30 dezembro 2018
Adeus, 2018
A clássica foto de oferta a amigos e família pelo Natal, a relembrar que Deus continua a cuidar de nós, mesmo quando os anos não se tornam mais fáceis. Como lia por aí: não vamos fazer resoluções para o novo ano, façamos hábitos.
25 dezembro 2018
Dia de Natal
Hoje foi o dia de voltar a lembrar o nascimento do nosso Salvador. Pela manhã, quando celebrávamos juntos em família na Igreja da Lapa, olhei em redor e observei a forma como orávamos uns pelos outros, confirmei uma das coisas que Jesus veio fazer quando se tornou homem e habitou entre nós: ensinar o que é o amor. Amar é difícil, dá trabalho, é uma escolha e um mandamento. Só podemos amar porque alguém nos amou primeiro. De forma perfeita.
"Nós amamos porque ele nos amou primeiro." - 1 João 4:19
24 dezembro 2018
Advento, dia 24
Hoje, relembro o bebé a dormir debaixo das estrelas que ele próprio criou, e relembro também o dia em que fui adoptada como filha de Deus, pela graça. Agradeço o Espírito Santo que habita em mim e vivo este dia com outros, a quem quero amar como a mim mesma, num acto de obediência Deus Pai.
Seja com bacalhau, perú, rabanadas ou filhoses, a alegria deste dia só existe porque me foi dada uma alegria maior, que eu tenho o ano inteiro. Aguardo ansiosamente o dia mais alegre de todos, aquele em que vou conhecer o meu Salvador. Ansiosamente!
"Por isso, também Deus o exaltou soberanamente,
e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus,
Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus,
e na terra, e debaixo da terra,
E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor,
E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor,
para glória de Deus Pai."
Filipenses 2:9-11
Filipenses 2:9-11
23 dezembro 2018
Advento, dias 22 e 23
"Não tenhas medo!" - esta frase que o anjo disse a Maria, é uma frase repetida ao longo de toda a Bíblia, em inúmeras situações. Lembro-me de Josué, lembro-me de Zacarias, dos pastores em Belém.
O medo é um estado de alerta que previne que nos defendamos em situações de perigo. Também pode ser o receio de algo que está para a acontecer (e nem sempre ser uma ameaça real), pode ser um estado de ansiedade que se descontrola, pode ser um sentimento de culpa prolongado no tempo, o medo de morrer. Acho que já experimentei todos estes tipos de medo.
A Bíblia diz que Jesus veio e que venceu a morte. Com ele, temos vida, e uma libertação que nos deve livrar de todo o tipo de ansiedades, receios, medos. Isso, medos! Se a morte representar o pior medo de todos - sendo aquele que mais aterrador e desesperançoso pode ser, e esse medo tiver sido vencido com Cristo Jesus, então não há razão nenhuma para ter outros medos.
"Não to mandei eu? Sê forte e corajoso;
não temas, nem te espantes;
porque o Senhor teu Deus é contigo,
por onde quer que andares."
- Josué 1:9 -
não temas, nem te espantes;
porque o Senhor teu Deus é contigo,
por onde quer que andares."
- Josué 1:9 -
Não tenhas medo. Não tenhas medo. Não tenhas medo.
21 dezembro 2018
Advento, dia 21
Chegou o dia de Jesus nascer. Um parto. Nos braços destes jovens pais, o filho de Deus, um bebé completamente dependente e frágil. Juntos, Maria e José cuidaram deste bebé, enrolaram-no em panos para o aquecer e deram-lhe o nome de Jesus, tal como tinham sido instruídos.
A encarnação do Salvador do mundo poderia ter acontecido de muitas formas. Mas Deus, no seu plano maravilhoso e misterioso, escolheu que fosse assim. Ele escolheu este casal, numa noite longe de casa, para trazer ao mundo este bebé. Este menino, segundo as palavras do anjo, seria o herdeiro do trono de David. Ele seria o Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. O governo estaria sobre os seus ombros (Isaías 9:2-7).
Mas não havia nada particularmente complexo ou real nesse momento no estábulo Não havia megafones nas ruas a anunciar o nascimento do rei. À primeira vista, este era apenas e só mais um nascimento a acontecer, com rigorosamente nada de extraordinário. Mas este nascimento foi tudo menos banal. Fazia parte do plano de Deus desde o início.
Em Belém, nasceu uma criança. Um filho nos foi dado. Foi o momento mais significativo da história do mundo.
Porque um menino nos nasceu,
um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros,
e se chamará o seu nome:
Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Do aumento deste principado e da paz não haverá fim,
Do aumento deste principado e da paz não haverá fim,
sobre o trono de Davi e no seu reino,
para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça,
desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.
Isaías 9:6,7
Isaías 9:6,7
Porque
um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os
seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus
Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.
Isaías 9:6,7
Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.
Isaías 9:6,7
20 dezembro 2018
Advento, dia 20.
A história de Maria intriga-me sempre. Imagino uma jovem com boa reputação, prestes a casar com um jovem carpinteiro, com uma vida estável pela frente. Num dia como qualquer outro, apareceu-lhe um anjo. Um anjo? Isso: "Não tenhas medo, Maria, porque achaste graça diante de Deus" (Lucas 1:30). O anjo, então, informou-a do que aconteceria a seguir: ela iria ter um filho. Ela deveria dar-lhe o nome de Jesus e ele seria o rei prometido. Naturalmente, Maria, não sendo ainda casada, questionou: "Com acontecerá isso, se sou virgem?" Maria temia o que podia ouvir, a sua reputação estava prestes a ser manchada. Em tempos que a identidade de uma jovem e o seu futuro na sociedade dependiam de valores altos como a virgindade, resta-nos imaginar o espanto e a confusão de Maria, ao saber que Deus escolhia um caminho tão pouco popular para trazer o Messias ao mundo.
Muitas vezes, Deus mexe com os padrões pelos quais somos avaliados pelos outros para fazer o seu trabalho. A sociedade poderia difamar Maria, poderia evitá-la, poderia discriminá-la. Nada disso mudava o facto de Deus a achar altamente favorecida. É assim que Deus faz connosco também: pessoas favorecidas por meios não tão tradicionais.
Maria guardou para o Senhor Deus as suas questões, e escolheu confiar sem mais respostas. A reserva e a sabedoria de Maria inspiram-me. Comovem-me. Quando duvido da minha capacidade de confiar em Deus, lembro-me de Maria. Confiar em Deus implica relembrar a sua fidelidade ao longo de todas as gerações, redefinindo o que é bom, aos seus olhos.
