Eu, com sementes várias num saco escondido, pergunto primeiro: "Então vocês sabem o que são sementes?"
Resposta pronta da Marta: "Eu sei, são umas coisas que os médicos põem nas barrigas das pessoas para elas ficarem boas!"
(Tudo porque o avô paterno colocou uns implantes com o mesmo nome. Lol)
30 março 2010
29 março 2010
Não sei que mãe eu seria
depois de uma dor destas.
Acredito num Deus que dá e tira, consola e restaura. Mas sinto-me tão pequenina quando sei destes acontecimentos, de pessoas que conhecemos.
Resta orar pelo consolo, de uma dor inimaginável.
Acredito num Deus que dá e tira, consola e restaura. Mas sinto-me tão pequenina quando sei destes acontecimentos, de pessoas que conhecemos.
Resta orar pelo consolo, de uma dor inimaginável.
26 março 2010
Não se pode ter tudo (nem lá perto) *
É um cliché, uma frase feita, repetida até à exaustão e até deixar de ter substância. Dizemos as palavras sem consciência do que estamos a dizer.
Não se pode ter tudo
Mas queremos ter tudo. Se há coisa que define a era moderna é isso - no feminino então nem se fala. Passamos a vida em malabarismos para ter tudo, e não só materialmente. Queremos o dinheiro, o conforto, a liberdade, as férias, os filhos, as roupas, a calma, a adrenalina, as experiências radicais, a experiência dos 30 com o corpo dos 20.
Mas esquecemo-nos das cinco palavrinhas mágicas: não se pode ter tudo. Ninguém tem tudo. Ninguém. Não por artes mágicas de um qualquer equilíbrio cósmico, mas porque é mesmo assim. Porque quem tem o dinheiro a acumular no banco não o goza, e quem o goza já não tem tanto, ou nenhum. Quem escolhe os filhos prescinde de sair todos os fins de semana, e quem gosta de dormir até ao meio dia ao fim de semana não pode ser acordado com beijinhos lambuzados pela manhã.
E os meus vizinhos da frente que vivem na vivenda que eu tanto gostaria de ter, que comem no restaurante sempre que lhes apetece sem serem interrompidos, têm carros novos e limpos, não têm crianças a cantar no banco de trás a agradecer por um Happy Meal.
Quem não conta os trocos da carteira, não tem tempo para as crianças. Quem vai buscar as crianças cedo à escola, não compra nem metade do que gostaria de lhes dar.
A minha amiga gira, da minha idade, que ainda usa biquinis que eu usava há 10 anos, não tem filhos. Eu tenho filhos, mas já nem me atrevo a experimentar biquinis.
É tão simples quanto isto.
Não se pode ter tudo, e eu sou muito mais feliz desde que descobri isso.
Não se pode ter tudo
Mas queremos ter tudo. Se há coisa que define a era moderna é isso - no feminino então nem se fala. Passamos a vida em malabarismos para ter tudo, e não só materialmente. Queremos o dinheiro, o conforto, a liberdade, as férias, os filhos, as roupas, a calma, a adrenalina, as experiências radicais, a experiência dos 30 com o corpo dos 20.
Mas esquecemo-nos das cinco palavrinhas mágicas: não se pode ter tudo. Ninguém tem tudo. Ninguém. Não por artes mágicas de um qualquer equilíbrio cósmico, mas porque é mesmo assim. Porque quem tem o dinheiro a acumular no banco não o goza, e quem o goza já não tem tanto, ou nenhum. Quem escolhe os filhos prescinde de sair todos os fins de semana, e quem gosta de dormir até ao meio dia ao fim de semana não pode ser acordado com beijinhos lambuzados pela manhã.
E os meus vizinhos da frente que vivem na vivenda que eu tanto gostaria de ter, que comem no restaurante sempre que lhes apetece sem serem interrompidos, têm carros novos e limpos, não têm crianças a cantar no banco de trás a agradecer por um Happy Meal.
Quem não conta os trocos da carteira, não tem tempo para as crianças. Quem vai buscar as crianças cedo à escola, não compra nem metade do que gostaria de lhes dar.
A minha amiga gira, da minha idade, que ainda usa biquinis que eu usava há 10 anos, não tem filhos. Eu tenho filhos, mas já nem me atrevo a experimentar biquinis.
É tão simples quanto isto.
Não se pode ter tudo, e eu sou muito mais feliz desde que descobri isso.
25 março 2010
A verdade sai da boca das crianças.
Uma miúda da sala da Maria, hoje: "Então, ainda estás grávida?".
Pois.
Pois.
Ter caracóis
é ter garantidas surpresas todos os dias. Um destes, eu ri-me tanto quando ela me apareceu na sala assim, que tive de registar. A primeira coisa que faço quando acordo é apanhar o cabelo com elástico. Assim se perde volume e se domesticam os cabelos nos primeiros minutos do dia. Depois, na hora de sair de casa, é soltar e ver se há condições para usar solto, com ganchos, molas ou fita. Se ainda assim estiver muito mau, usa-se um creme que se doseia com os dedos e volta-se a prender.
Pentear com escova só mesmo molhado, com amaciador. Há dias em que a única solução é molhá-lo mesmo.

