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01 janeiro 2020

Tricotar rima com orar, decorar e recitar

Aqui há uns anos, ao meu redor pela família e amigas, instalava-se uma febre de crochês e tricôs à qual eu, mãe quase desesperada entre fraldas, birras, caos, escapei sem fraquejar. Nada em mim se deliciava ao ver crescer as linhas, a minha disponibilidade para essas lides era nenhum. Não era claramente a altura para mim, e essa foi uma das lições que fui aprendendo com a maternidade: há um tempo para tudo, e aquele não era o meu tempo.

Aqui há uns dias, a ideia voltou, porque me pus a pensar em coisas que me ajudassem a parar, a meditar no meio de toda a correria que agora se avizinha. Depois de uns vídeos no Youtube e uma ida ao armazém, comecei o projecto simples de uma mantinha às riscas. As mãos depressa ganharam memória, deixando livre a minha mente para pensar, descontrair, orar, recitar os textos que sei de cor e propor-me a novos. É a conjugação perfeita, agora que sentar-me no sofá não é correr o risco de ter a casa a pegar fogo, noutra divisão.


Para a semana recomeçamos a escola e o horário aperta. O desafio será saber parar com um propósito, sempre que o relógio permita, não sucumbindo a distracções.

26 janeiro 2018

Primaveeeeraaa...



A minha irmã sabe que eu tenho uma paixão por tulipas. Estão no meu top 5 de flores.Gosto muito da primavera, é a minha estação do ano favorita. Deve ser porque não sofro de alergias, dirão alguns amigos. Pois pode ser. Mas gosto dos dias maiores, do sol que dispensa sobretudos, das cores que começam a brotar.

Este ano há muitos bebés doentes, e este inverno está muito esquisito. Já não há estações como antigamente, dirão os mais velhos. Pois não. Mas ainda assim, anseio por este chegar de tempo novo, ainda que incerto,por vírus enviados para nenhures e por piqueniques. As tulipas que a minha irmã me ofereceu dizem o mesmo.




31 maio 2016

Guerra

Primeiro vimos* a série "The Pacific", que nos deixou completamente vidrados, não só por estar muito bem filmada e conseguida, mas sobretudo por nos mostrar mais da guerra. Uma série onde cada personagem que achamos que pode vir ser a principal desaparece como vapor ali ao virar da esquina e onde terminar um diálogo com o companheiro do lado pode ser uma realidade altamente improvável.


Pouco depois, achámos na biblioteca aqui ao pé de casa, a série anterior a esta, "Band of brothers", e nela ficámos colados também. A guerra em toda a sua brutalidade, a descoberta dos campos de concentração e as poucas pessoas que sobrevivem a ela.

Se tiverem acesso a estas séries, vejam, que é tempo muito bem  gasto.





* - eu e o marido, que estas séries são para adultos.

19 maio 2016

Fracos meus.

Boinas, suspensórios, sacos de pano. Acessórios que nunca, mas nunca deviam ser substituídos por bonés, cintos e mochilas. Digo eu, pois.

07 março 2016

Room


Ma: [about the mouse] He's on the other side of this wall.
Jack: What other side?
Ma: Jack, there's two sides to everything.
Jack: Not on an octagon.
Ma: Yeah, but... An octagon has eight sides. But a wall, okay, a wall's like this, see? And we're on the inside and mouse is on the outside.
Jack: In outer space?
Ma: No, in the world. It's much closer than outer space.
Jack: I can't see the outside-side.
Ma: Listen, I know that I told you something else before, but you were much younger. I didn't think that you could understand, but now you're so old, you're so smart. I know that you can get this. Where do you think that old Nick gets our food?
Jack: From TV by magic!

Ma: You're gonna love it.
Jack: What?
Ma: The world.

 Jack: When I was small, I only knew small things. But now I'm five, I know everything!


- E não coloco aqui outras das minhas falas preferidas porque estaria a desvendar o que acontece neste filme. Vão ver! -

16 fevereiro 2016

Menos.

Passaria ao lado, se na etiqueta o preço não fosse quase dado (saldos a 80% de uma loja já por si barata). Depois de perceber o conforto, estudámos (eu e as miúdas) possibilidades de minimização.

E assim foi:



12 janeiro 2016

Clássicos.

Cá em casa há apenas duas opções para os bolos, em termos de coberturas: chantilly ou chocolate. Tudo o resto, a maioria não liga ou não come mesmo. Os clássicos serão sempre clássicos.

14 dezembro 2015

Correspondência.


Sim, nunca perdi este hábito e teimo em mantê-lo. Envio postais no natal (e escrevo cartas durante o ano). A funcionária dos correios já me conhece, e sabe que nem todas vão para território nacional. Também sabe que muitas vezes o conteúdo dos meus envelopes são apenas livros, e por isso me relembra para o identificar (enviar só livros tem uma taxa bonificada, não sei se sabem).

A dificuldade em manter esta tradição de poder enviar a todos quantos gostaríamos é sabermos a respectiva morada. Valem-nos aqueles que também ainda teimam em nos escrever ou os que não mudaram de casa ao longo dos anos. E aí vão elas!