Com o tempo, ao ver o Senhor Deus a trabalhar, a confusão e a reserva de Maria transformaram-se em adoração: “pois o poderoso fez grandes coisas por mim e santo é o seu nome”(Lucas 1:49). A minha oração é que o meu louvor esteja sempre pronto, em todos os momentos em que estou confusa. O seu nome é santo, e grandes coisas o Senhor Deus tem feito por mim. Amém.
Muitas vezes, Deus mexe com os padrões pelos quais somos avaliados pelos outros para fazer o seu trabalho. A sociedade poderia difamar Maria, poderia evitá-la, poderia discriminá-la. Nada disso mudava o facto de Deus a achar altamente favorecida. É assim que Deus faz connosco também: pessoas favorecidas por meios não tão tradicionais.
Como acontecerá isso, se sou virgem"
Lucas 1:3Ela temia a resposta que estava prestes a ouvir. Seu Filho seria ótimo, mas aos olhos do mundo, ela não seria mais.
"Maria, porém, guardava todas estas coisas e sobre eles reflectia em seu coração." - Lucas 2:19Lucas 1:3Ela temia a resposta que estava prestes a ouvir. Seu Filho seria ótimo, mas aos olhos do mundo, ela não seria mais.
Maria guardou para o Senhor Deus as suas questões, e escolheu confiar sem mais respostas. A reserva e a sabedoria de Maria inspiram-me. Comovem-me. Quando duvido da minha capacidade de confiar em Deus, lembro-me de Maria. Confiar em Deus implica relembrar a sua fidelidade ao longo de todas as gerações, redefinindo o que é bom, aos seus olhos.
Com o tempo, ao ver o Senhor Deus a trabalhar, a confusão e a reserva de Maria transformaram-se em adoração: “pois o poderoso fez grandes coisas por mim e santo é o seu nome”(Lucas 1:49). A minha oração é que o meu louvor esteja sempre pronto, em todos os momentos em que estou confusa. O seu nome é santo, e grandes coisas o Senhor Deus tem feito por mim. Amém.
19 dezembro 2018
Advento, dia 19
David é descrito na Bíblia como "um homem segundo o coração de Deus". David é descrito assim porque se comportava como um servo que desejava e amava fazer a vontade de Deus.
David servia a Deus e queria, acima de tudo, agradar-lhe. Não o fazia para agradar aos homens. David também cumpria o que lhe pediam e fazia-o com sabedoria e prudência, e agia de modo tão excelente, que conquistou a simpatia de todos os que com ele estavam e serviam (1 Samuel 18.5).
David era, também, um guerreiro. A sua missão diante de Deus era guerrear para livrar o “povo de Deus” dos seus inimigos (2 Samuel 3.18). Dessa forma, ele estava consciente da sua missão: servir a Deus.
Isso não significa que David tenha tido uma vida perfeita - pelo contrário, cometeu erros enormes, mas o seu coração estava disposto a assumir os erros cometidos e a arrepender-se deles.
Contudo, temos Jesus: melhor que David.
David foi ungido de Deus e escolhido para ser um rei de Israel.
Jesus é o Messias prometido e reinará para todo o sempre, em todo o Universo.
David era imperfeito e pecador, ainda que temente a Deus.
Jesus nunca pecou e é perfeito. Digno de todo o louvor e adoração.
David cumpriu grandes coisas, com a ajuda de Deus e era um exemplo a ser seguido.
Jesus fez coisas grandiosas e sempre tudo bem, e e/é o nosso exemplo maior a seguir.
David julgou o povo israelita.
Jesus julgará todo o mundo.
Importa sempre ler a Bíblia com o foco em Jesus. Não há gigante que David não tenha derrotado, Salmo que não tenha composto, oração que não tenha feito, que não tivesse o seu eco final no bebé que viria a nascer mais tarde. O bebé que hoje merece todo o nosso louvor, mal chega o Natal.
- A foto acima é com o grupo com quem estive a estudar na Escola Bíblica de férias de Natal 2018, na Igreja da Lapa-
David servia a Deus e queria, acima de tudo, agradar-lhe. Não o fazia para agradar aos homens. David também cumpria o que lhe pediam e fazia-o com sabedoria e prudência, e agia de modo tão excelente, que conquistou a simpatia de todos os que com ele estavam e serviam (1 Samuel 18.5).
David era, também, um guerreiro. A sua missão diante de Deus era guerrear para livrar o “povo de Deus” dos seus inimigos (2 Samuel 3.18). Dessa forma, ele estava consciente da sua missão: servir a Deus.
Isso não significa que David tenha tido uma vida perfeita - pelo contrário, cometeu erros enormes, mas o seu coração estava disposto a assumir os erros cometidos e a arrepender-se deles.
Contudo, temos Jesus: melhor que David.
David foi ungido de Deus e escolhido para ser um rei de Israel.
Jesus é o Messias prometido e reinará para todo o sempre, em todo o Universo.
David era imperfeito e pecador, ainda que temente a Deus.
Jesus nunca pecou e é perfeito. Digno de todo o louvor e adoração.
David cumpriu grandes coisas, com a ajuda de Deus e era um exemplo a ser seguido.
Jesus fez coisas grandiosas e sempre tudo bem, e e/é o nosso exemplo maior a seguir.
David julgou o povo israelita.
Jesus julgará todo o mundo.
Importa sempre ler a Bíblia com o foco em Jesus. Não há gigante que David não tenha derrotado, Salmo que não tenha composto, oração que não tenha feito, que não tivesse o seu eco final no bebé que viria a nascer mais tarde. O bebé que hoje merece todo o nosso louvor, mal chega o Natal.
- A foto acima é com o grupo com quem estive a estudar na Escola Bíblica de férias de Natal 2018, na Igreja da Lapa-
18 dezembro 2018
Advento, dia 18
Se tivéssemos de resumir a vida de Moisés, poderíamos dizer: mediador de conflitos. Basta imaginar que grande parte da sua vida foi ser o constante portador da mensagem de Deus ao povo. Moisés não só representava Deus para o povo, mas também se encontrava na posição desconfortável de dar a cara pelo povo de Israel, ao seu Deus.
Moisés amava a Deus e amava o povo. E esta é uma característica fundamental de um bom mediador: alguém que ama as duas partes e que deseja que as partes se amem também.
Moisés queria que Deus perdoasse a enormidade dos pecados de Israel. Ele queria que Deus fosse com Israel para onde eles iam e que Israel fosse para onde Deus ia. Moisés deu a sua vida para lembrar a Deus e a Israel o quanto eles se amavam.
Hoje, temos um melhor Moisés.
Moisés abdicou do lugar na casa do Faraó e juntou-se ao povo judeu.
Jesus abdicou do seu lugar, tomou a forma de servo, e fez-se homem.
