não gostava de ouvir opiniões que o contrariassem e não perdia oportunidade de sobrecarregar quem quer que fosse, para seu benefício.
O outro, um espalhafatoso. Falava alto, dizia frases inconvenientes acerca de coisas como a vestimenta das pessoas, dizia piadas mesmo que não lhas pedissem, barafustava constantemente. Porém, nunca foi incorrecto comigo, pedia-me opiniões e reconhecia boas ideias, respeitava o espaço de cada um e a incapacidade de, muitas vezes, fazer mais.
O primeiro quase me fez pedir a carta de despedimento ao fim de ano, mas o segundo prendeu-me lá mais outros seis.
Os dois um pouco mais velhos que eu.
O primeiro, aparentemente calmo, cheio de diplomacia, cumprimentos com toda a gente, revelava-se - nos momentos de tensão - um animalzinho. Tratava-me com desprezo e não suportava a ideia que alguém abaixo tivesse ideias melhores que as dele. Pior, fazia das dos outros, conceitos dele. Era incapaz de reconhecer um erro, não gostava de ouvir opiniões que o contrariassem e não perdia oportunidade de sobrecarregar quem quer que fosse, para seu benefício.
O outro, um espalhafatoso. Falava alto, dizia frases inconvenientes acerca de coisas como a vestimenta das pessoas, dizia piadas mesmo que não lhas pedissem, barafustava constantemente. Porém, nunca foi incorrecto comigo, pedia-me opiniões e reconhecia boas ideias, respeitava o espaço de cada um e a incapacidade de, muitas vezes, fazer mais.
O primeiro quase me fez pedir a carta de despedimento ao fim de ano, mas o segundo prendeu-me lá mais outros seis.
Esta semana
a trabalhar em Lisboa pus em dia todos os almoços com amigos, que adiava há meses, por estar sempre a trabalhar em casa.
03 junho 2009
Sempre gostei do silêncio para trabalhar
Talvez o que mais me enervasse no emprego que tinha era o som dos telefones, a agitação, o ruído de fundo. Eu gosto do silêncio e gosto de trabalhar sozinha. Em casa, ele é garantido, com a ida dos miúdos para a Escola. Mas estar como estou esta semana, rodeada de dezenas de pessoas, todas em silêncio e concentradas nas suas coisas, tem qualquer coisa de poético. É bonito.
02 junho 2009
01 junho 2009
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