
31 outubro 2006
Do post anterior (cont.).
Nunca tinha pensado em como seria o momento em que a Maria conheceria a irmã. Consigo adivinhá-lo um bocadinho confuso. Ela conhece de cor as paredes do Hospital e creio que se chocará um pouco com a minha aparência, numa cama de lá. Preocupa-me esta parte e adivinho a cena um bocadinho chata.
Daí que as sugestões da Guida e da Pal nos comentários abaixo não só são úteis como urgentes para reflectir. Obrigada.
Daí que as sugestões da Guida e da Pal nos comentários abaixo não só são úteis como urgentes para reflectir. Obrigada.
Diferenças na segunda gravidez
A maior é já ter uma filha. Recordo-me de na primeira, eu ter pressa que nascesse, pressa de a conhecer, ansiedade pelo momento. O quarto dela sobrava espaço, as malas foram feitas com antecedência e os dias finais eram contados, com expectativa. Mais nada. No final estava um bocadinho farta, mas por estes factores e os pequenos incómodos normais.
Desta vez, não. Eu não tenho pressa de lhe ver a cara, de saber como é ser mãe. Desta vez eu sinto-me muito, muito cansada. Ir buscar a Maria à Escola é uma tarefa que exige de mim todas as calorias que consigo armazenar, vesti-la ou simplesmente fazer o aerossol sentada no chão, deixa-me quase sem fôlego e estacionar o carro demora mais tempo que o normal.
E eu não sou uma pessoa mole, de estar parada. Continuo a contrariar todas estas coisas, continuo a pegar-lhe ao colo, a dar-lhe banho e tantas vezes sozinha.
Desta vez, estou exausta e sei que os tempos que me esperam mais exigentes serão. Faço pequenas listas do que gostaria de não me esquecer mas deixo-as quase todas a meio.
Desta vez, não. Eu não tenho pressa de lhe ver a cara, de saber como é ser mãe. Desta vez eu sinto-me muito, muito cansada. Ir buscar a Maria à Escola é uma tarefa que exige de mim todas as calorias que consigo armazenar, vesti-la ou simplesmente fazer o aerossol sentada no chão, deixa-me quase sem fôlego e estacionar o carro demora mais tempo que o normal.
E eu não sou uma pessoa mole, de estar parada. Continuo a contrariar todas estas coisas, continuo a pegar-lhe ao colo, a dar-lhe banho e tantas vezes sozinha.
Desta vez, estou exausta e sei que os tempos que me esperam mais exigentes serão. Faço pequenas listas do que gostaria de não me esquecer mas deixo-as quase todas a meio.
A registar
na sexta-feira foi o primeiro dia que chegou a casa e contou o que tinha feito na Escola sem ninguém lhe perguntar.
(uma coleguinha tinha feito anos e o dia parecia ter sido muito alegre!).
(uma coleguinha tinha feito anos e o dia parecia ter sido muito alegre!).
30 outubro 2006
Esclarecimento
Cerca de 80% de pessoas que lê este blogue conhecem-me pessoalmente, assim bem como à Maria (sim, dei-me ao trabalho de fazer a estatística). Logo, nunca me preocupei muito em fazer este esclarecimento, mas dada a insistência do pai de cá de casa, aqui vai: a Maria não fala exactamente como eu a escrevo. Quando ela diz: "Mamã, vamos às compras!", fá-lo do seguinte modo: "Mamã, vamos às compas!". Tal como nem sempre utiliza os artigos.
Se já o fiz anteriormente, escrever as palavras exactamente como ela as dizia, hoje parece-me que fazê-lo com frases torna-se complicado e imperceptível para quem lê.
Creio que todos sabem que uma criança com dois anos e meio fala à bebé, umas vezes em tom mimado, outras de criança. Mas nunca como um adulto, por mais evoluida que ela seja (que não é o caso, a Maria é uma criança perfeitamente normal, com as espanholadas que esta idade lhe imprime).