Moisés libertou o povo judeu da escravidão.
Jesus libertou judeus e gentios da escravidão do pecado.
Moisés recebeu a lei e deu-a ao povo.
Jesus recebeu a lei de Deus e escreveu-a no coração dos que chamou.
Com Moisés a aliança com Deus era feita através da lei.
Com Jesus, a aliança faz-se pela fé.
Hoje podemos agradecer a Deus por enviar Jesus como um verdadeiro e melhor mediador que, como Moisés e outros sacerdotes do Antigo Testamento, é o nosso meio de ligação ao Pai, para todo o sempre. Com a sua vinda, morte e ressurreição temos vida. E vida para sempre!
"Porque há um só Deus,
e um só mediador entre Deus e os homens,
Jesus Cristo, homem."
- 1 Timóteo 2:5 -
- 1 Timóteo 2:5 -
Dia nº 2 da Escola Bíblica de férias da Igreja da Lapa
17 dezembro 2018
Advento, dia 17
Em plena Escola Bíblica de férias da Igreja da Lapa, reciclo parte do material que estamos a estudar com as crianças e partilho convosco, nesta caminhada comum do Advento.
"O qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo..."
- 1 Pedro 1:20 -
É difícil imaginar o tempo " ainda antes da fundação do mundo", mas de facto, a Bíblia conta que houve um tempo antes da existência da Terra. E apesar de estarmos familiarizados com o: “No princípio criou Deus…” (Génesis 1:1), também não é coisa simples conceber a ideia que, com apenas a sua palavra, Deus criou tudo a partir do nada.
"No início era o verbo." - a palavra
João 1:1
A Palavra era Jesus - Ele era Deus e estava com Deus desde o início. Jesus nunca foi um plano B. Toda a Bíblia aponta constantemente para Jesus. Cada simples palavra.
Vivemos no tempo em que podemos ler toda a história descrita no Velho Testamento, a forma como a imperfeição, os desastres, a incredulidade dominaram, desde o Éden, o coração dos homens; ao mesmo tempo existimos hoje enquanto Igreja do Senhor Jesus, sabendo que todas as promessas foram cumpridas com Cristo. Não existe mundo perfeito sem a vinda de Jesus.
Desde Adão, vemos as semelhanças, e também as diferenças que tornam Cristo o nosso modelo perfeito e a quem devemos seguir.
Adão foi criado à imagem e semelhança e Deus. Ele vivia num jardim perfeito.
Jesus encarnou num corpo e é o próprio Deus. Veio a este mundo caído.
Adão foi tentado no jardim e escolheu desobedecer.
Jesus foi tentado no deserto e escolheu obedecer ao Pai.
Adão trouxe a morte a este mundo.
Jesus veio trazer vida, através da sua própria morte e ressurreição.
Jesus é o verdadeiro e melhor Adão - aquele cuja obediência trouxe perdão e vida onde a desobediência tinha trazido condenação e morte. Nesta caminhada para o Natal, precisamos olhar para todas as promessas de anos longos e duros em que o povo esperava por uma redenção. O resgate que hoje temos como certo.
16 dezembro 2018
Advento, dia 16
Fui mãe de 4 filhos em 6 anos. Podem - tentar - imaginar o ruído da minha casa, ao longo destes últimos 14 anos. Apesar de ter crescido numa família numerosa, o ruído é algo que interfere muito no meu sistema nervoso, especialmente nas alturas de maior cansaço. Não foi só no passado, ainda hoje acontece, nas alturas de maior agitação, cair em pensamentos de desesperança. Que mãe, no final do dia, com todos na cama - ainda que por pouco tempo - não deu consigo a pensar: Finalmente paz!
Infelizmente, ter paz interior não se resume a silêncio ou a um ambiente mais tranquilo. Essa é uma versão de paz que eu posso controlar e alcançar no imediato, mas muito breve e exterior. É muito fácil achar que ter comportamentos controlados, casa arrumada, tudo tratado traz paz a esta vida. Mas não traz.
Felizmente, tenho a Palavra de Deus para me ajudar neste assunto. Em Tiago lemos:
"Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz (3:18)".
Esta ideia é tão bonita: semear a paz! Quanto mais leio acerca da paz, vejo que é algo que não sou eu que faço, é algo que Cristo semeia e dá.
Hoje, em tempos que tudo se faz a ritmos alucinantes e que há tanto para fazer, em que desespero para alcançar breves momentos de tranquilidade, preciso correr para Cristo e lembrar-me das suas palavras: " A minha paz vos dou".
A sua paz me dá. A paz que só Ele pode dar.
15 dezembro 2018
Advento, dia 15
De todas as promessas que leio na Bíblia, a promessa de que tudo será restaurado é talvez a que mais me maravilha e também a que tenho mais dificuldade em entender. Só conheço este mundo de agora, que tanto me parece lindíssimo, como cheio de fragilidades. Como será um mundo completamente novo e sem doenças ou devastação? Sem dor, sem morte, sem perdas?
A ideia deixa-me deslumbrada, mas a minha imaginação não chega lá. Parece-me mais um sonho por concretizar do que uma realidade futura. Mas sempre que caio nestes momentos, em que fico tonta com a ideia de eternidade, em que não consigo ver como será a perfeição, recordo a minha pequenez perante a grandiosidade do que me é descrito na Bíblia, e recolho-me ao meu lugar: de pessoa limitada e imperfeita.
Quando me detenho na ideia de um futuro que me parece tão distante, penso em todas as coisas que já foram restauradas na minha própria vida e no que é o processo de santificação. Quando reconheço isto em mim e nos que me rodeiam, a minha esperança aumenta acerca do futuro. Pode haver restauração para outros já, e podemos fazer parte desse trabalho.
Pedro, acerca deste assunto, escreveu assim:
"Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;
no qual os céus passarão com grande estrondo,
e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra,
e as obras que nela há, se queimarão.
Havendo, pois, de perecer todas estas coisas,
que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade,
Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus,
em que os céus, em fogo se desfarão,
e os elementos, ardendo, se fundirão?" 2 Pedro 3:10-12
no qual os céus passarão com grande estrondo,
e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra,
e as obras que nela há, se queimarão.
Havendo, pois, de perecer todas estas coisas,
que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade,
Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus,
em que os céus, em fogo se desfarão,
e os elementos, ardendo, se fundirão?" 2 Pedro 3:10-12
Se Deus me pôde restaurar a mim, e continua a restaurar-me diariamente, não há limites para o que ainda vai fazer noutros. Hoje, quando leio sobre a nova criação, tento mudar a minha ideia do que não consigo imaginar, mas a certeza de que Deus pode restaurar o que ele entender, quando entender.