Pentear com escova só mesmo molhado, com amaciador. Há dias em que a única solução é molhá-lo mesmo.

24 março 2010
A nossa Igreja
Agora chamam-lhe bullying.
(Ontem cá em casa vimos a reportagem da Sic).
Sempre fui miúda pacata, nunca me lembro de ter andado à tareia com alguém ou de ter problemas de maior com colegas da Escola. Mas no 6º ano tive uma colega africana, já com os seus 14 anos, que entendeu a dada altura que eu haveria de lhe fazer recados. Como não lhe fazia recados nenhuns e a deixava a falar sozinha, uma vez empurrou-me, outras ameaçou-me e chegou mesmo a dar-me um estaladão num intervalo. Umas semanas depois, e porque aquilo se estava a tornar perseguição, contei à minha mãe.
No dia a seguir, entra a minha mãe pela Escola, avisa a Directora de Turma do que se tinha passado e depois dirige-se à miúda, em pleno intervalo grande, e diz-lhe que vai falar com a mãe dela se ela me continuar a chatear e que se não lhe dão umas palmadas em casa, ela própria se encarregaria de lhas dar.
Até hoje. A Ângela nunca mais me ameaçou.
As coisas eram muito mais simples em 1988.
Sempre fui miúda pacata, nunca me lembro de ter andado à tareia com alguém ou de ter problemas de maior com colegas da Escola. Mas no 6º ano tive uma colega africana, já com os seus 14 anos, que entendeu a dada altura que eu haveria de lhe fazer recados. Como não lhe fazia recados nenhuns e a deixava a falar sozinha, uma vez empurrou-me, outras ameaçou-me e chegou mesmo a dar-me um estaladão num intervalo. Umas semanas depois, e porque aquilo se estava a tornar perseguição, contei à minha mãe.
No dia a seguir, entra a minha mãe pela Escola, avisa a Directora de Turma do que se tinha passado e depois dirige-se à miúda, em pleno intervalo grande, e diz-lhe que vai falar com a mãe dela se ela me continuar a chatear e que se não lhe dão umas palmadas em casa, ela própria se encarregaria de lhas dar.
Até hoje. A Ângela nunca mais me ameaçou.
As coisas eram muito mais simples em 1988.
23 março 2010
22 março 2010
A Primavera chegou
19 março 2010
Efésios 6:1-4
"Vocês filhos, porque são do Senhor, obedeçam aos vossos pais, pois essa é a atitude justa.
Honra o teu pai e a tua mãe. Dos dez mandamentos de Deus, este é o primeiro que tem ligado a si uma promessa: para que tenhas uma vida longa e cheia de bênçãos.
Vocês, os pais, não exasperem os vossos filhos. Antes eduquem-nos seguindo os conselhos e a doutrina do Senhor."
Honra o teu pai e a tua mãe. Dos dez mandamentos de Deus, este é o primeiro que tem ligado a si uma promessa: para que tenhas uma vida longa e cheia de bênçãos.
Vocês, os pais, não exasperem os vossos filhos. Antes eduquem-nos seguindo os conselhos e a doutrina do Senhor."
18 março 2010
17 março 2010
Contagem decrescente para a Páscoa
Fiquei encantada com duas ideias tão simples mas tão bonitas:
1. Uma árvore de Páscoa com devocionais diários pendurados;
2. À semelhança das velas que acendemos no Advento, nos 4 domingos que antecedem o Natal, uma espécie de peregrinação até à cruz, numa caminhada diária. 
Ambos, daqui.
1. Uma árvore de Páscoa com devocionais diários pendurados;
2. À semelhança das velas que acendemos no Advento, nos 4 domingos que antecedem o Natal, uma espécie de peregrinação até à cruz, numa caminhada diária. 
Ambos, daqui.
Nunca tinha pensado muito nisto.
Mas a verdade é que, muitas das vezes, estar longe da vista é estar longe do coração. Depende muito de nós.
16 março 2010
Tia-avó Lena
Os meus filhos têm duas tias-avós com o mesmo nome. Uma de cada lado da família. Apesar de em feitio serem até pessoas bastante diferentes, têm enormes semelhanças no trato e cuidado connosco e com os miúdos.
Se a Tia Lena está presente, eles estarão por perto com toda a certeza. Há duas semanas fomos visitar esta tia ao Hospital, mas como íamos com os miúdos, tivemos de ir para o Refeitório para estarmos todos juntos. O Joaquim acho que não percebeu muito bem onde estava (no final da visita, deu-lhe a mão para irmos todos para o carro) mas as miúdas estão sempre a perguntar se ela já se encontra em casa. Nas orações nunca é esquecida e apesar de eu só estar na família há perto de uma década, temos todos para com ela uma grande gratidão. Fica boa depressa, tia, que o teu colo é indispensável.