Claro que tem muita graça assistir ao vivo aos gestos que ela faz com as atitudes que tento aqui reproduzir. Mas mais do que a forma como diz, o que me fascina em escrever os comportamentos dela é já a sua capacidade de raciocínio, de menina. Que é maravilhoso de assistir. E porque este blogue tem como motivação principal ela mesma, para lhe oferecer mais tarde. A seguir, virá a Marta e o método será o mesmo.
(Para a memória não nos trair, fazemos mini-vídeos diários, que poderão ver aqui).
Se já o fiz anteriormente, escrever as palavras exactamente como ela as dizia, hoje parece-me que fazê-lo com frases torna-se complicado e imperceptível para quem lê.
Creio que todos sabem que uma criança com dois anos e meio fala à bebé, umas vezes em tom mimado, outras de criança. Mas nunca como um adulto, por mais evoluida que ela seja (que não é o caso, a Maria é uma criança perfeitamente normal, com as espanholadas que esta idade lhe imprime).
Claro que tem muita graça assistir ao vivo aos gestos que ela faz com as atitudes que tento aqui reproduzir. Mas mais do que a forma como diz, o que me fascina em escrever os comportamentos dela é já a sua capacidade de raciocínio, de menina. Que é maravilhoso de assistir. E porque este blogue tem como motivação principal ela mesma, para lhe oferecer mais tarde. A seguir, virá a Marta e o método será o mesmo.
(Para a memória não nos trair, fazemos mini-vídeos diários, que poderão ver aqui).
29 outubro 2006
Sábado, manhã cedo
o canal Panda dá programação diferente do habitual, mais propriamente um video clip com uns adolescentes esquisitos a saltar em cima da cama. Ela, a fazer o aerossol e a chuchar no dedo, ainda meio a dormir:
"Mamã, os meninos passou-se!".
"Mamã, os meninos passou-se!".
27 outubro 2006
Por estes dias
À procura de gorros para este Inverno
que a minha filha estabilizou no crescimento da cabeça, mas ainda continua fora do perímetro cefálico.
Na loja: "Tem o S?"
Empregada: "Que idade tem a criança?"
Eu: "Dois anos e meio"
Empregada: "Mas o S é para 6/7 anos!"
Eu: "Sim, eu sei, mas o de 5 anos já ela usou no Inverno passado e fica-lhe justo!".
Na loja: "Tem o S?"
Empregada: "Que idade tem a criança?"
Eu: "Dois anos e meio"
Empregada: "Mas o S é para 6/7 anos!"
Eu: "Sim, eu sei, mas o de 5 anos já ela usou no Inverno passado e fica-lhe justo!".
26 outubro 2006
O Areeiro fica a quantos quilómetros mesmo?
Quando alguém nos diz:
"Estás mesmo com cara de mamã!"
Significa que estamos com ar de gordinhas mas felizes!
(Tão bom!)
Significa que estamos com ar de gordinhas mas felizes!
(Tão bom!)
De manhã
acordo com o som dela a sugar o leite do biberão, quase sempre. Demoro uns segundos a situar-me no dia da semana, na hora e em quem eu sou (esta última parte é gira).
Hoje, acordo com a palma de uma mão a deslizar pela minha cara e a segredar-me:
"Hoje a Maria não vai à Escola, hoje a Maria fica na cama com a mamã..."
em jeito de mentalização.
(Passa-lhe depressa, é o que vale).
Hoje, acordo com a palma de uma mão a deslizar pela minha cara e a segredar-me:
"Hoje a Maria não vai à Escola, hoje a Maria fica na cama com a mamã..."
em jeito de mentalização.
(Passa-lhe depressa, é o que vale).
Já nem sei bem o peso dela
mas os saltos na cama de manhã para a tirarem de lá não podiam dar bom resultado: o estrado rachou.
Para os nossos pais, somos sempre um bocadinho crianças
No fim-de-semana passado, estávamos sozinhas. Para tranquilizar os espíritos que me cercavam (que eu estava bem tranquila) aterrei para dormir em casa dos meus pais, duas noites.