Então, se hoje eu duvido se este mundo tem uma cura, ou se há relacionamentos que podem ser reconciliados, ou doenças que podem desaparecer, olho para as verdades das Escrituras, lembro o que Deus já fez em mim e a promessa: "Eis que faço novas todas as coisas." - Apocalipse 21:5
Não foi para isso mesmo que Jesus veio um dia?
Não foi para isso mesmo que Jesus veio um dia?
14 dezembro 2018
Advento, dia 14
É muito fácil perceber que tantas vezes sou mais influenciada por outras pessoas do que por Jesus. Dou comigo no Instagram, ou no Pinterest a ver ideias perfeitas, vidas perfeitas, e inúmeras confirmações do quanto a minha vida é imperfeita. É muito perigoso, porque me traz sentimentos de desejo por coisas que me afastam do melhor exemplo de todos, Jesus Cristo.
Não posso dizer que seja errado navegar pelas redes sociais, nem o desejar fazer coisas bonitas que tiro do Pinterest (e que tanto jeito dão para trabalhos com os miúdos ou ideias de organização). Simplesmente, o desejo por esta beleza que me é vendida e que posso desejar, será sempre um desejo pouco satisfeito ou completo se não o for feito ao abrigo do Deus que inventou toda esta beleza.
Em Sofonias lemos sobre uma chamada ao arrependimento para o povo de Deus, que estava atraído por ídolos vizinhos. A passagem fala acerca de Israel, mas dá mais ênfase ao julgamento iminente destes vizinhos.
"Congregai-vos, sim, congregai-vos, ó nação não desejável;
Antes que o decreto produza o seu efeito,
Antes que o decreto produza o seu efeito,
e o dia passe como a pragana;
antes que venha sobre vós o furor da ira do Senhor,
antes que venha sobre vós o dia da ira do Senhor."
Sofonias 2:1,2
Sofonias 2:1,2
A atracção pelos ídolos levou Israel à beira da destruição. Os meus ídolos de hoje não são feitos de ouro, mas mostram-me como sou facilmente atraída pelo material. É fácil querer mais, desejar mais.
Deus escolheu o povo de Israel para si, para sua glória. Mas o povo afastou-se dele e aproximou-se dos ídolos pagãos. Da mesma forma, Deus escolheu-me para si. Estou muito agradecida por isso e por ler estas passagens bíblicas que me recordam que o meu coração deve estar focado na beleza do meu Senhor e não na beleza deste mundo, por si só. A beleza deste mundo só deve ser apreciada com o seu Criador sempre em vista. Fui criada para adorar, a começar por este bebé que nasceu há 2000 anos em Belém. Ele merece tudo o que tenho para dar.
Advento, dia 13
Quem tem filhos, sabe que há uma fase quando eles são bem pequeninos, que quando têm vergonha tendem a tapar a cara, como se o facto de eles próprios deixarem de ver, fizesse com que os outros os deixassem de ver também (acho essa fase o máximo).
Com Deus, comportamo-nos muitas vezes assim. Sempre que o nosso pecado é exposto, tal como Adão e Eva no jardim, queremos deixar de ser vistos. Mas como lemos na Bíblia, Deus está sempre a observar-nos, e não só sabe onde estamos como o que vai no nosso coração. Não podemos esconder nada dele.
Um dia, todos nós daremos conta do que fizemos (Romanos 14:12), mas já não haverá lugar a arrependimentos ou justificações - Deus já conhece todas as coisas (Salmo 139). Em vez de nos escondermos, estas verdades que hoje conhecemos devem levar-nos a constante confissão, arrependimento e adoração.
As boas notícias é que, apesar de o julgamento estar para breve, é a bondade que nos leva ao arrependimento (Romanos 2:4). Através da sua enorme misericórdia, somos procurados para nos tornarmos conhecidos, mesmo quando só queremos permanecer escondidos (Romanos 1:20). Mas quando nos voltamos para Deus e oramos para receber a sua misericórdia, reconhecemos, como Paulo, que a nossa justiça está completamente nas mãos do Senhor:
Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.
Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.
Romanos 9:15,16
Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.
Romanos 9:15,16
"Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer,
e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.
Assim, pois, isto não depende do que quer,
nem do que corre, mas de Deus, que se compadece."
Romanos 9:15,16
Romanos 9:15,16
A redenção não depende da nossa vontade ou do nosso esforço, mas do nosso bondoso e misericordioso Deus. O Senhor Deus está presente, e trabalha de muitas maneiras e em muitos lugares. Mas podemos facilmente prescindir dele, no meio das nossas distracções e afazeres. Podemos tentar escondernos, mas mesmo assim, a Bíblia diz que ele nos persegue - fazendo o seu trabalho por todo o mundo e dentro dos nossos corações - para nos trazer de volta para onde pertencemos: à sua presença. Embora estivéssemos longe e perdidos, o sangue de Jesus nos trouxe de volta (Efésios 2:13).
Fomos feitos para ser encontrados. Precisamos colocar-nos dispostos a querer ser achados. Precisamos ouvir, prestar atenção. Precisamos contar as bênçãos, aproximarmo-nos em gratidão, e ir ao seu encontro. À melhor presença de todas.
"Buscar-me-eis, e me achareis,
quando me buscardes de todo o vosso coração.
E serei achado de vós, diz o Senhor,
e farei voltar os vossos cativos,
e congregarvos-ei de todas as nações,
e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor; e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei. "
Jeremias 29:13,14
12 dezembro 2018
Advento, dia 12
Caminho a passos largos para o Natal de 2018 com uma noção de amor um bocadinho mais aprofundada. Em Setembro propus-me, com as minhas amigas-irmãs da Igreja da Lapa, a estudar as três cartas de João. Apercebi-me que conhecia melhor o Evangelho do que as cartas, e que o segundo maior mandamento de todos (amar o outro como a mim mesma) ainda é um processo bastante lento em mim.
Cresci com um equívoco que me trouxe anos de sarilhos: "Deus é amor mas também é justo". Como se estes conceitos vivessem em oposição. Embora eu soubesse, em teoria, que o carácter de Deus é perfeito e que nenhum atributo entra em conflito com outro, habituei-me a viver com a enorme dificuldade de ser julgada, confrontada - era como se não me sentisse amada nesses momentos. Não percebia eu que quando Deus - ou alguém - me corrigia, o amor não se suspendia, pelo contrário: demonstrava-se de outra forma.