Se a Tia Lena está presente, eles estarão por perto com toda a certeza. Há duas semanas fomos visitar esta tia ao Hospital, mas como íamos com os miúdos, tivemos de ir para o Refeitório para estarmos todos juntos. O Joaquim acho que não percebeu muito bem onde estava (no final da visita, deu-lhe a mão para irmos todos para o carro) mas as miúdas estão sempre a perguntar se ela já se encontra em casa. Nas orações nunca é esquecida e apesar de eu só estar na família há perto de uma década, temos todos para com ela uma grande gratidão. Fica boa depressa, tia, que o teu colo é indispensável.


15 março 2010
Ter amigas ilustradoras. E talentosas.
O que eu gosto de crachás.


Livrinhos de apontamentos.
O primeiro é do Tiago, o segundo da Marta, o terceiro da Maria, o quarto do Joaquim.
Os outros 3 são meus.

14 março 2010
Lamentações de Jeremias 3:21-25
"Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a Tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei n'Ele. Bom é o Senhor para os que esperam n'Ele, para a alma que o busca."
12 março 2010
Mais uma semana
Passo a vida no Hospital. As funcionárias sabem o meu nome de cor e estou na fase em que são mais as vezes que não pago consulta e faço o circuito todo ao contrário do que outra coisa. Perco lá grande parte do dia, entre análises, resultados, papéis e marcações.Esta rotina semanal cansa-me mas saio sempre contente quando me apercebo que, afinal, aguentámos mais uma semana. Tem sido mesmo uma de cada vez.
Vou tomar a injecção para amadurecimento dos pulmões do Caleb e começar um tratamento para prevenir eventuais hemorragias pós-parto. Entretanto, convém que ele deixe de estar sentado para se virar de cabeça para baixo. Não queremos que ele nasça já, mas era menos um motivo de preocupação.
Já tínhamos prometido
11 março 2010
10 março 2010
Monstro das meias
28 semanas e 3 dias
Ontem foi dia de espreitar o Caleb. Primeiro, numa ecocardíaca, para verificar o pequeno coração e, depois, na tradicional ecografia. Coraçãozinho óptimo, Caleb sentado (justifica os movimentos turbulentos que sinto no baixo ventre) e estimativa de peso fetal acima da média. 1225g a rondar os 40 cm. Vamos ver o que dizem as minhas análises desta semana... lá para sexta-feira.09 março 2010
Reencontrar fotos antigas
A minha primeira fotografia tipo passe, tirada na Estrada de Benfica, de propósito para o meu cartão de natação do Sporting. Tinha uns 7/8 anos e lembro-me como se fosse hoje do momento. A t-shirt era às riscas azuis escuras, brancas, cinzentas e azuis claras. Vestia uns calções curtinhos azuis escuros. Parecia um rapazinho.Ah.
No meu dia de anos, tive de acordar o Joaquim porque iamos comer fora com os meus pais. Na noite anterior, tinham-se deitado os três - como sempre - entre as 20h30 e as 21h mas este miúdo não recusa dormir. Era quase meio-dia e meio quando abri o estore, o preguiçoso se sentou na cama uns 5 minutos e, finalmente, despertou. :)
É costume.
A Maria é a primeira a acordar, por volta das 7h30/8h e a Marta geralmente acorda ao mesmo tempo ou um pouco mais tarde. Pedem para ir para a sala, ligamos a televisão e elas vêem os desenhos animados, enquanto tomam o pequeno-almoço. No meu dia de anos não foi excepção, mas elas estiveram mais tempo na sala, uma vez que não havia pressas para sair para a escola. Quando me levantei, já tinha uma série de desenhos preparados pelas duas, e os parabéns cantarolados. Isto sem ideias sugeridas por ninguém, que o pai tinha-se acabado de levantar também. :)
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(pano para usar no carro)






Saudades deste 



