Pequeno-almoço de sábado, como o habitual e o meu pai observa:
-"Mas tu não vais comer mais nada?"
-"De manhã como isto, com café. Chega-me!"
(Vira-se o meu pai para a minha mãe, a apontar para mim)
-"Ó Tina, ela não vai comer mais nada?"
(Assim, como se eu não estivesse ali).
Pequeno-almoço de sábado, como o habitual e o meu pai observa:
-"Mas tu não vais comer mais nada?"
-"De manhã como isto, com café. Chega-me!"
(Vira-se o meu pai para a minha mãe, a apontar para mim)
-"Ó Tina, ela não vai comer mais nada?"
(Assim, como se eu não estivesse ali).
25 outubro 2006
Uma estrelinha.

A minha colega Patrícia foi a primeira pessoa com quem acompanhei uma gravidez praticamente em tempo real com a minha. Foi giro, porque no dia em que ela me contou que estava grávida de 9 semanas e que ainda só os pais sabiam, foi o dia em que eu soube que estava grávida também. Partilhámos segredos no trabalho (enquanto não contámos ao nosso Director), repartimos ansiedades, alegrias, ecografias, quilogramas.
Hoje nasceu o Salvador, um dia depois do que estava previsto.
A alegria dela é também a minha.
24 outubro 2006
Os finais de dia
têm sido desesperantes. As contracções mantêm alguma periodicidade misturadas com dores intensas nos rins e na coluna. Passam com a noite e regressam da parte da tarde do dia seguinte. Incomodam-me.
Com a história de ter vindo de repouso para casa no final de Setembro e achar que ainda ia regressar ao trabalho, abandonei a ideia de me meter em ginásticas respiratórias e pressoterapias (tinha ido a uma consulta de fisiatria que me aconselhava a fazer isso e pareceu-me bem).
Ainda não foi desta que me meti em aulas de preparação para o parto (a socialização destes acontecimentos deixa-me quase em pânico) mas já estive mais longe de cravar um SPA. Uma massagem completa era o que eu precisava. Há para grávidas?
Com a história de ter vindo de repouso para casa no final de Setembro e achar que ainda ia regressar ao trabalho, abandonei a ideia de me meter em ginásticas respiratórias e pressoterapias (tinha ido a uma consulta de fisiatria que me aconselhava a fazer isso e pareceu-me bem).
Ainda não foi desta que me meti em aulas de preparação para o parto (a socialização destes acontecimentos deixa-me quase em pânico) mas já estive mais longe de cravar um SPA. Uma massagem completa era o que eu precisava. Há para grávidas?
Mala da maternidade - continuação
De dia para dia vai faltando alguma coisa que eu teimo em adiar comprar e fechar de vez a mala. Acho sempre que ainda falta muito.
23 outubro 2006
22 outubro 2006
21 outubro 2006
Blogues demasiado bons para serem esquecidos.
Tenho uma certa tendência para me desligar de blogues que não mantêm regularidade na sua escrita. Mantenho-os no Bloglines, mas quando há novidades é como se já não me desse prazer lê-los, quase os esqueço. Só há um que na sua irregularidade, me mantém sempre presa e a devorar cada frase, mais do que uma vez: Educação Sentimental.
20 outubro 2006
(como um afago)
A sinceridade, misturada com sensibilidade e bom senso é das coisas que mais aprecio na amizade. Tenho experimentado disso, é bom.
Foi há dois anos
que percebemos que a maternidade e paternidade têm as suas angústias e as suas imprevisibilidades. Desde então, tudo é visto de outra maneira.
19 outubro 2006
Em casa dos meus pais
não gosta de se sentar nas cadeiras da cozinha com almofada. Tira-a sempre.
Hoje, deu-a à avó. Eu gozo: "Isso, dá a almofada à avó que está a ficar velhota!"