Tinha, também, alguma dificuldade em situar - entre o amor e a justiça - a graça e misericórdia de Deus no meu relacionamento com os outros. Percebi isso ainda melhor quando comecei a ter filhos: não sabia como aplicar a justiça. Era como se ser justa fosse incompatível com ser graciosa, ou como se ser graciosa significasse ser negligente. Aprendi que a justiça deve existir sempre, não fechando os olhos ao pecado, mas abordando-o. A graça entra na forma de aplicar a justiça. Sempre que estas coisas ficam mais complicadas, recorro aos exemplos da Bíblia. Lembro das ocasiões no deserto em que Deus abordou o pecado e perdoou sem mais consequências, e as outras em que Deus puniu severamente.
Nesta caminhada do Natal, preciso lembrar do enorme sacrifício que foi feito no meu lugar e a grande dádiva que isso trouxe. Não só para mim, mas para todos os que acreditam. Quando me sinto perdoada e amada com tão grande amor, tenho um dever: escolher amar sem excepção.
11 dezembro 2018
Advento, dia 11
As pessoas daquele tempo tinham crescido com as histórias acerca da vinda do Messias. Jesus cresceu como uma simples criança e diz na Bíblia que não tinha nada de apelativo na sua aparência (Isaías 53: 1–3). Ninguém iria imaginar, olhando para ele, que seria aquele rapaz a vir cumprir todas estas promessas. Jesus foi traído, preso, julgado e condenado à morte como um criminoso. Jesus não foi vítima dos homens: ele veio cumprir a vontade do seu Pai.Ninguém lhe tirou a vida, ele deu-a de livre vontade. Com esta vida, temos vitória sobre a morte.
Jesus é o descendente de Eva que veio para esmagar a cabeça da serpente (Génesis 3:15). Ele é o carneiro de Isaac, a provisão de um substituto perfeitamente cronometrado por Deus (Génesis 22:13). Ele é o herdeiro da linhagem de Abraão - nascido miraculosamente e que traz riso a todos nós (Génesis 22:18).
Jesus representa-nos em todas as nossas fraquezas e nele encontramos o modelo perfeito de como enfrentá-las. Jesus é o novo José, o irmão esquecido, desprezado numa terra estrangeira (Génesis 42: 8).
Ele é o novo Moisés, enviado por Deus para nos libertar da terra da nossa escravidão para a nossa herança prometida (Êxodo 3: 7–10).
Ele não vem para nos entregar a lei (Êxodo 34:29), ele vem para cumpri-la, no nosso lugar, de forma perfeita (Mateus 5:17).
Ele é o juiz perfeito. Ele faz o que nenhum outro juiz é capaz de fazer - ele pega nos nossos corações de pedra e dá-nos corações de carne (Ezequiel 11:19).
Ele traz esperança onde só existe desespero. Traz cura ao que está quebrado. Transforma a tristeza em alegria. Dá vida onde só existia morte.
Imaginar que isto tudo começou com um simples nascimento. Um simples bebé.
10 dezembro 2018
Advento, dia 10
Faz-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio;
faz-me saber o caminho que devo seguir,
porque a ti levanto a minha alma.
- Salmos 143:8 -
Para quem olho ou quem quem falo quando preciso de conselho? Para Deus. Recordo-me do seu amor, da sua imutabilidade, dos braços seguros do Pai que me abraçam. Este é o único lugar certo onde posso ficar e que não falha.
Por isso, em momentos de incerteza e em que uma decisão se avizinha, penso: quais são os medos que me bloqueiam? Que pensamentos constantes me vêm à mente? Quais são as ideias que mais assaltam o meu coração? Quando a coisa fica muito baralhada, levanto a minha alma e contemplo o meu Criador, que é o meu Pai, o meu Salvador, o meu maior amigo. Ele é a verdadeira bússola que me guia, a quem devo servir, amar e obedecer. Quando isto norteia a minha vida, dou passos confiantes. Cada um no seu tempo, mesmo nem sempre com a certeza de qual será o próximo, mas sabendo que Deus já tratou de tudo e vai estar sempre ao meu lado.
Recordo o Senhor Jesus no momento de decidir obedecer ao Pai, no momento mais angustiante de todos da história da humanidade, que foi entregar a própria vida no nosso lugar. Jesus tomou a decisão de obedecer num grande sofrimento, o que me mostra que é possível ter medo e ser obediente, é possível não ter grande paz e seguir em frente, é possível estar profundamente triste mas confiante no plano de Deus.
Quando me lembro da vinda perfeita de Jesus, lembro todas as decisões que tenho pela frente e a forma como escolho enfrentar as minhas emoções e os meus medos. Preciso confiar no meu Senhor.
09 dezembro 2018
Advento, dia 9
Senhor Deus meu, tu és magnificentíssimo;
estás vestido de glória e de majestade.
(...)
Todas as coisas fizeste com sabedoria;
cheia está a terra das tuas riquezas."
- Salmos 104: 1 e 24
Ó Senhor, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas.
Salmos 104:24
Ó Senhor, quão variadas são as tuas obras!Salmos 104:24
Todas as coisas fizeste com sabedoria;
cheia está a terra das tuas riquezas."
- Salmos 104: 1 e 24
Ó Senhor, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas.
Salmos 104:24
Salmos 104:24
Ó Senhor, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas.
Salmos 104:24
Salmos 104:24
A glória de Deus é revelada no que ele fez, na beleza da sua criação. Esta demonstração da beleza do nosso Deus está directamente relacionada com a sua própria essência e o seu carácter inabalável. Deus usa a sua criação como demonstração de quem ele é, do poder que tem e do prazer que tem nela. Nós, como portadores da sua imagem, devemos ter prazer na sua criação. E, porque Deus é eterno, toda a sua criação existe para não parar de o louvar: “Ele estabeleceu a terra em suas fundações; nunca será abalada ”(Salmo 104: 5).
Neste grande plano, existimos nesta terra - desde o momento em que nos levantamos de manhã, até ao momento em que repousamos o corpo ao deitar, para tributar um louvor contínuo ao nosso Criador, Salvador e Redentor. Se toda a natureza se une para reflectir a glória de Deus, nós não existimos para menos. Jesus veio ao mundo e com essa vinda, a nossa existência ganha uma alegria segura e confiante: estaremos toda a eternidade a reflectir esta glória, a começar por aqui e agora.
08 dezembro 2018
Advento, dia 8.
O início do ministério de Jesus aqui na Terra incluiu o milagre de transformar água em vinho numa festa de casamento (João 2: 1-11). E antes de subir de volta ao céu, ele comia peixe ao pequeno-almoço com os discípulos, peixe que ele milagrosamente fez aparecer nas redes (João 21: 1-14). Em outra ocasião, vemos que ele alimentou sobrenaturalmente dezenas de milhares de pessoas que seguiam para o ouvir os seus ensinamentos.
