A maior é já ter uma filha. Recordo-me de na primeira, eu ter pressa que nascesse, pressa de a conhecer, ansiedade pelo momento. O quarto dela sobrava espaço, as malas foram feitas com antecedência e os dias finais eram contados, com expectativa. Mais nada. No final estava um bocadinho farta, mas por estes factores e os pequenos incómodos normais.
Desta vez, não. Eu não tenho pressa de lhe ver a cara, de saber como é ser mãe. Desta vez eu sinto-me muito, muito cansada. Ir buscar a Maria à Escola é uma tarefa que exige de mim todas as calorias que consigo armazenar, vesti-la ou simplesmente fazer o aerossol sentada no chão, deixa-me quase sem fôlego e estacionar o carro demora mais tempo que o normal.
E eu não sou uma pessoa mole, de estar parada. Continuo a contrariar todas estas coisas, continuo a pegar-lhe ao colo, a dar-lhe banho e tantas vezes sozinha.
Desta vez, estou exausta e sei que os tempos que me esperam mais exigentes serão. Faço pequenas listas do que gostaria de não me esquecer mas deixo-as quase todas a meio.
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