Indignada, a resposta: "Mamã, não chama velhota à vovó. A vovó chama-se Tina."
(ok, ok...)
Hoje, deu-a à avó. Eu gozo: "Isso, dá a almofada à avó que está a ficar velhota!"
Indignada, a resposta: "Mamã, não chama velhota à vovó. A vovó chama-se Tina."
(ok, ok...)
Já cá faltava:
A tirarmos as compras do carro, eu e a minha mãe.
Ela, ainda na cadeira, ouve o reboliço. Grita:
"Vovó, não mexe nas coisas da mamã!"
Ela, ainda na cadeira, ouve o reboliço. Grita:
"Vovó, não mexe nas coisas da mamã!"
18 outubro 2006
Uma das razões (egoístas) porque desta vez não tenho pressa
é porque sei que em breve as minhas noites vão ser repartidas em muitos e muitos fragmentos. E eu não me canso de dizer: gosto de dormir. E como sei que nesta matéria a Maria tem sido a excepção, estou preparada para uma filha mais agitada.
Mas depois ponho-me a pensar na sorte que a minha mãe teve: cinco filhos a dormir sempre noites inteiras e a comer bem. Repito: cinco criancinhas que abriam facilmente a boca para comer de qualquer coisa e que dormiam noites de 8, 10 e 12 horas. Sempre.
AI!
Mas depois ponho-me a pensar na sorte que a minha mãe teve: cinco filhos a dormir sempre noites inteiras e a comer bem. Repito: cinco criancinhas que abriam facilmente a boca para comer de qualquer coisa e que dormiam noites de 8, 10 e 12 horas. Sempre.
AI!
Estou indignada
já nem como mãe mereço respeito. Tento dormir a sesta e a miúda que me arranha as paredes uterinas faz aeróbica.
Eu acordo com os pulos dela.
(A Maria não era assim!)
Eu acordo com os pulos dela.
(A Maria não era assim!)
Gabinete de CTG
Enfermeira Susana: "Não nos vamos preocupar com o peso."
Eu: "É o melhor, a enfermeira está em forma, para quê maçar-se?"
Eu: "É o melhor, a enfermeira está em forma, para quê maçar-se?"
Consulta
Médica: "Daqui a duas semanas já é gravidez de termo, porte-se bem até lá."
(isto porque contam mais uma semana de gravidez do que a barrinha aqui do blogue)
Eu: "Ai, duas semanas?"
(Arrepio!)
(isto porque contam mais uma semana de gravidez do que a barrinha aqui do blogue)
Eu: "Ai, duas semanas?"
(Arrepio!)
17 outubro 2006
16 outubro 2006
Ai, ui. Ai, ui.
Reproduz diálogos com a Panca (a boneca que é filha dela) que dão para imaginar como é a vida e o comportamento na Escola. Alguns deles deixam-me ligeiramente embaraçada! (lol)
Ela: "Ó Panca, vamos dormir! Ó Panca, ouve: os meninos estão a dormir. Não tens vergonha, Panca? São horas de dormir! Mau, mau!"
(De seguida dá muitos beijinhos na boneca, festinhas na cabeça).
Continua: "A Maria vai chorar. Tens de dormir, Panca, para depois brincar!"
Depois, ri-se às gargalhadas e suspira: "Ai, ai...Panca..."
Ela: "Ó Panca, vamos dormir! Ó Panca, ouve: os meninos estão a dormir. Não tens vergonha, Panca? São horas de dormir! Mau, mau!"
(De seguida dá muitos beijinhos na boneca, festinhas na cabeça).
Continua: "A Maria vai chorar. Tens de dormir, Panca, para depois brincar!"
Depois, ri-se às gargalhadas e suspira: "Ai, ai...Panca..."
Domingo à noite, à vinda da casa dos avós.
No carro, a chuchar no dedo.
Ela: "Mamã! A vovó Tina é querida!"
Eu: "Sim, e gosta muito da Maria."