Em Mateus 14, encontramos um dos milagres mais famosos de Jesus, o que é conhecido como o milagre dos cinco mil. A Bíblia diz que cinco mil homens estavam presentes “além de mulheres e crianças” (v.21), querendo isso dizer que o total de pessoas presentes era muito superior - ele alimentou cada uma delas (v.20).
O sentimento da altura era de tristeza. João Baptista, a quem ouviam, acabara de ser brutalmente decapitado (Mateus 14: 1-12). Jesus sabia que as necessidades mais profundas da multidão eram espirituais, mas ele não ignorava as necessidades físicas imediatas. “Quando desembarcou, viu uma grande multidão e teve compaixão deles”. A compaixão motivou Jesus a alimentar as multidões. Ele satisfez a fome física para que a multidão pudesse saber que só ele pode satisfazer as suas necessidades espirituais.
Os milagres de Jesus nunca são sobre o milagre em si. Eles são sobre Jesus. Ele não intervém nas nossas vidas principalmente para o nosso conforto, mas para a sua glória. Cada uma das nossas necessidades aponta e é encontrada nele.
07 dezembro 2018
Advento, dia 7.
2018 tem sido o ano de estudar mais as bem-aventuranças. Sei-as de cor, e em teoria, gosto muito de as saber. É fácil ficar deslumbrada com a forma com Jesus vira de pernas para o ar os conceitos de quem entra no seu Reino. O pior, depois da teoria, é ver onde é que eu fico mesmo no meio disso tudo.
Bem-aventurados os pobres de espírito.
Na prática, acho que nunca devo depender de outros para suprir as minhas necessidades e que devo manter a minha independência.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça.
Se calhar tenho mais fome e sede de aceitação dos outros do que de real justiça.
Bem-aventurados os pacificadores.
Será que quero mesmo aceitar não ter sempre a razão em argumentos que defendo?
Bem-aventurados são aqueles que são perseguidos por causa da justiça.
Será que estou disposta a abdicar do meu conforto e assumir publicamente consequências?
Quando penso mais a fundo e avalio as motivações do meu coração, descubro muitas das vezes o que realmente me faz caminhar no dia-a-dia. Tendo a defender-me e a querer ter uma boa reputação, calando-me tantas vezes para não ter trabalho.
Jesus veio a este mundo de uma maneira inesperada. Ele não tinha uma coroa nem trono. Ele curou e fez milagres, à vista dos que o julgavam. Ele manteve-se na verdade mesmo quando foi abandonado por todos. Ele morreu na cruz, sendo alvo de troça dos que assistiam.
Jesus virou tudo de pernas para o ar - a maneira como achávamos que o rei viria e a maneira como achávamos que poderíamos caminhar com ele.
Queremos ser grandes heróis da fé, pessoas que mais tarde fiquem bem recordadas na história. Mas aquilo que ele nos pede é para darmos o peito às balas e cuidar dos feridos. Humildemente “alegrai-vos e regozijai-vos porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mateus 5:12).
Podemos nunca receber reconhecimento dos outros pelo nosso trabalho, mas já recebemos a maior recompensa de todos: a vida eterna por causa de Cristo Jesus nosso Senhor.
06 dezembro 2018
Advento, dia 6.
Sempre que testemunhamos ou experimentamos injustiça, parece que a justiça tarda em chegar. Pedimos a Deus que corrija estas situações, mas nada se emenda assim tão rápido.
Este é um dos desafios mais angustiantes de vivermos num mundo caído. Jesus voltará um dia, mas esse dia ainda não chegou. Porque toda a justiça que experimentamos é incompleta, permanecemos com alguma angústia no entretanto.
Os israelitas sabiam bem o que era estar neste impasse. No livro de Joel vemos acerca de uma longa lista de sofrimentos: rapazes trocados por prostitutas; jovens meninas vendidas por vinho; um povo longe de casa a ser atacado por inimigos. Israel ansiava pelo dia em que tudo iria ficar certo novamente, o dia em que Deus interviria a favor do seu povo e poria fim à sua miséria. Com toda a certeza houve dias em que o povo se perguntou se iria presenciar a justiça de Deus.
Mas no capítulo 3 de Joel, Deus responde: a justiça está a caminho. Um dia, virá como um leão que ruge. Tudo ficará bem novamente. O povo de Deus será restaurado. A vingança será rápida.
Aqui, vemos duas coisas garantidas:
1. A justiça de Deus está a chegar. Em toda a Bíblia vemos essa promessa. Às vezes a espera é longa, mas a promessa é certa porque podemos confiar em quem promete. Como cristãos, damos testemunho da justiça de Deus quando defendemos a justiça no mundo, mas naqueles dias em que o mal parece vencedor e a justiça nos escapa, podemos ter confiança de que este não é o fim da história. Não precisamos tornar-nos cínicos ou desesperados, porque a esperança terá a palavra final.
2. A restauração de Deus é radical. Seria fácil ler Joel como uma história com dois lados: o povo de Deus versus o mundo. Ao longo deste capítulo, Deus condena “as nações” (todo o resto do mundo que não é Israel), e ele promete a sua morte. Mas se aprofundarmos a história e considerarmos o coração de Deus para com as nações, percebemos que esta não é uma história de “nós contra eles” ou “os bons contra os maus”. Em Isaías 49: 6, Deus diz a Israel: “eu far-te-ei como uma luz para as nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra ”. Por outras palavras, Deus pretende a restauração de Israel, mas também pretende a restauração dos seus inimigos.
Esta verdade é radical, porque significa que a visão de restauração de Deus é muito maior que nós e do que as injustiças que presenciamos ou vivemos. Enquanto Deus promete vingança para o injustiçado, ele deseja restauração para todos.
Deus é justo e é bom. Podemos confiar na sua justiça e viver nessa esperança, mas devemos ampliar a nossa visão para um plano muito mais alargado do que o nosso. O plano de restauração de Deus - as boas novas de Jesus Cristo - é tão abrangente que até inclui os nossos inimigos. Sem dúvida, Deus pretende restaurar-nos. E também pretende restaurar o mundo.
Foi para isso que Jesus veio até nós e temos Natal.
Este é um dos desafios mais angustiantes de vivermos num mundo caído. Jesus voltará um dia, mas esse dia ainda não chegou. Porque toda a justiça que experimentamos é incompleta, permanecemos com alguma angústia no entretanto.