30 novembro 2015

Pray for a miracle...and even more so, for peace with His decision.

Queria ter escrito este post há umas semanas. Fui adiando.

O meu youtube é uma salganhada muito bem guardada do que me apetece ouvir. Há muita coisa que acho e ouço, e que vai à sua vida. Outras ficam sempre, mas têm períodos em que se ouvem mais.

Gosto muito da Joey (e do Rori) Feek. Depois de ela ter assumido - há cerca de dois anos- que ia ter uma filha com trissomia 21, num país onde se calcula que em menos de 10 anos não se verão mais crianças com este problema, tal é a taxa elevada de abortos, soube que tinha cancro. Tratamentos feitos, há pouco mais de um mês entrou na recta final, em que recusaram mais tratamento, mas ainda se ora por um milagre.

São pouco mais de 40 anos de uma voz que eu gosto tanto.

Uma das minhas preferidas, aqui:

A última gravada, em Agosto:

O blogue do marido, aqui.

05 outubro 2015

Cenas favoritas

Os nossos amigos do Brasil sabem o que trazer para deixar 6 pessoas cá por casa satisfeitas.

30 setembro 2015

A pé.

Quero acreditar que a razão porque se hoje caminha menos é pela falta de tempo, em conjunto com a realidade geral que a maioria das pessoas ou famílias tem um carro. Ou dois. Ou mais. No nosso caso, vivemos apenas com um carro. Isso implica que o chefe de cá de casa vá de comboio trabalhar e ande bastante a pé. Há dias em que ele assume o levar e trazer os miúdos de carro e fico eu a pé. Não são poucas as vezes em que tenho de tratar de assuntos e ando vários quilómetros, ou escolho propositadamente um supermercado mais longe para poder caminhar e organizar ideias. Houvesse mais tempo e tenho certeza que o faria muitas mais vezes.

Um destes dias, naqueles em que o carro seguiu com os mais velhos, fui com o mais novo num percurso que fazemos sempre de carro. A Avenida Dom Pedro V, em Carcavelos, é capaz de estar no meu top 5 de ruas predilectas. Nem sei quantas vezes já a fotografei, seja com o mar ao fundo, seja no sentido contrário. Mas percorrê-la a pé nestes dias brilhantes de Outono é qualquer coisa de imperdível.






14 setembro 2015

Das saudades e dos dias mais frescos


 Com a chegada de Setembro, as praias ao pé de casa começam a esvaziar. Os dias começam por ser instáveis, e há uma luz diferente no ar. Setembro é tão bonito que me chega a comover. Não dá para separar muita coisa. Em Setembro agravam-se algumas saudades. Saudades essas que podem ser despoletadas por coisas tão ridículas como uns azulejos de casa-de-banho em sítio alheio, restos das obras da nossa casa.

As saudades também se fazem por ser tão óbvia a ausência em algumas circunstâncias. Foi também em Setembros passados, esses demasiado próximos, que vi partir duas pessoas muito queridas para mim. Mas também foi em dois Setembros que me foi dada a possibilidade de gerar vida. Dias mágicos, esses.

Houve um tempo em que me sentia a perder coisas quando o Outono chegava. Como se no calor e nos dias bonitos residisse a plena felicidade. Já lá vão. O Outono traz consigo aquela promessa do profeta Isaías: "Seca-se a erva e cai a flor, mas a palavra de Deus permanece para sempre" e por isso estamos bem. Com uma luz bonita no ar, com as folhas que caem, com mais uma manta na cama. As promessas de Deus nunca falham, e isto chega-me para tudo o resto. E para encontrar no Outono cada vez mais beleza, com o passar do tempo.

(fotos tiradas com o telemóvel)

07 setembro 2015

As castanhas que me serviram de jantar na sexta-feira denunciam que o Outono está aí, e parece prometer (deliciosas, nem uma única podre, compradas pela minha mãe). Os miúdos estão de férias há três meses, e embora seja desafiante a conciliação dos inúmeros afazeres e trabalhos que temos, com eles em casa, a duas semanas de recomeçar a verdadeira rotina de ano lectivo, sempre a mesma frase na cabeça: que sejamos nós a tomar conta dos dias e não os dias a tomar conta de nós.

07 maio 2015

Não sei.

É um dos meus hinos preferidos (pena que não haja um audio decente para aqui partilhar convosco) porque fala do mistério que é Deus tornar-nos Seus filhos. Da certeza que o amanhã planeado, seja ele mau ou bom, está nas Suas mãos, e que um dia - esse grande dia - Jesus voltará.

18 março 2015

Envelhecer graciosamente


São duas as semanas que separam estas fotografias. As rosas são daquelas flores que quando começam a secar se tornam ainda mais bonitas. Não saem daqui tão depressa.

02 março 2015

Sabonetes e sabão



Se gostam de sabonetes que cheirem mesmo bem e sejam mimosos, e de sabão artesanal, aconselho-vos que encomendem aqui. Vale a pena, fiquei fã!

Salmos 121 na ponta da língua

. A escola começou e o vagar no sofá não é o mesmo. Mas seja a crochetar, a lavar a loiça, a tomar banho, a conduzir, há sempre oportuni...