Ela: "Mamã! O vovô João é querido!"
Eu: "Sim, e também gosta muito da Maria."
Ela: "Sim."
Volta a colocar o dedo na boca e prosseguimos viagem, em silêncio.
Ela: "Mamã! A vovó Tina é querida!"
Eu: "Sim, e gosta muito da Maria."
Ela: "Mamã! O vovô João é querido!"
Eu: "Sim, e também gosta muito da Maria."
Ela: "Sim."
Volta a colocar o dedo na boca e prosseguimos viagem, em silêncio.
Domingo à tarde
mentalizo a minha filha para a ida à Igreja dos avós maternos.
"Não podemos fazer barulho, nenhum, ouviste? Tens de te portar bem!"
Ela: "A Maria não pode cantar a música da Floribella na Igreja?"
"Não podemos fazer barulho, nenhum, ouviste? Tens de te portar bem!"
Ela: "A Maria não pode cantar a música da Floribella na Igreja?"
15 outubro 2006
Provocações
No carro. De manhã, a caminho da Igreja. Lembrou-se que tinha deixado a Panca, uma das bonecas preferidas, em casa. O pai provoca-a, chama-a de bebé.
Ela: "A Maria não é bebé!"
Ele: "Ai, eu acho que és um bocadinho infantil, filha!
Ela: "A Maria não é infantil. A Maria cresceu, é crescida!"
Ele: "Olha que eu acho que tu és infantil, o que é que tu achas?"
Ela: "Eu acho!"
(lol).
Ela: "A Maria não é bebé!"
Ele: "Ai, eu acho que és um bocadinho infantil, filha!
Ela: "A Maria não é infantil. A Maria cresceu, é crescida!"
Ele: "Olha que eu acho que tu és infantil, o que é que tu achas?"
Ela: "Eu acho!"
(lol).
14 outubro 2006
No sono
sai a mim. Sempre tive necessidade de dormir muitas horas. E quando digo muitas horas é um mínimo de 8 e um ideal de 9 a 10 por noite. Não são raros os fins-de-semana em que durmo a sesta. Últimamente, então, ando numa média de descanso à tarde de 2 horas.
Ela, sempre dormiu bem. À tarde, variou sempre entre a 1h30m e as 3. Desde que entrou na Escola, consta que é a última a adormecer (não está habituada à luz nem a ter companhia a dormir) e por isso dorme quase sempre 1 hora, no máximo 1h30m.
O que tem acontecido ao fim-de-semana, é que tem necessidade de recuperar. No sábado passado dormiu directo das 14.00 às 18.00 e hoje foi das 13.30 às 18.30. E tive de a acordar.
(À noite mantém os mesmos horários.)
Ela, sempre dormiu bem. À tarde, variou sempre entre a 1h30m e as 3. Desde que entrou na Escola, consta que é a última a adormecer (não está habituada à luz nem a ter companhia a dormir) e por isso dorme quase sempre 1 hora, no máximo 1h30m.
O que tem acontecido ao fim-de-semana, é que tem necessidade de recuperar. No sábado passado dormiu directo das 14.00 às 18.00 e hoje foi das 13.30 às 18.30. E tive de a acordar.
(À noite mantém os mesmos horários.)
Primeira reunião de pais na Escolinha
e nas apresentações dos pais e suas respectivas crias, a mim não me sai nada da boca para além do meu nome e o meu marido limita-se a dizer que temos uma criança feliz no Lar.
Não temos jeito para estes encontros.
Não temos jeito para estes encontros.
13 outubro 2006
Tudo às compras
A Mãe Galinha, o meu ideal de super-mulher pela forma como se desdobra em 1001 coisas com três filhas, ainda arranja tempo para ter uma loja.
Na rua,
12 outubro 2006
Por duas vezes, ao ver um polícia municipal de Oeiras, a minha filha lhe chamou uma coisa qualquer que eu não conseguia decifrar. Até serem 20.00 e ter por um acaso a televisão ligada no Canal Panda.