Os israelitas sabiam bem o que era estar neste impasse. No livro de Joel vemos acerca de uma longa lista de sofrimentos: rapazes trocados por prostitutas; jovens meninas vendidas por vinho; um povo longe de casa a ser atacado por inimigos. Israel ansiava pelo dia em que tudo iria ficar certo novamente, o dia em que Deus interviria a favor do seu povo e poria fim à sua miséria. Com toda a certeza houve dias em que o povo se perguntou se iria presenciar a justiça de Deus.
Mas no capítulo 3 de Joel, Deus responde: a justiça está a caminho. Um dia, virá como um leão que ruge. Tudo ficará bem novamente. O povo de Deus será restaurado. A vingança será rápida.
Aqui, vemos duas coisas garantidas:
1. A justiça de Deus está a chegar. Em toda a Bíblia vemos essa promessa. Às vezes a espera é longa, mas a promessa é certa porque podemos confiar em quem promete. Como cristãos, damos testemunho da justiça de Deus quando defendemos a justiça no mundo, mas naqueles dias em que o mal parece vencedor e a justiça nos escapa, podemos ter confiança de que este não é o fim da história. Não precisamos tornar-nos cínicos ou desesperados, porque a esperança terá a palavra final.
2. A restauração de Deus é radical. Seria fácil ler Joel como uma história com dois lados: o povo de Deus versus o mundo. Ao longo deste capítulo, Deus condena “as nações” (todo o resto do mundo que não é Israel), e ele promete a sua morte. Mas se aprofundarmos a história e considerarmos o coração de Deus para com as nações, percebemos que esta não é uma história de “nós contra eles” ou “os bons contra os maus”. Em Isaías 49: 6, Deus diz a Israel: “eu far-te-ei como uma luz para as nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra ”. Por outras palavras, Deus pretende a restauração de Israel, mas também pretende a restauração dos seus inimigos.
Esta verdade é radical, porque significa que a visão de restauração de Deus é muito maior que nós e do que as injustiças que presenciamos ou vivemos. Enquanto Deus promete vingança para o injustiçado, ele deseja restauração para todos.
Deus é justo e é bom. Podemos confiar na sua justiça e viver nessa esperança, mas devemos ampliar a nossa visão para um plano muito mais alargado do que o nosso. O plano de restauração de Deus - as boas novas de Jesus Cristo - é tão abrangente que até inclui os nossos inimigos. Sem dúvida, Deus pretende restaurar-nos. E também pretende restaurar o mundo.
Foi para isso que Jesus veio até nós e temos Natal.
05 dezembro 2018
Advento, dia 5.
Eu tendo a ser apressada a andar. Quando saio do carro, dirijo-me rapidamente em direcção ao prédio; quando caminhamos em passeio, rapidamente centro a minha atenção no que vi à frente. O meu marido, por sua vez, tende a ser mais lento e a demorar-se mais. Então, nestes anos todos juntos, tivemos de acertar o passo nos nossos passeios. Há outras alturas, porém, em que ele tem um objectivo de chegar a algum lugar e começa a chamar-me se me demoro. Precisamos sempre encontrar um meio termo, dependendo das ocasiões.
Quase a acabar as três cartas de João, leio sobre caminhar em amor. Não é correr ou apressar, mas caminhar. Andar em amor, alertando para aqueles que tendem a caminhar sozinhos sem seguirem os ensinamentos de Cristo. É fácil eu seguir à frente no meu caminho e esquecer-me que alguém não acompanhou o meu passo, nisto de sermos discípulos e de caminharmos juntos. Também pode acontecer, em outras alturas, ficar para trás na caminhada. Ora me deslumbrei com outras coisas no caminho e fiquei preguiçosa para me focar nas instruções bíblicas.
A correria dos dias distrai-me facilmente do que verdadeiramente importa, porque nem sempre é palpável. João não fala em correr, fala em caminhar.
Andem em amor. Acertem o vosso passo com aquele que é o próprio amor, que pode mostrar o caminho, e com quem podem desfrutar de uma boa caminhada e liderança. Caminhem com outros no mesmo processo. Apoiem-se. Amem-se.
Jesus esperou por nós, desacelerou o seu passo para ir ao encontro do nosso, para nos ensinar caminhar em direção ao alvo.
No fim, talvez possamos dizer:
“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”
- 2 Timóteo 4: 7
Quase a acabar as três cartas de João, leio sobre caminhar em amor. Não é correr ou apressar, mas caminhar. Andar em amor, alertando para aqueles que tendem a caminhar sozinhos sem seguirem os ensinamentos de Cristo. É fácil eu seguir à frente no meu caminho e esquecer-me que alguém não acompanhou o meu passo, nisto de sermos discípulos e de caminharmos juntos. Também pode acontecer, em outras alturas, ficar para trás na caminhada. Ora me deslumbrei com outras coisas no caminho e fiquei preguiçosa para me focar nas instruções bíblicas.
A correria dos dias distrai-me facilmente do que verdadeiramente importa, porque nem sempre é palpável. João não fala em correr, fala em caminhar.
Andem em amor. Acertem o vosso passo com aquele que é o próprio amor, que pode mostrar o caminho, e com quem podem desfrutar de uma boa caminhada e liderança. Caminhem com outros no mesmo processo. Apoiem-se. Amem-se.
Jesus esperou por nós, desacelerou o seu passo para ir ao encontro do nosso, para nos ensinar caminhar em direção ao alvo.
No fim, talvez possamos dizer:
“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”
- 2 Timóteo 4: 7
04 dezembro 2018
Advento, dia 4.
Uma história da Bíblia que sempre me fascinou é a da rainha Ester. Enquanto menina, imaginava o que era estar na pele desta adolescente, colocada numa espécie de concurso de beleza, no meio de outras mulheres, longe da família e do lugar onde pertencia. Sempre me espantou a determinação humilde, a confiança em Deus, e a ousadia.
Ah, a ousadia. Imaginar Ester decidir ir até à presença do rei sem ser convidada, a um lugar onde não era necessariamente bem-vinda. Imaginava-a a entrar numa sala sumptuosa, cheia de luxo, comida e homens, e Ester a ser recebida e a tomar a palavra, mudando todo o rumo de um povo.
Ester, tal como toda a narrativa da Bíblia, tem um lugar determinante para iluminar o que Jesus viria a fazer mais tarde. Muitos anos antes de o filho de Deus chegar, Ester mostrava como o sacrifício e a coragem de alguém podem salvar milhões de pessoas.
Ester desistiu da sua vida por um palácio que não era a sua casa.
Jesus desistiu do céu por um lugar imperfeito.
Ester arriscou a sua vida para salvar o povo de morrer.
Jesus deu a vida para nos salvar da morte eterna.