Com um gesto explicativo e muito feliz, aponta para o senhor fardado de azul e diz a tal coisa que vim a identificar como Sr. Lei.
Mas qual Sr. Lei, qual carapuça, é um polícia! O Noddy é parvo ou quê?
Com um gesto explicativo e muito feliz, aponta para o senhor fardado de azul e diz a tal coisa que vim a identificar como Sr. Lei.
Mas qual Sr. Lei, qual carapuça, é um polícia! O Noddy é parvo ou quê?
Acabada a série da Heidi
11 outubro 2006
Biopental
a minha filha é viciada nestas gotas e faz uma festa em plena Farmácia quando compro mais uma embalagem.
Não, não é normal.
Não, não é normal.
10 outubro 2006
Eu detesto este aparelho
09 outubro 2006
Big big.
Eu precisava ser daquelas grávidas que se auto-elogiam, tiram fotografias em todos os planos e que mesmo que ninguém diga, auto premeiam-se com distintivos de "estou tão elegante que nem pareço uma grávida!".
Assim, sempre que ouvisse que não estou bonita e que estou forte ( tão lindo,este adjectivo), agarrava-me a essas sessões narcisistas.
(Ainda vou ter de estar muitas mais semanas a ouvir opiniões sem as pedir?)
Assim, sempre que ouvisse que não estou bonita e que estou forte ( tão lindo,este adjectivo), agarrava-me a essas sessões narcisistas.
(Ainda vou ter de estar muitas mais semanas a ouvir opiniões sem as pedir?)
Sozinhas, no sábado
Prendas de Natal
Costumo comprá-las em Outubro e Novembro. Este ano comecei mais cedo, por saber da indisponibilidade que vou ter. Só me chateia a falta de dinheiro e a obrigação de ter de achar tudo nesta contagem decrescente.
33 semanas? Mas o tempo está a voar!
33 semanas? Mas o tempo está a voar!
07 outubro 2006
A última.
Andar a cantar uma música pela casa que eu não reconheço, pedir-lhe que me ensine e obter como resposta, de uma miniatura com uns bons centímetros a menos que eu:
"Ó mulher, não sabes essa."
"Ó mulher, não sabes essa."
No Minipreço
a frequência do pessoal é de tão elevado nível, que aceitar a prioridade que nos estão a dar, dá direito a bocas como: "Tenho de ver se arranjo uma barriga."
Do melhorzinho.
Do melhorzinho.
06 outubro 2006
Filha(s)

O grande dia, aquele em que a nossa família muda toda novamente, aproxima-se a passos largos. E se por um lado, me assaltam todas as dúvidas que tantas vezes me parecem irrazoáveis mas que ao mesmo tempo me apercebo que assaltam qualquer grávida nas mesmas circunstâncias, por outro chego a duvidar das minhas capacidades.
A Maria, ainda sem ter muita noção do que vai implicar o mês de Novembro na vida dela, parece ter um dispositivo que a atrela a mim e não me quer largar. Os fins de dia, desde que começou a Escola, são muito mais exigentes. (Quer-se deitar na cama connosco, quer que veja os desenhos animados com ela, quer ver-me a preparar o jantar. Resumidamente: não quer estar sozinha).
Noto-a feliz, mas deixa-me sempre um aperto no coração quando alguém se sai com a tradicional frase: "Ai, agora é que vais deixar de ser o centro das atenções. Vai ser bonito, vai!" - como se de repente fosse ser castigada por ter sido a nossa filha única por 30 meses. Por ter sido a mais velha, por ser com ela que aprendemos tudo aquilo que a Marta irá beneficiar: a experiência.
A parte de "como se ama outro ser da mesma maneira que amei este" não me preocupa. Sei que tudo se processará como Deus a criou, um clique no momento do nascimento, em que passamos a ver tudo com outros olhos.