Ester não foi até à presença do rei pelas suas próprias forças. Ela enviou o recado a todo o povo de Susã para jejuar e orar. Imaginem a alegria deste povo, em risco de ser exterminado, saber que a coragem desta mulher, os salvou. Não podemos ter menos alegria sabendo da coragem e humildade da vinda de Jesus à Terra por nossa causa. Jesus aceitou vir em forma de bebé, ser cuidado por uma família imperfeita, e crescer no nosso meio. Assim, ele resgatava-nos da morte eterna. Preciosa vida, esta!
03 dezembro 2018
Advento, dia 3.
O nosso Deus é alguém que faz promessas. Com uma enorme diferença das nossas: ele não falha nenhuma. Começamos o ano com resoluções que depressa são esquecidas, adiamos compromissos que julgávamos importantes. Mas Deus não se esquece ou esgota a sua bondade no seu plano perfeito. Podemos ver a quantidade de promessas de Deus descritas na Bíblia que já foram cumpridas. Cada uma no seu tempo.
Uma das promessas mais antigas e conhecidas na Bíblia é com Abraão. Deus promete-lhe ser pai de uma grande nação, em tempos em que se confirmava que a sua mulher, Sara, era estéril e ambos já eram bem velhos. Que tipo de promessa era esta? Uma daquelas que só Deus pode cumprir.
Eu olho para o cenário de Abraão e Sara e não me custa nada ver como era difícil acreditar. Como parecia que o tempo passava e nada daquilo que tinha sido prometido se iria cumprir. Então, tal como fazemos em tantas outras coisas, este casal decidiu dar uma ajudinha a Deus e gerar um filho com a criada. Embora Agar tivesse gerado um filho com Abraão, não foi da forma que Deus tinha planeado. Ainda assim, no meio de todos os contratempos com este filho e a sua mãe, Deus permanece gracioso, cuidando de todos. E, a seu tempo, Sara teve mesmo um filho. Deus cumpriu aquilo que disse que ia fazer porque Deus é fiel ao que diz. Deus não pode mentir e não há palavra que diga que não seja verdadeira.
Assim como Deus fez e manteve sua aliança com Abraão, ele prometeu tornar todas as coisas novas em Cristo (2 Coríntios 5:17). Jesus era a promessa final, cumprindo a lei e abrindo caminho para que todas as pessoas chegassem a ele. Aqueles que confiam em Jesus são agora filhos de Deus pela fé, herdeiros de Cristo.
As promessas de Deus foram verdade para Abraão e são verdade para nós. Que Deus nos ajude a descansar no seu plano, sabendo que o que promete, ele cumpre. No seu tempo.
02 dezembro 2018
Advento, dia 2
Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em
memória de mim."
Hoje foi dia de tomar o pão e beber do vinho, tal como instruído por Jesus na última ceia. Sempre que tomo o pão, relembro o corpo de Jesus humilhado na cruz. Sempre que bebo o vinho, relembro o sangue vertido no meu lugar. Sempre que o faço em Igreja, estamos a anunciar o seu regresso em breve. Volto a lembrar a esperança certa que hoje tenho: a segurança de que tudo o que havia a ser feito por mim, foi cumprido no Calvário.
Lembro, também, todos os episódios em que o povo de Israel duvidou, como eu tantas vezes tendo a duvidar hoje. Aqueles 40 anos no deserto a ansiar a nova terra. Todos aqueles anos com o Senhor Deus a demonstrar a sua suficiência através da provisão do maná - e ainda assim, com o povo sempre a duvidar se a comida faltaria. Quando hoje duvido da certeza dos planos de Deus para mim, tenho sempre de voltar a esta certeza de que a maior provisão de todas é o próprio Jesus. O meu maná para hoje.
Deus Pai providenciou tudo o que eu precisava quando enviou Jesus ao mundo. Sempre que desvalorizo a importância de um bebé Deus encarnado no corpo de um homem, esqueço o significado brutal desta vinda. Jesus veio em corpo - tal como eu tenho um corpo. Jesus entregou um corpo - para que o meu não fosse sacrificado.
"Eu sou o pão da vida, disse Jesus.
Eu sou o pão da vida;
aquele que vem a mim não terá fome,
e quem crê em mim nunca terá sede.
- João 6:35
Jesus é a provisão de Deus para um mundo faminto e sedento. Vamos provar e testemunhar. Precisamos fazê-lo a todo o instante, lembrando que ele é mais do que o suficiente para hoje e para qualquer amanhã.
01 dezembro 2018
Advento, dia 1
Quem o viu nascer naquela hospedaria nunca diria que vinha da linhagem do rei David. Mesmo com esse ascendente, Jesus nasceu num sítio pobre, longe de casa de Maria e José. O apóstolo Paulo escreveu um pouco depois que mesmo sendo Jesus o filho de Deus, não teve a usurpação de ser igual a Deus. Por isso mesmo, veio em forma de servo. Permitiu-se nascer do ventre de uma mulher, pobre e - no fim da vida - morrer abandonado. Tudo isto para nos redimir.
Começamos hoje a caminhada do Advento. Precisamos entender que estávamos desesperados por um Salvador, desde o jardim do Éden. Precisamos entrar nesta caminhada com a noção da nossa necessidade, lembrando os pecados que foram perdoados por causa do nascimento deste bebé.
A caminhada para o Natal merece ser lenta e despojada de tudo o que nos distrai desta época. Precisamos rever todo o tempo em que o povo esperou pelo Messias que lhe tinha sido prometido, e a alegria que podemos ter hoje por confirmar que ele já veio.
Uma das formas de dedicarmos tempo e quietude para esta comemoração é guardar a Palavra de Deus nas nossas mentes e corações. Precisamos ler e reler, lembrar e relembrar que:
Vamos a isto.
Começamos hoje a caminhada do Advento. Precisamos entender que estávamos desesperados por um Salvador, desde o jardim do Éden. Precisamos entrar nesta caminhada com a noção da nossa necessidade, lembrando os pecados que foram perdoados por causa do nascimento deste bebé.
A caminhada para o Natal merece ser lenta e despojada de tudo o que nos distrai desta época. Precisamos rever todo o tempo em que o povo esperou pelo Messias que lhe tinha sido prometido, e a alegria que podemos ter hoje por confirmar que ele já veio.
Uma das formas de dedicarmos tempo e quietude para esta comemoração é guardar a Palavra de Deus nas nossas mentes e corações. Precisamos ler e reler, lembrar e relembrar que:
"Porque um menino nos nasceu,
um filho se nos deu,
e o principado está sobre os seus ombros,
e se chamará o seu nome:
Maravilhoso,
Conselheiro,
Deus Forte,
Pai da Eternidade,
Príncipe da Paz."
- Isaías 9:6 -
Vamos a isto.
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