As dúvidas serão como dividir o tempo, como estar atenta às necessidades das duas sem prejudicar nenhuma, como continuar a ser boa mãe. E não cair em nenhum erro fatal que as magoe. Depois há sempre aquele momento de serenidade em que ponho de lado as dúvidas e gozo estes últimos instantes, ainda a três, e tento racionalizar tudo o que quero não esquecer no calor das primeiras semanas com a Marta. Tudo o resto será pouco importante.
05 outubro 2006
04 outubro 2006
Continuação do post anterior
Por acaso comentei com a educadora a expressão "Que nojo!" e uma outra que foi: "Mamã, não ponhas a mão na boca porque andou no chão!", esta última completamente descontextualizada.
Parece que andam a dar umas histórias cujo tema principal são os hábitos de higiene e que o João Porcalhão (personagem principal) num deles, come um macaco do nariz e alguém diz: "Ui, que nojo!"
(Esperemos que as histórias sirvam só mesmo para ensinar e não para lhe dar novas ideias!)
Parece que andam a dar umas histórias cujo tema principal são os hábitos de higiene e que o João Porcalhão (personagem principal) num deles, come um macaco do nariz e alguém diz: "Ui, que nojo!"
(Esperemos que as histórias sirvam só mesmo para ensinar e não para lhe dar novas ideias!)
Constipada, enconsta a cara à Minnie
e suja-a com ranho.
Olha para ela, séria, estende-me a boneca e diz:
"Mamã limpa, que nojo!"
Olha para ela, séria, estende-me a boneca e diz:
"Mamã limpa, que nojo!"
Gosto de casas antigas
Não há nada
como ter acesso a umas fotos que nos tiraram ao acaso, de corpo inteiro, para percebermos que
afinal aquilo que andamos convictos que nos fica bem, nos pode ficar mesmo mal.
(E hoje é daqueles dias que se alguém me vem dizer que a gravidez é um pleno estado de graça...ai, ai.
Temos chatice.)
afinal aquilo que andamos convictos que nos fica bem, nos pode ficar mesmo mal.
(E hoje é daqueles dias que se alguém me vem dizer que a gravidez é um pleno estado de graça...ai, ai.
Temos chatice.)
03 outubro 2006
Teimosia de quem sai aos seus.
(Já é raro acontecer)
Insiste, num português atrapalhado, que tenho de a ajudar a fazer alguma coisa.
(Impacienta-se quando não a entendemos. Disparata.)
Peço para me explicar o que é.
Não quer. Repete sempre a mesma frase. Não percebo.
Eu: "Explica lá isso em português!"
Ela: "Não quero falar português!"
Insiste, num português atrapalhado, que tenho de a ajudar a fazer alguma coisa.
(Impacienta-se quando não a entendemos. Disparata.)
Peço para me explicar o que é.
Não quer. Repete sempre a mesma frase. Não percebo.
Eu: "Explica lá isso em português!"
Ela: "Não quero falar português!"
TV
Descobriu há pouco tempo o Canal Panda, ao fim do dia. Gosta do Ruca, do Noddy, da Lilly.
Mas vê-la bloqueada cerca de uma hora, sem impaciências, é com o Dança Comigo.
Mas vê-la bloqueada cerca de uma hora, sem impaciências, é com o Dança Comigo.
Com filhos
as viagens tornam-se ainda mais escassas. A dependência e os euros que desaparecem sem darmos conta. Já andamos tão desesperados que o plano é:
Nova Iorque, Páscoa 2008.
Podem-se rir com a antecedência do plano. Eu vou sonhando com tudo o que quero rever. Que tenho mesmo de rever.
Nova Iorque, Páscoa 2008.
Podem-se rir com a antecedência do plano. Eu vou sonhando com tudo o que quero rever. Que tenho mesmo de rever.
Esta música é linda
e reconciliou-me comigo mesma, tantas vezes.
A rose is a rose
Susan Ashton
You're at a stand still
You're at an impass
Your mountains of dreams
Seems harder to climb
By those who have made you
Feel like an outcast
Cause you dare to be different
So they're drawing a line
They say you're a fool
They feed you resistance
They tell you you'll never go very far
But they'll be the same ones
That stand in the distance
Alone in the shadow
Of your shining star
Just keep on the same road
And keep on your toes
And just keep your heart steady as she goes
And let them call you what they will
It don't matter
A rose by any name is still a rose
The kindness of strangers
It seems like a fable
But they've yet to see
What I see in you
But you can make it
If you are able
To believe in yourself
The way I do
Cause a deal is a deal
In the heart of the dream
And a spade is a spade
If you know what I mean
And a rose is a rose is a rose
To deal with the scoffers
Well, it's part of the bargain
They heckle from back rows
And they bark at the moon
Their flowers are fading
In time's bitter garden
But yours is only
Beginning to bloom
So keep on that same road
And keep on your toes
And just keep your heart steady as she goes
And let them call you what they will
Just remember
A rose by any name is still a rose
(Não sei colocar música no blogue, senão partilhava-a.)
A rose is a rose
Susan Ashton
You're at a stand still
You're at an impass
Your mountains of dreams
Seems harder to climb
By those who have made you
Feel like an outcast
Cause you dare to be different
So they're drawing a line
They say you're a fool
They feed you resistance
They tell you you'll never go very far
But they'll be the same ones
That stand in the distance
Alone in the shadow
Of your shining star
Just keep on the same road
And keep on your toes
And just keep your heart steady as she goes
And let them call you what they will
It don't matter
A rose by any name is still a rose
The kindness of strangers
It seems like a fable
But they've yet to see
What I see in you
But you can make it
If you are able
To believe in yourself
The way I do
Cause a deal is a deal
In the heart of the dream
And a spade is a spade
If you know what I mean
And a rose is a rose is a rose
To deal with the scoffers
Well, it's part of the bargain
They heckle from back rows
And they bark at the moon
Their flowers are fading
In time's bitter garden
But yours is only
Beginning to bloom
So keep on that same road
And keep on your toes
And just keep your heart steady as she goes
And let them call you what they will
Just remember
A rose by any name is still a rose
(Não sei colocar música no blogue, senão partilhava-a.)
Desespero de estar em casa
dedico-me ao ponto cruz, depois do feltro.
A minha filha mais nova exigiu-me fraldas de pano e 80% das que temos, têm MARIA inscrito.
A minha filha mais nova exigiu-me fraldas de pano e 80% das que temos, têm MARIA inscrito.
01 outubro 2006
Casas com nome



para a amiga Ana, que me fez passar a reparar no nome das casas por onde vou passando.Se um dia tiver uma, também terá nome.
Sopa de entulho
Consta que na Escola estranhou as sopas sempre passadas e volta e meia ainda pergunta pelos feijões, pela massa ou pela couve.
No 1º de Outubro
a Marta faz 32 semanas. Daqui a uns dias confirmamos se tem realmente este tempo ou se tem mais uma semana como na anterior ecografia. Pouco interessa. É já no próximo mês que ela vai chegar.
Saca do termómetro, coloca no ouvido,
prime o botão, espera o sinal de aviso e comunica-me:
"Mamã, trinta e sete dois."
Assim.
"Mamã, trinta e sete dois."
Assim.
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Salmos 121 na ponta da língua
. A escola começou e o vagar no sofá não é o mesmo. Mas seja a crochetar, a lavar a loiça, a tomar banho, a conduzir, há sempre oportuni...
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O Verão passado foi o primeiro da minha vida que não mergulhei no mar salgado. Hoje olhei-me ao espelho e descubro que estou como vim ao Mun...
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O pai da Maria escreve melhor que os outros todos (e nós temos muito orgulho)Pai à deriva Ter filhos é descer um degrau na escada da qualidade de vida. Talvez por isso as pessoas hoje, que são mais felizes que antigam...





















